Conheça o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2018

Em 2018, a Campanha da Fraternidade chamará atenção para um problema que se apresenta de diferentes formas em vários ambientes e situações: a violência.

Apresentamos o Cartaz Oficial da Campanha da Fraternidade 2018

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Cartaz Oficial da CF 2018

Cartaz Oficial da CF-2018 que será usado em todas as comunidades

Cartaz Alternativo da Campanha da Fraternidade 2018
Cartaz Alternativo da CF-2018

Cartaz Alternativo da CF 2018

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Cartaz  Oficial Campanha da Fraternidade 2018

O cartaz apresenta um grupo de pessoas de idades e etnias diferentes representando a multiplicidade da sociedade brasileira.

As pessoas formam um círculo e unem as mãos, indicando que a superação da violência só será possível a partir da união de todos a partir de pacto firmado em agir para combater a cultura da violência e resgatar uma cultura de tolerância e de paz. A violência atinge toda a sociedade brasileira em suas múltiplas esferas, o caminho para superar a violência é a fraternidade entre as pessoas que se unem para implementar a cultura da paz.

A proposta é a superarão da violência, as palavras do Papa Francisco no encontro com os presidentes Abbas e Peres, no ano 2014, nos ajudam a nos colocarmos nesse empenho: “Ouvimos uma chamada e devemos respondera chamada a romper a espiral do ódio e da violência, a rompê-la com uma única palavra: irmão. Mas, para dizer esta palavra, devemos todos levantar os olhos ao Céu e reconhecer-nos filhos de um único Pai”.

O tema “Fraternidade e superação da violência” pretende considerar que a violência nunca constitui uma resposta justa. A Igreja proclama, com a convicção de sua fé em Cristo e com a consciência de sua missão, que a violência é um mal, que a violência e inaceitável como solução para os problemas, que a violência não é digna do homem. A violência é mentira que se opõe à verdade de nossa fé, à verdade de nossa humanidade. A violência destrói o que ambiciona defender: a dignidade, a vida, a liberdade dos seres humanos.

O lema “Vós sois todos irmãos” busca resgatar o sentido da fraternidade dos povos, pois somos todos irmãos e irmãs, filhos e filhas de um mesmo Pai. Por isso, iluminados pelo Evangelho do Reino, somos chamados à não violência.

Cronograma da CF 2018

14 de fevereiro de 2018QUARTA FEIRA DE CINZAS: Lançamento da CF 2018 em todo o Brasil, em âmbito nacional, regional, diocesano e paroquial, com a mensagem do Papa, da Presidência da CNBB e programas especiais.

REALIZAÇÃO DA CF 2018 – 14 de fevereiro a 25 de março de 2018

DOMINGO DE RAMOS – 25 de Março de 2018 – Coleta Nacional da solidariedade (60% para o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% para o Fundo Nacional da Solidariedade).

AVALIAÇÃO DA CF 2018 (Por regiões) – abril a junho de 2018
No âmbito paroquial de 09 de abril a 13 de maio de 2018.
No âmbito Diocesano de 14 de maio a 10 de junho de 2018.
No âmbito regional de 11 de junho a primeiro de julho de 2018.

Avaliação nacional da CF 2018: em julho de 2018

Regional Oeste 1 da CNBB já discute o tema da CF 2018

Regional Oeste 1 expõe o perfil da violência em Mato Grosso do Sul e discute ações para Campanha da Fraternidade de 2018

Encontro reuniu Bispos e coordenadores de pastorais de todo o regional

Com o intuito de discutir as ações que integrarão a Campanha da Fraternidade de 2018, que tem como tema “Fraternidade e superação da Violência”, o Regional Oeste 1, reuniu representantes de diferentes repartições públicas e instituições sociais, que apresentaram o perfil sobre os vários aspectos da violência em Mato Grosso do Sul. Os dados apresentados servirão de ponto de partida para as ações que a Igreja irá realizar no regional durante o próximo ano.

A temática foi discutida durante a 55ª Assembleia Geral Ordinária de Pastoral do Povo De Deus, realizada dentre os dias 14 e 15 de outubro em Campo Grande. A convite de Dom Dimas Lara Barbosa, Arcebispo da Arquidiocese de Campo Grande e presidente do Regional Oeste 1, Bispos e coordenadores de pastorais do regional, participaram das discussões e diante dos altos índices de violência constatados no Estado, os participantes reforçaram a urgência de se trabalhar a superação da violência em todos os aspectos da nossa sociedade.

“As discussões foram ótimas e mostraram a amplitude da realidade do tema que abordaremos na Campanha da Fraternidade do ano que vem. Vimos que a violência é um tema que está presente em todas as comunidades e que acomete todas as realidades. Teremos um grande desafio e um amplo campo de trabalho que contará com a união de todas as pastorais e movimentos da nossa Igreja para juntos darmos um importante passo para a superação da violência e a valorização da vida”, disse Dom Dimas.

