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Livro da Novena da Padroeira 2015 tem tiragem recorde

Devotos da Mãe Aparecida já podem adquirir o livro da Novena e Festa da Padroeira 2015

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A Editora Santuário em parceria com o Santuário Nacional de Aparecida lançou na manhã de sexta-feira, 1º de maio, na Missa Solene pelo Dia dos Trabalhadores, às 9h, o livro da Novena e Festa da Padroeira do Brasil 2015. A publicação, neste ano, terá tiragem recorde de 1,4 milhão de livros que serão vendidos e distribuídos em todo o país para preparar os devotos da Mãe Aparecida para a solenidade, em outubro.

A celebração contou com a presença de inúmeros colaboradores e da direção da Editora Santuário. A missa foi presidida pelo diretor editorial padre Fábio Evaristo Resende Silva e concelebraram o diretor de periódicos, padre Ferdinando Mancílio, e o reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida. Padre Mauro Vilela, diretor administrativo e comercial, foi o animador da celebração.

Padre Mauro, antes do início da missa, apresentou aos fiéis as intenções; os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e o lançamento do livro da Novena e Festa da Padroeira de 2015. Ao apresentar o livro, padre Mauro contou aos fiéis sobre o recorde que será batido neste ano.

“Aproveitamos este dia especial para lançar oficialmente o texto da Novena e Festa da Padroeira do Brasil. Um trabalho que a Editora Santuário, em parceria com o Santuário Nacional, oferece a todos os devotos da Senhora Aparecida para que possam rezar, para que se preparem bem para a Festa da nossa querida Padroeira do Brasil, em outubro. Este ano, nós batemos um recorde! Estão sendo produzidos 1,4 milhão de livros, tudo isso porque Nossa Senhora merece a nossa homenagem e os seus devotos também merecem este belo texto para prestar a sua homenagem e para se alimentar espiritualmente”, celebrou o diretor.
A homilia foi proferida pelo padre Ferdinando Mancílio que colabora na elaboração do livreto da Novena desde o início, em 1999. A reflexão do missionário tratou sobre a imagem de São José Operário, exemplo para cada trabalhador e trabalhadora.

O tema de 2015

Desde 2012, a Novena da Padroeira tem celebrado um dos mistérios do Santo Rosário, os dolorosos, os gozosos, os gloriosos e os mistérios da luz. Essas temáticas visam preparar os devotos para o Jubileu dos 300 anos, em 2017.
Em 2015, serão celebrados os Mistérios Gloriosos a partir do tema: “Com Maria, em Jesus, chegamos à glória”.

A12 / Portal Kairós

Novena de Pentecostes 2015

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Com o intuito de refletir sobre a presença vivificadora do Espírito Santo em meio às comunidades, o livro Novena de Pentecostes 2015, de autoria do Padre Luiz Miguel Duarte apresenta encontros de fé e oração.

Dividida em nove encontros, por meio da partilha da palavra de Deus, orações, cânticos, reflexões bíblicas e histórias da vida real, o livreto conduz os leitores e grupos de comunidades a experimentar a ação do Espírito Santo na Igreja e no mundo. Segundo o idealizador, o Espírito Santo alimenta a Igreja com grande variedade de dons. Duarte revela que os dons são modelos de ser e de agir que o próprio espírito infunde em cada pessoa com vistas ao bem e toda comunidade.

Dessa maneira, a Novena de Pentecostes pode ser uma ocasião favorável para que os cristãos descubram os próprios valores e sintam-se estimulados a colocá-los a serviço dos outros. Isto é, compreenderão por meio de cada encontro a riqueza e imensidão de dons que o Espírito concede. Os encontros também possibilitam a integração da comunidade e fortalecimento da fé e ação conjunta.

Sendo assim, a novena pretende seguir rumo ao dia de Pentecostes, dia em que a Igreja celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois da Páscoa; antes, porém, Padre Luiz Miguel Duarte resgata toda beleza contida neste mistério.

O Espírito Santo alimenta a Igreja com grande variedade de dons. Os dons são modos de ser e de agir que o Espírito infunde em cada pessoa com vistas ao bem de toda a comunidade. A Novena de Pentecostes pode ser uma ocasião favorável para que os cristãos descubram os próprios valores e sintam-se estimulados a colocá-los a serviço dos outros. Com esta condição, teremos comunidades dinâmicas, fraternas e solidárias, já que os dons do Espírito Santo são derramados em abundância sobre nós. Que o Doador de todos os dons, o Espírito Santo, nos acompanhe nesta caminhada para a solenidade de Pentecostes.

A Festa de Aparecida

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Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida é um título católico dedicado a Maria, mãe de Jesus de Nazaré. Ela é a Padroeira dos Católicos do Brasil, e celebramos sua festa no dia 12 de outubro de cada ano. Em 1717, três pecadores, moradores nas margens do rio Paraíba do Município de Guaratinguetá, desanimados por não terem apanhado peixe algum, depois de várias horas de trabalho, resolveram mais uma vez lançar a rede. Retiraram das águas o corpo de uma imagem sem cabeça e, num segundo arremesso, encontraram também a cabeça. Limparam a imagem de terra cozida e verificaram que se tratava duma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura. Construiu-se, em 1745, uma capela para a imagem no morro dos coqueiros, o mais vistoso e alto que margeiam o Rio Paraíba e, aí celebraram a primeira missa.

