Preparação para a Santa Missa

Reflexão e sugestão para a Missa do 30° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

Missa do 30° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

Êx 22,20-26; SI 17; lTsl,5c-10; Mt 22,34-40

30° Domingo do Tempo Comum 2020 - Ano A

O amor sintetiza todas as virtudes

A liturgia da palavra continua a nos chamar atenção para o testemunho da fé no emaranhado da história. Na primeira leitura, Deus se pronuncia em favor dos mais fracos e excluídos da sociedade da época: a viúva, o órfão e o estrangeiro. O Senhor não apenas liberta o povo, mas caminha com ele para evitar que a opressão e a injustiça, sofridas sob o domínio do faraó, possam se repetir ao caminhar para a terra prometida e quando nela se instalar. É o amor divino a manifestar toda sua força em forma de misericórdia: “Se ele me invocar, escutá-lo-ei, porque sou misericordioso”.

Continuamos a ler a experiência da comunidade dos Tessalonicenses, que vive a fé anunciada por Paulo em meio a tribulações, mas o amor é a força maior a conduzi-los. A força atrativa da comunidade está na vivência testemunhal do amor. Ainda que a fé seja colocada em primeiro plano, sabemos que, na pena do Apóstolo, o amor sintetiza todas as virtudes. Sem ela, nem a fé, nem a esperança se sustentam.

O maior de todos os mandamentos

O evangelho nos mostra novamente Jesus sendo interpelado sobre qual dos mandamentos seria o maior. Jesus não hesita em colocar o amor a Deus e ao próximo como base para a vivência humana em Deus. Com essa afirmação, Jesus enfatiza que os mandamentos divinos não podem ser entendidos como um código de leis fora de nós, ao qual temos de nos submeter cegamente. O amor é uma dimensão profundamente antropológica, pois podemos amar e sermos amados. Aí Deus se faz presente e dignifica o ser humano, aprimorando sua capacidade não só de amar e ser amado, mas, sobretudo, de acolher o Supremo Amor.

Nesse sentido, Jesus enfatiza que a vivência do amor nos torna plenamente humanos, já que nossas relações são restauradas e elevadas pela prática do amor. Agindo assim, nossa fé sai do plano puramente intimista e se abre para um olhar mais abrangente, provocando em nós a prática da acolhida, do cuidado e da misericórdia.

Neste fim de mês missionário, peçamos ao Senhor o dom do amor em nossa obra evangelizadora. Não são raras as vezes em que nos preocupamos mais com discursos do que com ações; mais com estruturas do que com atitudes. Reafirmamos nosso desejo de sermos discípulos-missionários que fermentam a história com o fermento bom do amor, que faz crescer a fraternidade e nossa caminhada rumo à Pátria definitiva.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 30° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

– Hino de Louvor: imediatamente antes do Hino, fazer memória das ações missionárias da comunidade. Podem-se apresentar alguns símbolos de tais ações.
– Entrada da Palavra: na celebração noturna, pode-se fazer uma dinâmica de introduzir a Bíblia com as luzes apagadas. Três pessoas, uma de cada vez, podem sair do meio do povo, ir até o Círio Pascal, aceso em seu lugar próprio, para acenderem suas velas, e andar pelo meio do povo, dizendo: “Senhor, Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Luz para meu caminho”. Após o terceiro fazer esses gestos, as luzes da igreja podem ser acesas e acontecer a entrada da Bíblia, acompanhada pelas três pessoas com suas velas acesas.
– Momento das oferendas: apresentar um novo projeto missionário de Igreja em Saída, como foi sugerido no primeiro domingo deste mês de outubro.
– Envio da comunidade: uma breve oração de envio missionário da comunidade pode ser feita pelo presidente da celebração. Em seguida, pode ser feita a entronização da Imagem de Nossa Senhora e de um rosário grande, ressaltando Maria como a primeira missionária de Jesus, Mãe e exemplo para todos nós.