Durante as apresentações a presidente da Xaraes Consultoria e Projeto, Aparecida Gonçalves, disse que o Brasil é o quinto país onde mais se mata mulher, sendo que as cidades sul-mato-grossenses de Aparecida do Taboado, Amambai e Caarapó estão entre as 100 cidades brasileiras com a maior incidência de assassinatos de mulheres.

Sobre a juventude, a promotora Vera Aparecida Cardoso Bogalho Frost Vieira, titular da Promotoria da Infância e Juventude de Campo Grande, comentou que vê a urgência da elaboração de políticas públicas que atuem de forma preventiva. Segundo ela, grande parte dos adolescentes que cometem infrações e são encaminhados para as Unidades de Educação de Internação em Mato Grosso do Sul, têm em comum a desestabilização familiar e o uso de drogas. A partir desses índices, as infrações avançam para roubos, tráfico e até mesmo, latrocínio.

O juiz federal aposentado, Odilon de Oliveira, que também participou dos painéis, enfatizou a necessidade do fortalecimento da Família, tendo em vista, que ela é a matriz geradora da vida e, como muitas crianças têm crescido em um ambiente desestabilizado e repleto de violência, ela acaba refletindo essa criação, dando continuidade a violência e a desvalorização da convivência fraterna e da vida. “Temos que conscientizar os pais de que eles exercem uma função delegada por Deus. Se queremos um futuro melhor, temos que trabalhar no fortalecimento e na valorização das famílias”, disse o ex-juiz federal que viaja o Brasil ministrando palestras.

Outras formas de violência como as mortes no trânsito, atentados aos povos indígenas, aos idosos, às relações sociais e a vida em sua totalidade também foram apresentadas pelo médico psiquiatra, José Carlos Rosa Pires de Souza; o Procurador da República, Emerson Kalif Siqueira; a chefe da divisão de educação do Detran/MS, Inês Pereira Esteves; o membro titular da Comissão Regional de Justiça e Paz, Lairson Palermo e a coordenadora diocesana da Pastoral da Pessoa Idosa, da Diocese de Dourados, Alice Rosa Viegas.

Todos os temas foram debatidos em grupos e servirão de ponto de partida para a elaboração das ações que serão desenvolvidas pela Igreja em Mato Grosso do Sul durante a Campanha da Fraternidade de 2018.

Diác. Roberto Rabelati

Ray Santos
jornaldiadia.com.br

Formação CF-2018: Crescer sem Violência, parte 02

Que Exploração é Essa?

Que exploração é essa? – Episódio 01: A denúncia ajuda o próximo
Que exploração é essa? – Episódio 02: Redes hoteleiras
Que exploração é essa? – Episódio 03: Turismo
Que exploração é essa? – Episódio 04: Perigo virtual
Que exploração é essa? – Episódio 05: Quebrando rótulos

Que Exploração é Essa? O Projeto Crescer sem Violência apresenta a série “Que exploração é essa?”, resultado da parceria da Childhood Brasil com o Canal Futura e apoio Unicef Brasil.

Que exploração é essa? – Episódio 01: A denúncia ajuda o próximo
No primeiro episódio, um caminhoneiro viaja com seu filho e eles conhecem uma menina vítima da rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Que exploração é essa? – Episódio 02: Redes hoteleiras
No segundo episódio da série “Que exploração é essa?”, o caminhoneiro Milton e o seu filho Diego decidem parar para descansar. Quando chegam ao hotel, se deparam com mais uma situação de exploração sexual de crianças e adolescentes, vitimas de uma rede de aliciadores.

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Formação CF-2018: Crescer sem Violência, parte 01

Crescer sem Violência

Em parceria com a Childhood Brasil, que entra com o apoio técnico ao conteúdo, Fundação Vale e Unicef Brasil. O Canal Futura criou as séries “Que exploração é essa?” e “Que abuso é esse?” para abordar o tema: violência sexual praticada contra crianças e adolescentes.

As narrativas fazem uso da linguagem lúdica para tratar de uma das mais graves violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069, de 1990, e aprofundar os debates sobre o tema.

Que Abuso é Esse?

Que abuso é esse? – Episódio 01: Desmascarando o abuso
Que abuso é esse? – Episódio 02: É só carinho?
Que abuso é esse? – Episódio 03: Perigo no lar
Que abuso é esse? – Episódio 04: Onde há fumaça
Que abuso é esse? – Episódio 05: É preciso ouvir
Que abuso é esse? – Episódio 06: A união faz a proteção
Que abuso é esse? – Episódio 07: Lobos em pele de cordeiro
Que abuso é esse? – Episódio 08: O caminho da denúncia

Que abuso é esse? – Episódio 01: Desmascarando o abuso
Dando continuidade ao Projeto Crescer Sem Violência, apresentamos a série “Que abuso é esse?”, parceria entre Childhood Brasil, Canal Futura, Fundação Vale e Unicef Brasil. O primeiro vídeo da série tem como tema “Desmascarando o abuso” e informa como diferenciar exploração, pedofilia, assédio e estupro. Tudo com uma linguagem lúdica e de fácil entendimento.

