Preparação para a Santa Missa

Reflexão e sugestão para o 5º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

Para o dia: 15/05/2022

5º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

At 14,21b-27; Sl 144; Ap 21,1-5a; Jo 13,31-33a.34-35

5º Domingo da Páscoa 2022 - Ano C

Retábulo de 1625 de um artista desconhecido – Jesus e seus discípulos sentados ao redor de uma mesa, Orslev, Dinamarca, 9 de agosto de 2021

O 5º Domingo da Páscoa 2022 deveria ser chamado o “Domingo do Amor”, pois o amor é o tema fundamental. o que dá identidade dos seguidores de Cristo, de seus Apóstolos é o Amor, amor ágape, capaz de entregar a própria vida para a salvação. É entrega total de vida. Esse Amor é exigente e sempre o será.

Jesus está se despedindo daqueles com quem conviveu em sua vida pública, durante o tempo em que cumpriu a missão que lhe foi confiada pelo Pai. No Evangelho, deixou seu Testamento, não só para os Apóstolos, mas para toda a Igreja e todas as gentes: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Ninguém pode, nem mesmo será capaz de medir o tamanho do amor de Cristo por nós. Essa verdade deveria tocar profundamente cada um de nós. É na entrega completa, inteira, fiel e radical que se identificam os seguidores de Cristo, pois devem amar até fazer da própria vida um dom total, pleno.

Novena de Pentecostes 2022

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Reflexão e sugestão para o 4º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

Para o dia: 08/05/2022

4º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

At 13,14.43-52; SI 99; Ap 7,9.14b-17; Jo 10,27-30

4º Domingo da Páscoa 2022 - Ano C

VIENA, ÁUSTRIA – Fresco de Jesus como bom pastor por Josef Kastner 1906 – 1911 na igreja carmelitas em Dobling.

Neste 4º Domingo da Páscoa 2022 nos traz uma bela expressão sobre Jesus: Bom Pastor. Todos os anos, podemos meditar uma parte do capítulo 10 do Evangelho de São João, em que Jesus é apresentado como o Bom Pastor, aquele que oferece na gratuidade sua vida por nossa salvação. Essa é a centralidade da Palavra neste dia: o Senhor, o Bom Pastor, entrega sua vida pela redenção de nossa humanidade.

Somos convidados, a cada anúncio do Evangelho, para o seguimento de Cristo. Acolher sua proposta é uma atitude madura, que nos torna livres e nos conduz à vida em plenitude. Cristo é o Verbo eterno, que, saindo do seio do Pai, veio nos recriar e revivificar, fazendo-nos pessoas novas. Seu amor é vivificador. Os que aceitam a pessoa de Cristo e sua proposta de vida não se perderão jamais. Seu amor não tem medida, e ele está disposto a entregar a própria vida a favor dos seus. Assim ninguém – aqueles que estão interessados em perpetuar o egoísmo, a injustiça, a escravidão, a dominação – “resgata-os” para outros fins. Ninguém poderá arrebatar das mãos de Jesus aqueles que são seus, seu rebanho, seu Reino.

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Reflexão e sugestão para o 3º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

Para o dia: 01/05/2022

3º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

At 5,27b-32.40b-41; Sl 29; Ap 5,11-14; Jo 21,1-19

3º Domingo da Páscoa 2022

Berlim – o afresco da pesca de milagre na Igreja de St Pauls pela oficina Gathemann & Kellner, do início do 20. Cent. em “Jugendstil”

O lugar dos cristãos viverem a fé é no meio do mundo, em todas as instâncias da sociedade e em seu próprio coração. Lembra-nos a Encíclica Pacem in Terris, de São João XXIII: “…requer-se, sim, que as pessoas desempenhem suas atividades de cunho temporal, obedecendo às leis imanentes a essas atividades e seguindo métodos correspondentes a sua natureza. Mas requer-se, ao mesmo tempo, que desempenhem essas atividades no âmbito da ordem moral, como exercício de um direito e cumprimento de um dever, como resposta positiva a um mandamento de Deus, colaboração a sua ação salvífica, e contribuição pessoal à realização de seus desígnios providenciais na história. Em uma palavra, requer-se que as pessoas vivam, no próprio íntimo, seu agir de cunho temporal como uma síntese dos elementos científico-técnico-profissionais e dos valores espirituais”.