Sugestões de repertório para a Missa do 30° Domingo do Tempo Comum 2020 –  Ano A (O Domingo)

Abertura: Exulte de Alegria
Aclamação: Aleluia, Eu vos escolhi
Oferendas: Bendito Seja Deus
Comunhão: Ó Pai, Somos Nós

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 30° Domingo do Tempo Comum 2020

Áudios para a Missa do 30° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A CNBB:

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

Is 45,1.4-6; SI 95; lTsl,l-5b; Mt 22,15-21

29° Domingo do Tempo Comum 2020 - Ano A

Deus se revela para o ser humano na história

Do começo ao fim, os relatos bíblicos mostram Deus embrenhado na história humana, em seus conflitos e suas realizações. A ação divina não é desconexa da lida do dia a dia do povo. Não há uma história divina e outra história humana, mas somente uma história da salvação, na qual o divino e o humano se entrelaçam.

A primeira leitura nos mostra como as questões políticas são lidas à luz da fé. Ciro é um rei Persa e, portanto, pagão. Diante de seu poder político crescente, o povo de Deus, exilado na Babilónia, vê-o como libertador enviado por Deus. Assim, Isaías catequiza o povo para fortalecê-lo na esperança. Aos poucos, compreende-se que as escolhas de Deus não se deixam restringir somente ao povo de Israel, mas todos participam, a seu modo, da ação salvífica de Deus.

O Evangelho nos apresenta a resposta dos interlocutores de Jesus diante das parábolas que ouvimos na liturgia dos últimos domingos. Eles querem pegar Jesus em alguma palavra. Na passagem que ouvimos, eles propõem a Jesus a delicada questão do tributo que o povo tinha de pagar ao imperador de Roma. Dizer sim era o mesmo que compactuar com o sistema injusto e opressor. Dizer não significava afrontar o sistema estabelecido de modo imprudente, pois seria associado a tantos movimentos revolucionários da época.

Jesus trata da questão de modo profundo, pois não visa apenas questionar o sistema tributário, mas mostra que toda a ordem social dever ter por centralidade a fonte de todos os bens, Deus. E, quando se dá a Deus, a justiça acontece, e a fraternidade triunfa.

Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus

A segunda leitura apresenta a comunidade de Tessalônica sendo louvada por Paulo, Silvano e Timóteo. Os tessalonicenses abraçaram de tal modo o evangelho a ponto de serem transformados pela mensagem de salvação. As obras e as ações do Espírito complementam as palavras do anúncio e geram vida.

Diante desse testemunho, pensemos como vai o testemunho de fé de nossas comunidades. Vivemos no emaranhado de nossa história, também marcados pelo peso insuportável dos tributos e das tantas questões político-econômicas. Seria possível abraçar a fé como fizeram os tessalonicenses? Não só é possível, como é nosso compromisso primeiro mostrar na prática que temos Deus como centro de nossa vida e dele parte todas as nossas relações sociais.
Se não abraçarmos a fé com vivacidade e firmeza, dificilmente saberemos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Seguindo a Cristo, que se encarnou em nossa história e nela permanece vivo e ressuscitado, somos convidados a considerar mais de perto nossos compromissos sociais e fazer valer a civilização do amor, no qual a paz seja fruto da justiça e a caridade seja o caminho que una a humanidade inteira nas veredas da salvação.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

– Ato Penitencial: o presidente da celebração pode fazer uma breve meditação sobre a temática “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, convidando todos ao arrependimento e à conversão. Em seguida, pode aspergir a assembleia.
– Entrada da Palavra: convidar as crianças para entrarem com a Palavra de Deus, enfatizando o dia da Infância Missionária. A Bíblia pode ser colocada na mochila de uma das crianças, e, ao chegar ao presbitério, retirá-la e apresentá-la ao povo. Pode-se elaborar uma coreografia tal que mostre a importância de a criança evangelizar as crianças. Também pode-se destacar a dinamicidade das crianças e fazer com que elas passem correndo pelo meio da assembleia com a Bíblia. Seria bom as crianças proclamarem as leituras.
– Preces dos Fiéis: cada criança pode rezar uma prece, seguida de um refrão orante.
– Oferendas: o grupo dos coroinhas pode entrar com as oferendas, enquanto as demais crianças acompanham, levando alguns símbolos missionários: a Bíblia, a cruz, o terço e um cartaz da INFÂNCIA MISSIONARIA.
– Envio da comunidade: um breve histórico da Infância missionária pode ser apresentado à Assembleia. Em seguida, o presidente da celebração pode convidar todos para fazerem uma oração pelas crianças e por todos os presentes, com foco no aumento do vigor missionário de todos os batizados. Em seguida, cantara consagração a Nossa Senhora.

