Liturgia

Em 2026

Epifania do Senhor (Domingo)  – 4 de janeiro
Batismo do Senhor –  11 de janeiro
Quarta-feira de Cinzas –  18 de fevereiro
Páscoa da Ressurreição –  05 abril
Ascensão do Senhor (Domingo)  –  17 de maio
Pentecostes – 24 de maio
Santíssima Trindade – 31 de maio
SS. Corpo e Sangue de Cristo – 4 de junho
Sagrado Coração de Jesus – 12 de junho
São Pedro e São Paulo (Domingo) – 28 de junho
Assunção da BVM (Domingo) – 16 de agosto
Todos os Santos – 1º de novembro
Solenidade de Cristo-Rei – 22 de novembro
1º Domingo do Advento ANO B – 29 de novembro
Sagrada Família – 27 de dezembro

Como será a Novena de Natal de 2020?

No primeiro capítulo do Gênesis está a primeira revelação da Palavra de Deus: Ele disse e tudo foi feito. A Palavra fecunda faz a terra produzir, realizando a vontade de Deus e cumprindo sua missão de tudo criar. Qual é a missão da Palavra que sai da boca de Deus? A Palavra que Deus pronuncia tem poder em si mesma de realizar o que está dito.

Nesta Novena do Natal 2020, vamos contemplar a Palavra, pilar da Igreja, casa do povo de Deus. Seu som ressoa e se espalha em toda a Terra, tem sabor de mel e amargor de remédio, é sussurro e estrondo que percorre o mundo inteiro, tudo vê, corrige com suavidade e faz a verdade brilhar como o fulgor do Sol.

Jesus é o semeador divino! Continua a semear no coração dos homens a sua Palavra de Salvação. Serve-se da pregação do sacerdote na homilia de cada domingo. Serve-se das mensagens do Santo Padre e seus bispos e da boa leitura que fizemos. Serve-se de um acontecimento que obriga as pessoas a pensar. Nesta pandemia, milhões de pessoas que nunca rezavam começaram a fazê-lo e muitas almas se robusteceram na fé, desapegando-se de muitas coisas fúteis e tomando consciência do valor das pessoas ao seu redor.

A Palavra do Senhor pode dar sentido à nossa vida e dar-nos serenidade e paz mesmo no meio das maiores calamidades. Nada existe sem a Palavra. Nenhuma partícula da matéria, nenhuma fração do tempo, nenhum sinal existente e pensado ou imaginado está fora da Palavra. Nós somos a Palavra pronunciada por Deus, não há uma só pessoa do passado, presente ou futuro que tenha outra origem. Nos detalhes de tudo o que existe está a presença da Palavra de Deus.

Na parábola do semeador, Jesus é o Semeador de si mesmo, Ele se doa para todas as almas humanas. Semeia-se sempre em meio às pedras e espinhos, na aridez e indiferença dos homens e mulheres, realiza a perfeição do bem quando encontra terra boa e o compromisso de quem quer cultivá-lo.

A Lectio Divina, leitura orante da Palavra, nos ajuda a encontrar Jesus na Eucaristia dominical e na vida diária de comunhão com o próximo, a aprender sobre o mistério do Reino de Deus nas parábolas bíblicas, com suas sentenças e alegorias que nunca esgotam a novidade da presença de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“A Palavra de Deus é uma realidade dinâmica, sempre viva, que progride e cresce, porque tende para a perfeição que os homens não podem deter. Fortalece-se com o decorrer dos anos, cresce com o andar dos tempos, desenvolve-se por meio das idades. Não se pode conservar a Palavra sem a fazer progredir, nem se pode prendê-la a uma leitura rígida e imutável sem desprezar a ação do Espírito Santo” (Bento XVI).

A Novena de Natal de 2020 convida-nos à catequese em nossas casas, a reunir todas as pessoas que foram distanciadas neste tempo longo da pandemia. Com a ternura materna de Maria e o silêncio oblativo de José, acolhemos, protegemos, promovemos e integramos em nossa casa todas as famílias para a festa da Encarnação do Verbo de Deus. Nosso Deus está conosco! Ele está em nossa casa para ser o nosso caminho, a nossa verdade e a nossa vida em abundância. Ele é a Palavra da Salvação!