Aquela capela foi reformada várias vezes e substituída em 1888 por outra capela maior e mais artística. O bispo diocesano convidou os padres redentoristas em 1894 para cuidar do santuário. Em 1908 o papa elevou o santuário à dignidade de basílica menor. Em 1930 o papa Pio Xl a pedido dos bispos do Brasil proclamou N.S. Aparecida Padroeira do Brasil. Com o crescer contínuo das romarias a Basílica se tornara demasiadamente pequeno, por isso, em 1950 começou a construção de um novo e mais espaçoso templo mariano. A construção durou mais de vinte e cinco anos e, finalmente foi solenemente consagrado na histórica visita do papa São João Paulo ll ao Brasil em 1980. No mesmo ano, o então Presidente da República do Brasil, João Batista de Figueiredo, promulgou a Lei No. 6.802, de 30 de junho de 1980, declarando o dia 12 de outubro como feriado nacional público e oficial a Nossa Senhora Aparecida. Em 2007 o papa Bento XVl visitou a Basílica para abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. No dia 24 de junho de 2013, o Papa Francisco visitou e celebrou a Santa Missa na Basílica Nacional de Aparecida. Papa Francisco, como seu predecessor, ficou encantado pela beleza da Basílica e da fé dos peregrinos. Ele prometeu voltar novamente em 2017 para o trigésimo aniversário da retirada da imagem do Rio Paraíba.  O imponente santuário tem mais de 18.000 metros quadrados de área coberta e capacidade para 32.000 pessoas. Mais recentemente foi construído o Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida para a realização de Congressos, encontros shows, teatros, apresentações musicais e, obviamente, para as atividades das grandes romarias. O total da área construída é 15.289,96 m2 com capacidade para 8.600 pessoas. No ano 2013, aproximadamente treze milhões de romeiros visitaram a Brasílica que é a maior basílica mariana no mundo.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

Nossa Senhora Aparecida

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Maria, a mãe de Deus, o qual se fez homem em Jesus para nos salvar, é chamada por nós com muito carinho de Nossa Senhora. E ela, de fato é Nossa Senhora, não porque os poderosos deste mundo a fizeram poderosa, mas porque foi escolhida por Deus para uma missão especialíssima, ser a mãe do Salvador. Entretanto, mesmo tendo missão tão importante para realizar, a mãe de Jesus se destacou por duas atitudes importantes para todo ser humano, sobretudo para os cristãos: a humildade o serviço.

O primeiro gesto de humildade e serviço que prestou foi dizer ao mensageiro de Deus: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim como você me disse” (Lc 1,38). Para expressar o grande desejo de Maria de servir e a sua humildade, o evangelista Lucas narra também como, logo depois de receber a notícia do anjo, ela foi servir sua prima Isabel, grávida já havia seis meses. A beleza desse encontro e do serviço prestado por Maria é coroada com o cântico chamado “Magnificat”, no qual a mãe de Jesus louva a Deus que não se esquece dos humilhados e fez grandes maravilhas em sua vida. Nesse mesmo cântico aprendemos que devemos chamá-la “bem-aventurada”, feliz, agraciada.

Viva a Mãe de Deus e nossa!

Nossa Senhora recebeu de Deus graças especiais, mas em sua humildade pôs essas graças a serviço dos irmãos e irmãs. O episódio da festa de casamento em Caná da Galileia (cf. Jo 2,1-12) é exemplo claro do serviço de Maria à Igreja. Ela é aquela que está atenta às necessidades das pessoas e se põe à frente para ajudar, de modo que as pessoas possam receber as graças de Jesus Cristo, seu filho. Quando chamamos por Maria, ela nos leva a Jesus. Ensina-nos a fazer tudo o que ele manda.

Pelo bem que nos fez e nos faz, a mãe de Jesus é honrada no mundo inteiro, recebendo nomes, títulos, coroas. No Brasil, nós a chamamos Nossa Senhora Aparecida, porque, por meio de uma simples imagem de terracota, encontrada por pescadores, ela expressou o cuidado que tem por seus filhos e filhas. A pesca milagrosa foi a primeira de muitas outras graças que o povo brasileiro receberia daquela que se tornou sua protetora, sua padroeira.

Que, olhando para a imagem de Nossa Senhora Aparecida, as lideranças do nosso povo possam aprender as virtudes da humildade e do serviço. Nossos políticos procurem, a exemplo de Maria, dizer sim a tudo que faz bem ao povo; os ministros da Igreja estejam atentos ao bem dos irmãos e irmãs; os pais e mães saibam cuidar dos filhos e filhas de modo que cresçam com saúde e sabedoria.
Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós!

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp

São Francisco de Assis

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Santo do dia

Com apenas 44 anos de idade, a 3 de outubro de 1226, morria no chão nu da Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, proximidades de Assis, o autêntico arauto da perfeição evangélica, são Francisco. Com a idade de 24 anos, tinha se despojado de tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade. Nascido numa cidade de comércio, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Aos vinte anos, quis alistar-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo.
Voltando a Assis, dedicou-se ao serviço dos doentes e pobres e num dia do outono de 1205, enquanto meditava extasiado na igrejinha de São Damião, pareceu-lhe ter ouvido uma voz saída do crucifixo: “Vá escorar a minha Igreja, que está desabando”. Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Na primeira etapa vemos Francisco em hábito de eremita, vivendo solitário e errante, até que uma frase luminosa do Evangelho impeliu-o à pregação e à constituição do primeiro núcleo da Ordem dos Frades Menores, cuja regra foi aprovada pelo papa Inocêncio III.

Esse segundo capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de paz e bem. Após ter-se aventurado a uma viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egito, em 1220 voltou para Assis e tratou de pôr em ordem a própria casa, redigindo a segunda Regra, aprovada por Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitên-cias, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.
Autor do Cântico do Irmão Sol, um dos santos mais amados pelo mundo inteiro, são Francisco foi canonizado dois anos após a morte. Em 1939, Pio XII tributou um ulterior reconhecimento ofi-cial ao “mais italiano dos santos e mais santo dos italianos”, proclamando-o padroeiro principal da Itália.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.