Sugestões de repertório para a Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2020 –  Ano A (O Domingo)

Abertura: Exulte de Alegria
Aclamação: Aleluia, Eu vos escolhi
Oferendas: Bendito Seja Deus
Comunhão: Ó Pai, Somos Nós

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 29° Domingo do Tempo Comum 2020

Áudios para a Missa do 29° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A CNBB:

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Solenidade da Padroeira do Brasil 2020 – Ano A

Solenidade da Padroeira do Brasil 2020 – Ano A – 12 de outubro

Est 5,lb-2;7,2b-3; SI 44; Ap 12,1.5,13a.15-16a; Jo 2,1-11

Solenidade da Padroeira do Brasil 2020 - Ano A

Belo foi o dia em que João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, na difícil incumbência de conseguir os peixes para o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida Portugal, puxaram do fundo do rio Paraíba a imagem quebrada, sem a cabeça, da Imaculada Conceição. Depois, em outro lance de redes, surgiu a cabeça da imagem. Piedosamente, os três pescadores reverenciaram tão nobre imagem, mas sem imaginar que eram apenas instrumentos de Deus. 0$ peixes vieram, e em abundância, como que para reverenciar a Virgem Maria.

Ficaram felizes e levaram a imagem para casa, onde se reuniam para rezar. Como João Batista, que desapareceu à chegada do Cordeiro de Deus, também os três pescadores passaram quase que despercebidos em tão grande história. É mais um sinal de que a imagem aparecida nas redes não é fruto do acaso, mas do desejo divino. Belo foi esse dia vivido por João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, pois nele iniciou tão nobre história há mais de trezentos anos.

Desde a primeira Capelinha no morro dos Coqueiros, e depois a Basílica ali construída, a fé foi contagiando os grandes e os pequenos, a ponto de transbordar do coração e fecundar o chão com tanta esperança. O povo acorreu ao encontro da Senhora Aparecida, porque desejava ver de perto, sentir e até tocar a imagem aparecida nas águas do rio Paraíba.

Hoje, o Santuário novo acolhe e abriga milhões e milhões de romeiros, pois a mesma fé se espalhou pela pátria inteira e para além dela.
Tudo o que é de Deus vai progredindo até mesmo sem percebermos, como as águas do Templo que foram crescendo, enchendo os vales e
formando rios, fecundando a terra e fazendo germinar toda semente.

Maria nos dá uma grande lição. A imagem é pequenina, de trinta e seis centímetros apenas, e vem nos dizer que “diante de Deus devemos todos ser muito humildes, sempre”. É com o coração agradecido e em prece que celebramos a padroeira do Brasil. Ela merece nossa gratidão, pois é nossa Mãe, a quem invocamos: Senhora Aparecida.

Ó Mãe querida, protegei nossas crianças e famílias, nossos jovens e os menos favorecidos. Protegei nosso Brasil e fazei-nos um povo unido e feliz! Amém!