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Reflexão e sugestão para o 2º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

Para o dia: 24/04/2022

2º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

At 5,12-16; Sl 117; Ap 1,9-11a.12-13.17-19; Jo 20,19-31

2º Domingo da Páscoa 2022

Ressurreição fresco na igreja de Chora Istambul, Turquia.

A vivência da Páscoa de Cristo vai nos conduzindo para dentro de seu mistério redentor. O Evangelho do 2º Domingo da Páscoa 2022 vem nos mostrar que o poder, que Cristo obteve com a ressurreição, é transmitido aos apóstolos. Também nos mostra que a vivência da fé não é tão somente tocar e ver, mas sim acolher o anúncio da verdade proclamada, da verdadeira liberdade. Por isso Jesus diz a Tomé: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Tudo isso deve nos levar a alcançar a fé em Cristo.

A Comunidade, como nos aponta o Evangelho, é um lugar privilegiado, importante para o encontro com Jesus. O Ressuscitado é o centro da Comunidade cristã, pois é em torno dele que recebemos a vida em abundância e a paz que Ele mesmo nos promete. Juntos, somos mais fortes e capazes de enfrentar as dificuldades que nos aparecem. Também é na Comunidade, reunida para celebrar a fé, ouvir a Palavra, testemunhar sua caridade, que encontramos Jesus sempre, pois quem se reúne em seu nome pode encontrá-lo porque Ele se faz presente. Jesus ainda nos convida, neste domingo, a estarmos vinculados a ele, como o Ressuscitado, como o Senhor da paz. A paz que nos oferece é o que desejamos e nele podemos encontrar. É possível realizar o projeto do Reino sempre, em nosso tempo. Porém, antes de exigi-lo dos outros, comecemos conosco, e assim ele vai se realizando entre nós, contagiando-nos mais e mais. Sim, precisamos fazer com que o Reino contagie as pessoas.

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Reflexão e sugestão para o 1º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

Para o dia: 17/04/2022

1º Domingo da Páscoa 2022 – Ano C

At 10,34a.37-43; Sl 117; Cl 3,1-4; Jo 20,1-9

1º Domingo da Páscoa 2022

Viena – O Detalhe da pintura barroca de Jesus Ressuscitado no céu.

Chegamos ao ápice de nossa fé, ao fundamento inabalável de nossa redenção: a Ressurreição de Cristo (1º Domingo da Páscoa 2022). Temos a garantia de que a vida é plenitude, que é dom e serviço de amor aos irmãos. A ressurreição de Cristo confirma que aquele que passa fazendo o bem alcança verdadeiramente a vida.

Jesus “passou fazendo o bem”, confirma-nos a Primeira Leitura tirada dos Atos dos Apóstolos. Ele nos amou inteiramente, até o fim, foi fiel ao Pai em sua missão, por isso o Pai o ressuscitou dentre os mortos; isso significa aprovação de tudo que Jesus fez. Os discípulos que estiveram com Ele e beberam dessa fonte eterna de amor vão assumir e anunciar que Ele é o Caminho para a vida, para a salvação de todos os homens e todas as mulheres.

O Evangelho nos deixa claro: Jesus está ressuscitado. Não o procuremos entre os mortos, mas entre os vivos, os vivificados no amor. A “cena”, narrada no Evangelho, mostra-nos a grande experiência de fé, entre aqueles que estão iniciando sua caminhada para o Reino. Há a figura do apóstolo mais novo, que corre e chega primeiro ao túmulo, mas não entra, pois ainda está na expectativa, e a do discípulo que chega por último, mas, por estar mais experimentado, entra no túmulo e não encontra Jesus. Esse discípulo não se espanta nem se escandaliza, pois sabe que da cruz veio a vida plena, verdadeira, autêntica, totalmente doada. Já podemos sentir que esse é o caminho de nossa fé e da Comunidade-Igreja. O centro de nossa fé e, portanto, de nossa vivência cristã autêntica é Jesus ressuscitado!

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