Preparação para a Santa Missa

Reflexão e sugestão para a Missa do 27º Domingo do Tempo Comum 2022 do Ano C

Para o Domingo: 02/10/2022

Missa do 27º Domingo do Tempo Comum 2022 – Ano C

Hab 1,2 3;2,2-4; Sl 94; 2Tm 1,6-8.13-14; Lc 17,5-10

27º Domingo do Tempo Comum 2022

Somos o povo da nova e eterna Aliança. Desde que Jesus formou o primeiro grupo, os Doze primeiros discípulos, começou a formar com eles o povo da nova Aliança. Somos, portanto, continuidade do novo povo de Deus, iniciado em Jesus. Somos o povo pós-pascal. A história de nossa começa em Abraão, mas seu ápice está em Jesus, seu nascimento, sua encarnação, e, fundamentalmente, em sua ressurreição. Somos um povo de ressuscitados, e essa é nossa vocação, e assim devemos viver.

Com esse pensamento imagino que seja mais fácil compreendermos a direção que a Palavra de Deus nos aponta nessa Liturgia.

O profeta Habacuc (Primeira Leitura) vê uma sociedade e uma época marcadas pela violência e opressão dos detentores do poder, os reis de Judá. A sociedade está um caos. As leis ou não eram obedecidas ou eram distorcidas pelos interesses dos governantes: “Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade?” A resposta de Deus sempre nos surpreende. Ele não age conforme nós mesmos desejaríamos, não age dentro do tempo e da espera humana. Age dentro de seu tempo, na hora de sua graça. A nós cabe unicamente esperar, pois Deus não atropela o espaço de tempo por causa de nossos desejos. Importa nós nos mantermos firmes na fé, mesmo que continuemos a ver maldades, violências, injustiças. Por isso é forte a expressão de Habacuc: “Quem não é correto vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”. O justo conhece a verdade, por isso, mesmo na adversidade, mantém-se firme: “O justo viverá pela fé” (Hb 2,4).

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Reflexão e sugestão para a Missa do 26º Domingo do Tempo Comum 2022 do Ano C

Para o Domingo: 25/09/2022

Missa do 26º Domingo do Tempo Comum 2022 – Ano C

Am 6,la.4-7; SI 145; l Tm 6,11-16; Lc 16,19-31

26º Domingo do Tempo Comum 2022

Jesus continua nos ensinando como devemos nos relacionar com o bens deste mundo. Deus permite que partilhemos os bens por Ele criados, mas que não sejamos os “donos” do que foi feito para todos. A ganância gera tristeza e dor, desrespeito e amargor com as pessoas e a própria natureza.

Sempre temos o que aprender em nossas relações no mundo, com as pessoas, com a natureza e com Deus.

O profeta Amós anda muito aborrecido com a classe social ociosa e com dirigentes exploradores, que vivem às custas da exploração do mais pobre e pouco se preocupam – se é que há preocupação – com o sofrimento e a miséria dos humildes. Nossa história carrega muitas situações semelhantes e que devem nos fazer pensar, para jamais repeti-las. É preciso perder cada vez mais o desejo do possuir, possuir, possuir. Papa Francisco disse que “nunca viu um caminhão de mudança acompanhado um enterro”, ou seja, nada levamos, somente o bem e a bondade praticados.

O Evangelho traz, em seu ensinamento, o exemplo de dois extremos: o rico sem piedade, sem compaixão, e o pobre explorado, abandonado, sem direito ao mínimo de sua dignidade: um prato de alimento. Jesus não deixa dúvidas de que a ganância não permite de modo nenhum a vida e impede sua plenitude, a eternidade. Os “senhores” do mundo fazem suas escolhas, mas não medem suas consequências e depois não há como se retratar ou se refazer.