Sugestões litúrgicas

– Nossa Senhora, sob o título de Aparecida, é a padroeira do Brasil, a Mãe queria do povo brasileiro. Em Aparecida, encontra-se o coração católico do povo brasileiro, Maria, representada em sua singela imagem de Aparecida, é símbolo de fé, de identidade de nosso povo. Assim esta celebração deve ser pensada de modo a expressar bem todos esses aspectos.
– Pode-se preparar no presbitério um nicho ou um altar todo decorado, onde ficará a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
– Após a procissão de entrada, antes da saudação inicial, pode-se fazer uma entrada encenada de Nossa Senhora, feita por três homens vestidos de pescadores, tendo em suas mãos a imagem sem o manto e a coroa e uma rede de pesca.
Essa entrada pode ser acompanhada de uma canção mariana.
Quando a imagem for colocada no local a ela destinado, colocar nela o manto e a coroa.
– Em vez de se rezarem as preces da comunidade, pode-se cantar no lugar a Ladainha de Nossa Senhora.
– No ofertório, pode-se oferecer flores a Nossa Senhora.
– No final da celebração, pode chamar as crianças, para se aproximarem da imagem, e com elas cantar a música Mãezinha do céu. No final, pode-se consagrar as crianças a Nossa Senhora.

Sugestões de repertório  (O Domingo)

Abertura: De Alegria
Aclamação: Aleluia! Disse a Mãe
Oferendas: Como vai ser
Comunhão: Bendirei ao Senhor ou Ouviste a Palavra

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – Solenidade da Padroeira do Brasil 2020 – Ano A

Áudios para a Solenidade da Padroeira do Brasil 2020 – Ano A CNBB:

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

Is 25,6-10a; SI 22; Fl 4,12-14.19-20;Mt 22,1-14

 28° Domingo do Tempo Comum 2020 - Ano A

No banquete do Deus da vida somos todos irmãos

A liturgia da palavra deste domingo coloca-nos em torno do banquete do Deus da vida. Isaías profetisa que o cumprimento das promessas divinas e a consequente alegria em plenitude para o povo acontecerão em um banquete. A refeição abundante é imagem da Salvação de Deus, que sacia o ser humano no profundo de seu ser, dando-lhe vigor e força, esperança e vida nova.

Paulo faz a experiência de viver a abundância do amor de Deus mesmo nas dificuldades. O apóstolo nos ensina que a confiança que temos no Senhor não pode ser vivida ao sabor das situações oscilantes do cotidiano. Seja na abundância, seja na miséria, é sempre a fé viva em Deus que fortifica o coração fiel para dar testemunho da boa nova do evangelho.

Tal atitude de abertura e perseverança no amor de Cristo requer um processo de conversão profundo para acolher, em todo tempo e circunstância, Cristo Jesus, o Senhor de nossa vida. Compreendendo assim nossa fé, poderemos alargar nossos laços de fraternidade para nos mantermos sempre firmes na fé e fortes na esperança.

Todos são convidados para o banquete da vida

Jesus continua fazendo comparações para tornar mais compreensível o Reino de Deus. Aqui também a imagem do banquete permeia a narração. Porém, Jesus toca em um ponto crítico e delicado ao falar daqueles que renunciam o convite para a festa da vida por coisas passageiras. São aqueles que não acolhem sua proposta transformadora de vida. Não conseguem ver que o reino chegou e exige conversão para nele entrar e ser feliz. Se olharmos bem, essa não é uma realidade somente do tempo de Jesus, mas também de nossos dias. Quantos que rejeitam os valores anunciados por Jesus: perdão, compaixão, solidariedade, fraternidade, justiça, paz…

Jesus também fala dos que entram na festa, mas para ela não se preparam. Aqui a parábola se refere aos que até aceitam o convite, mas querem apenas tirar proveito para si próprio. As vestes inadequadas podem ser traduzidas por atitudes que não condizem com a proposta de Jesus. Esses não entram no dinamismo do reino da vida doada que salva e liberta. Aqui cada um de nós temos de nos examinar diante de Cristo e dos irmãos e pensar seriamente como estamos vivendo a fé enquanto convidados para a festa no reino da vida. O convite é feito a todos: bons e maus. Todos somos convidados não só a entrar no reino, mas a deixar que o reino entre em nosso coração é rios transforme desde o mais profundo de nosso ser.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