Não há nada mais prático e importante do que encontrar-se com Deus, do que apaixonar-se por sua Palavra, do que viver com Cristo, por Cristo e em Cristo. Apaixona-te! Permanece no amor! Tudo passará a ser diferente.

Feliz Natal 2020!
Abençoado Ano Novo!

Dom Carlos Verzeletti – Bispo de Castanhal – PA / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 21° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

21° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

Is 22,19-23; SI 137; Rm 11,33-36; Mt 16,13-20

21° Domingo do Tempo Comum 2020 - Ano A

MODENA, ITÁLIA – 14 DE ABRIL DE 2018: O afresco Jesus entrega as chaves a Pedro na igreja Chiesa di San Pietro por Carlo Goldoni (1822-1874) e Ferdinando Man.

Abrir e fechar, ligar e desligar

A primeira leitura e o evangelho desta liturgia nos falam de dois vocacionados que recebem missões de grande responsabilidade. Eliacim receberá as chaves da casa de Davi; Pedro recebe do Cristo as chaves do reino dos céus. Quanta confiança Deus deposita nesses homens e em todos aqueles por Ele chamados! De fato, o chamado de Deus não é totalmente compreensível a nós. Um Deus, que se basta a si mesmo, prefere, em seus desígnios insondáveis, contar com cada um de nós.

A vocação de Pedro surge a partir de sua confissão de fé: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Por essa abertura ao mistério de Deus, que se revela em Cristo, o pescador se torna um alicerce firme para que o Senhor edifique sua Igreja. A simbologia das chaves está atrelada à questão central do perdão. Ligar e desligar tem o sentido de assumir a missão de Jesus com total disposição, sempre colocando em primeiro lugar a misericórdia divina, que salva e redime o ser humano inteiro.

O fato de receber as chaves não significa que Pedro passa a ser dono do Reino dos Céus. Ele tem consciência de que é chamado a ser guardião e pastor que a todos conduz à salvação. Sua missão consiste em vigiar para que mais e mais pessoas estejam ligadas ao amor de Deus, que salva e dá vida nova.

Vocação nasce e se cultiva no amor

O atual momento histórico levanta questões sérias para a vivência comprometida da fé. A pergunta de Jesus ressoa em nosso coração e nos impele a responder: E vós, quem dizeis que eu sou? A resposta que damos manifesta o quanto de fato assumimos a pessoa de Jesus em nossas comunidades, em nossas famílias e, antes de tudo, em nosso próprio coração. Comprometer-se com Cristo é tomar a sério seu evangelho. É sentir a interpelação que brota de suas palavras hoje, quando, mais do que nunca, se percebe uma desorientação sobre o sentido mais profundo da vida, não obstante a pluralidade das religiões.

Com essa pergunta provocadora, o Senhor nos envolve em seu amor e nos convida a aprofundar-nos na fé. É no amor que ele nos chama, é no amor que também somos chamados a cultivar no coração das pessoas esse chamado vocacional. As chaves que abrem o Reino do Céu podem hoje ser traduzidas como caridade, compreensão, fraternidade, ardor missionário e coragem profética. Sim, porque sem a coragem profética não seremos capazes de enfrentar as questões cruciais de nosso tempo, sobretudo aquelas que fecham as vias da promoção da vida, por desligarem as pessoas do amor a Deus e ao próximo. Que nosso sim ao chamado de Deus e a certeza da fé de que Ele é o Filho de Deus, o Redentor do mundo, ajudem-nos a viver profeticamente nossa fé.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 21° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A

– Procissão de entrada: um cartaz vocacional bem vivível pode ser introduzido pouco à frente da procissão de entrada. Duas grandes chaves podem compor a ilustração desse cartaz. Em uma se escreve Misericórdia, na outra, Amor. Em destaque, escrever: “E vós, quem dizeis que eu sou”. Colocar o cartaz no presbitério em um lugar apropriado, de modo a ficar visível durante toda a celebração.
– Preces dos fiéis: elaborar uma prece especial por todos os que disseram seu sim e colaboram mais ativamente nas pastorais da comunidade.
– Encerrar este momento com um canto vocacional.
– Oferendas: agentes de pastoral podem entrar com algo que simbolize sua atuação na comunidade, oferecendo, assim, sua vida doada em favor dos irmãos.