Aquele rico foi parar no meio dos tormentos, pois ele mesmo cavou a separação entre a vida e a morte, entre a paz e a guerra. Preferiu seguir seu caminho, e não o da partilha, da renúncia, da fraternidade e solidariedade. Apenas colheu os frutos de sua escolha. Deus é bom e misericordioso, mas também é justo.

Em nossa realidade social, precisa-se ter o senso crítico bem aguçado, pois há realidades que são verdadeiros transtornos entre nós. Há milhões de crianças morrendo de fome na Somália, no Iêmen… O fazendeiro egoísta bateu recorde de colheita de grãos em sua fazenda, mas as crianças de seus empregados estavam passando fome… Será que a separação entre ricos e pobres é querida por Deus? Claro que não! Deus nunca aprovou tal desventura. O acúmulo será sempre sinal de pecado. Os bens que não são administrados justamente irão sucumbir, pois Deus jamais aprovou o acúmulo pelo acúmulo, o possuir por possuir…

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Reflexão e sugestão para a Missa do 25º Domingo do Tempo Comum 2022 do Ano C

Para o Domingo: 18/09/2022

Missa do 25º Domingo do Tempo Comum 2022 – Ano C

Am 8,4-7; SI 112; 1Tm 2,1-8; Lc 16,1-13 ou Lc 16,10-13

Jesus nos conta a parábola do administrador corrupto, e ela nos incomoda porque Ele manda prestar atenção em alguém que é desonesto. Até pode nos parecer estranho isso, mas Jesus está falando daquilo que está diante de seus olhos. Ele não está inventando alguma coisa para dizer. Não! Apenas vê e conclui seu ensinamento.

O profeta Amós denuncia a corrupção, a especulação, o enriquecimento ilícito, como também Jesus. Aqueles comerciantes lucram com a fome e a pobreza do povo, falseiam suas balanças, alteram medidas, pois o desejo é o lucro, e não o direito e a justiça. Deus jamais estará ao lado, nem perto estará, de quem pratica injustiças. Explorar o pobre e fazer dele um objeto de lucro passa bem longe dos olhos de Deus. Ele se põe ao lado dos marginalizados, para evitar que os exploradores firam ainda mais a vida já sofrida dos explorados.

Diante da indignação do profeta e da Palavra de Jesus, o que vamos aprender? Pode parecer-nos estranho, mas temos sim o que aprender. As coisas precisam ter seu lugar. Assim nos perguntamos: Qual o lugar que o dinheiro e os bens materiais ocupam em nossa vida? Quais são nossas reais preocupações com os bens que adquirimos? São perguntas que cada um, em sua consciência, tem de responder a si mesmo. É certo que Deus nunca aprovará o acúmulo, a ganância, o egoísmo do ser humano. Os desvalores do Reino subestimam a vida e a justiça, a solidariedade e a comunhão fraterna.

Jesus ensina aos discípulos que eles precisam estar atentos, serem espertos para anunciarem com firmeza o Evangelho, devem procurar os valores do Reino sem cessar. Por isso não devem desejar o “clima do mundo”, marcado pelo egoísmo, pela ganância, pela lei da vantagem.

Jesus está ensinando não somente aos discípulos, mas a todos nós, pois estamos sujeitos a essa mesma realidade, que nos cerca. Ele nos ensina também que o poder do dinheiro faz um deus e se torna forte quanto mais “gorda” for a conta bancária. Não é muito difícil encontrar aqueles que, por dinheiro, sacrificam até a própria dignidade.

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Reflexão e sugestão para a Missa do 24º Domingo do Tempo Comum 2022 do Ano C

Para o Domingo: 11/09/2022

Missa do 24º Domingo do Tempo Comum 2022 – Ano C

Êx 32,7-11.13-14; Sl 50; 1Tm 1,12-17; Lc 15,1-32 ou Lc 15,1-10

24º Domingo do Tempo Comum 2022

O Retorno do Filho Pródigo

O amor de Deus é absoluto, por isso não nos falta. É gratuito, por isso não podemos querer ter direito a ele. Nosso amor humano é frágil, limitado, incoerente, possessivo. É preciso compreender a gratuidade do amor para vivê-lo com alegria e firmeza, com empenho e radicalidade. Deus nos ama! O que de mais belo do que o amor de um Deus por nós poderá nos tocar? Nada o supera, ele é eterno, absoluto, gratuito.