– Entrada da Palavra: um canto bem festivo, referente à Palavra de Deus, pode ser cantado na entrada da Bíblia. Os Jovens podem preparar uma coreografia, com faixas que representam os cinco continentes, mostrando a amplitude do anúncio do evangelho. Velas nas cinco cores podem acompanhar as fitas!
– Profissão de fé: convidar cinco jovens para pegarem nas mãos as cinco velas e as elevarem diante da Assembleia. O presidente da celebração pode motivar a Assembleia a renovar o ardor missionário, recebido no batismo, bem como rezar por todos os missionários que deixam suas pátrias para anunciar a Palavra em Terras distantes. Com as mãos estendidas em direção às velas, rezar a profissão de fé.
– Preces dos fiéis: caso a comunidade tenha pessoas em missão em terras distantes, é momento para rezar por elas.
– Envio da comunidade: o grupo do Terço dos Homens pode introduzir a imagem de nossa Senhora. Em seguida, cantar a consagração e concluir com a bênção.

Sugestões de repertório para a Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A (O Domingo)

Abertura: Exulte de Alegria
Aclamação: Aleluia, Eu vos escolhi
Oferendas: Bendito Seja Deus
Comunhão: Ó Pai, Somos Nós

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 28° Domingo do Tempo Comum 2020

Áudios para a Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A CNBB:

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

11 de outubro – Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2020

Missa do 28° Domingo do Tempo Comum 2020

Para o banquete da alegria e da fraternidade preparado por Jesus, somos convidados e acolhidos com amor. O Senhor nos ajude a nunca recusar o seu convite e, sobretudo, a nos empenhar para que todos possam participar da festa da vida e da dignidade, especialmente os pobres, os esquecidos e os marginalizados. Sob as bênçãos de Nossa Senhora Aparecida, que amanhã festejaremos, sejamos agradecidos a Deus, nesta liturgia, por sua ternura e amor para com todos os seus filhos e filhas.

Amados e acolhidos por Deus, aprendemos a amar e acolher nossos irmãos e irmãs.

CONVIDADOS AO BANQUETE DO REINO

Jesus conta uma parábola aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo para falar do Reino de Deus. Aqui Deus é imaginado como rei. Os convidados pouco caso fizeram do seu convite, cada um deu sua desculpa: um foi para seu campo, lugar de produção; outro foi para seus negócios, lugar do mercado/comércio; outros ainda agiram de forma hostil contra os empregados do rei. Ninguém se dignou a participar do banquete nupcial; todos tinham outras prioridades.

A sala ficou cheia quando os empregados foram às encruzilhadas e convidaram maus e bons. O convite é aberto a todos, maus e bons. Mesa cheia de convidados, sem discriminação alguma, é motivo de muita alegria.

A parábola mostra ser necessário ir além dos caminhos de Jerusalém, ou de Israel, já que os “da casa” tinham outras prioridades. A proposta do Reino anunciado por Jesus é dirigida a todos os povos, sem discriminação, mas exige comprometimento, expresso pelo “traje de festa” a ser vestido. Entra no Reino quem acolhe o convite gratuito do rei e veste a roupa adequada, sinal do compromisso com o projeto de Jesus.

Como seria bom ver a mesa cheia de convivas que participam do banquete proposto por Jesus! Como é bom ver pessoas vestindo o traje do compromisso com o Reino de Deus! Infelizmente, porém, muitos continuam surdos aos apelos que não sejam os do seu próprio interesse e não se abrem aos apelos que poderiam transformar a vida e a realidade. Mesmo assim, Deus não se cansa de convidar, pois tudo está preparado e seu desejo é que a sala fique lotada de gente.

Mais uma vez, o Evangelho nos chama à festa do amor, em torno da mesa repleta de convidados, que partilham alegrias e esperanças. Na correria do dia a dia, nem sempre sobra tempo e espaço para a fraternidade e a partilha. Deus nos quer ver todos juntos, sentados com ele em torno de uma mesma mesa, para desfrutar de uma vida feliz, sem discriminação nem rejeição de ninguém.

Pe. Nilo Luza, ssp   / Portal Kairós

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