Que abuso é esse? – Episódio 02: É só carinho?
O segundo vídeo da série “Que Abuso é Esse?” mostra que, muitas vezes, o abuso sexual de crianças e adolescentes pode ter o “disfarce” de carinho. Nesse sentido, a escola tem papel fundamental em preparar a criança para que ela identifique os diferentes tipos de toque e peça ajuda ao se sentir ameaçada.

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Formação CF-2018: Violência contra população em situação de rua

Violência contra população em situação de rua no Brasil é denunciada à ONU

Dados de Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos aponta Estado como principal violador de direitos dessa população

Um conjunto de entidades e de movimentos sociais enviou uma denúncia sobre o cenário de violência enfrentado pelas pessoas em situação de rua no Brasil.

O documento foi construído por seis entidades – entre elas o Movimento Nacional da População em Situação de Rua e a Terra de Direitos – e foi enviado para relatores especiais da ONU de Moradia Adequada, de Defensores de Direitos Humanos, e de Extrema Pobreza e Direitos Humanos, e ao Alto Comissariado de Direitos Humanos. A denúncia já havia sido entregue, em português, durante atividade em Genebra (Suíça).

A denúncia aponta para o aumento dos casos de violação de direitos humanos desse grupo, e indica a necessidade de criação de políticas públicas voltadas às pessoas que enfrentam esse tipo de vulnerabilidade social e econômica.

Segundo dados do Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Material Reciclável (CNDDH), apenas entre março e agosto de 2017 foram registradas 419 denúncias de violência e 69 assassinatos de pessoas em situação de rua no país. Além desse número, foram registradas outras 25 mortes apenas em São Paulo, que resultaram da negligência e omissão do poder público – foram ao menos 10 pessoas mortas pela exposição ao frio.

Violência do Estado

O Estado aparece como principal agente violador de direitos dessa população, segundo os dados trazidos pelo CNDDH. A maior parte das denúncias encaminhadas ao Centro – 65% – foram cometidas por agentes públicos.

A denúncia encaminhada à ONU também aponta para as práticas higienistas das gestões municipais. Em maio deste ano, em São Paulo, uma ação promovida pelo prefeito João Dória e pelo governador Geraldo Alckmin retirou, à força, pessoas em situação de rua que estavam no bairro Santa Efigênia, conhecida como Cracolândia, para dar continuidade a um projeto de “revitalização da área”. As pessoas também foram internadas à força. “Esse tipo de prática fere a dignidade da pessoa humana e o direito de ir, vir e permanecer, provocando, ainda que indiretamente, a saída das pessoas em situação de rua dos logradouros públicos sem o seu consentimento expresso”, apontam as entidades na denúncia.

Em Curitiba, duas pessoas em situação de rua também foram brutalmente assassinadas em um intervalo de dois dias, na última semana. Os casos são registrados em um cenário de retrocessos na política municipal voltada a esse grupo da capital paranaense. Já em sua primeira semana de gestão, o prefeito Rafael Greca (PMN) fechou um dos espaços que servia de guarda-volumes dos pertences de pessoas em situação de rua, e protagonizou um episódio de “lavagem das ruas” no centro da cidade. Durante a campanha para prefeito, Greca também se envolveu em uma polêmica relacionada a essa população. Durante um dos debates, falou: “A primeira vez que tentei carregar um pobre e pôr dentro do meu carro, eu vomitei, por causa do cheiro”.

Moradia como necessidade

Na denúncia encaminhada à ONU as entidades também apontam que, apesar de ser um grupo muito diverso, a falta de habitação é uma das características comuns dessa população. Para isso, as entidades reivindicam a moradia como política central de acesso a rede de assistência social, mas apontam a necessidade de que tal política seja desenvolvida de forma intersetorial, que o modelo “etapista” de acolhimento seja superado, e que sejam desenvolvidos programas que respeitem o direito à cidade e evitem que essas pessoas sejam enviadas para as periferias.

Entre as sugestões criadas pelo coletivo, está a possibilidade de diversificação de programas como Bolsa Moradia, Aluguel e Locação Social. Uma proposta de locação social também foi criada pelo Grupo de Trabalho Interdisciplinar de Moradia e População em Situação de Rua do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caop) de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Paraná. O programa, lançado no fim de agosto, sugere que sejam ofertados espaços de propriedade do poder público (como parques) ou outros imóveis privados para que seja feita a locação a partir de um valor pago de acordo com a renda das pessoas. Em breve, o programa deve ser encaminhado para as gestões municipais.

Franciele Petry Schramm