A Palavra de Deus quer nos indicar hoje esse amor gratuito. Ele também tem outro nome: chama-se misericórdia divina! Diante da rebeldia
do povo (Primeira Leitura),Deus deseja abandoná-lo e não ser mais parceiro dele. Pensa até em “adotar” um povo mais dócil, mais acolhedor, menos orgulhoso. Moisés intercede, fala com Deus, e Ele tem misericórdia, paciência com “aquele povo de cabeça dura”. Nós somos assim também e precisamos mudar nosso jeito de pensar, de agir. Deus tem paciência, mas nós precisamos ter mais pressa para amar de verdade e servir com generosidade. Deus, em seu amor, aceitou o limite do povo, mas isso não significa que ele deva continuar do mesmo jeito.

O apóstolo Paulo nos mostra que ele mesmo experimentou a misericórdia de Deus e descobriu que Ele, em seu amor, não quer condenar ninguém e que nos reconcilia em seu Filho, pois Jesus é a proposta de vida, de perdão e de reconciliação.

Jesus nos apresenta três parábolas no Evangelho. Elas nos trazem sua mensagem salvadora. Os fariseus estão reprovando a acolhida que Jesus fazia aos publicanos e pecadores. Não aprovavam que Jesus se voltasse para os excluídos, para os marginalizados. As duas primeiras falam da perda – ovelha perdida e moeda perdida. A terceira fala do belo reencontro entre o filho, que reconheceu seu pecado e voltou para casa, e seu pai, que o acolheu, com alegria e festa. A figura desse pai é Deus, que acolhe seus filhos.

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Reflexão e sugestão para a Missa do 23º Domingo do Tempo Comum 2022 do Ano C

Para o Domingo: 04/09/2022

Missa do 23º Domingo do Tempo Comum 2022 – Ano C

Sb 9,13-18; Sl 89; Fm 9b-10.12-17; Lc 14,25-33

23º Domingo do Tempo Comum 2022

Devemos viver impregnados do amor de Deus, entregues às tarefas de cada dia e torná-las sinais da vida e da bondade divina no meio de nós. Devemos buscar o amor e, a partir dele, construir sem erros nossa vida.

O Livro da Sabedoria (Primeira Leitura) realça a grandeza e a beleza da sabedoria, pois ela é capaz de conhecer a vontade de Deus, seus desígnios e é fruto do Espírito Santo: “Acaso alguém teria conhecido teu desígnio, sem que lhe desses Sabedoria e do alto lhe enviasses teu santo espírito?” Essa Sabedoria nos coloca no caminho de Jesus, no seguimento dele.

Seguir Jesus é dar prosseguimento do Reino. Por isso o Reino precisa ser tratado com todo o nosso amor, e para isso precisamos medir o tamanho de nossa disposição. Claro que vamos caminhando, aprendendo, amadurecendo, e isso não tira a seriedade de nossa decisão. Às vezes, poderemos até concluir que esse não é nosso caminho, mesmo que tenha havido esforço, empenho. Deus sabe da sinceridade de nosso coração. Mas, com superficialidade ou contando com o impulso apenas momentâneo, precisamos sim recalcular nossa decisão. A Sabedoria nos conduz, ajuda-nos a discernir, mas não tira nossa responsabilidade.

Jesus nos ensina que toda pessoa deve pensar bem no que está assumindo. Deve ser planejado, como a construção de uma torre, ou como uma guerra, em que tudo deve ser previsto e calculado. Quando não se planeja devidamente e o que se pretende fazer ou construir não atinge seu objetivo, os responsáveis são ridicularizados.

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