Sugestões de repertório para a Missa do 21° Domingo do Tempo Comum 2020 –  Ano A (O Domingo)

Abertura: Deus, nosso Pai
Aclamação: Aleluia, Jesus Cristo
Oferendas: A mesa Santa
Comunhão: É bom estarmos

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 21° Domingo do Tempo Comum 2020

Áudios para a Missa do 21° Domingo do Tempo Comum 2020 – Ano A CNBB:

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

23 de agosto – Missa do 21° Domingo do Tempo Comum 2020

Missa do 21° Domingo do Tempo Comum 2020

O Senhor nos escolheu desde sempre para nos conduzir no caminho da salvação. Nesta liturgia, somos chamados a reconhecer Jesus como o Filho de Deus e a nos esforçarmos para viver seus ensinamentos, ajudando o bem a vencer todo mal existente no mundo. Recordemos hoje todas as pessoas que atuam, com dedicação e amor, nos vários ministérios e serviços da comunidade.

A fé em Jesus nos compromete com seus ensinamentos e nos impulsiona a colocá-los em prática no nosso dia a dia.

QUEM É JESUS PARA NÓS?

A pergunta de Jesus aos discípu­los continua a ressoar para nós: “Quem sou eu para vocês?” É pergunta que inquieta, se não quisermos responder apenas com fórmulas aprendidas no catecismo ou com as mesmas palavras de Pedro, sem necessariamente alcançar todo o significado da mais bela profissão de fé: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Jesus faz a pergunta a cada um de nós e espera também uma resposta pessoal. Resposta que venha de fato da experiência pessoal com ele e que supere meros conceitos e fórmulas prontas.

Sobre Jesus tantas hipóteses já se levantaram, e ainda hoje novos livros com antigas teorias fazem sucesso. Num extremo, querem fazer dele um guerrilheiro; no outro extremo, um líder religioso alienado dos problemas sociais de seu tempo. O Mestre, porém, não se enquadrou naquilo que esperavam do Messias. O Deus que ele veio revelar passava longe tanto da resignação quanto do poder, e mais longe ainda do poder movido a força e violência.

A resposta de Pedro mostra que a experiência que fazemos de Jesus, no fundo, é uma experiência de revelação divina. Seguir Jesus, mais que dizê-lo com palavras e discursos, é testemunhar sua ação na nossa vida e na vida dos irmãos. Ou seja: experimentamos a bondade de Deus sendo bondosos com os outros; experimentamos a sua misericórdia na misericórdia que praticamos; experimentamos o seu amor no amor que vivemos dia a dia. É assim que Deus se revela, também em nossas fraquezas, porque ao final se trata sempre do dom de Deus, e não de mero esforço pessoal nosso.

Pedro expressou com palavras sua fé em Jesus. No entanto, para além das palavras, o que importou mesmo para Pedro e o que importa para nós é a atitude fundamental de confiança em Deus. Pois somente Ele pode dar a segurança de uma rocha que é a fé, a pedra firme sobre a qual continuaremos a construir concretamente a comunidade dos filhos do Deus vivo.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp  / Portal Kairós

16 de agosto – Solenidade da Assunção de Nossa Senhora 2020

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Nossa Senhora foi elevada ao céu para viver para sempre junto de Deus. Acolhamos, nesta liturgia, as bênçãos do Pai do céu que ela pede para nós e para todas as pessoas do mundo, a fim de perseverarmos no seguimento de Jesus. Hoje também recordamos todas as pessoas que se consagram totalmente a Deus para servir os irmãos e irmãs.

O exemplo de Maria nos inspira a amar e servir a Jesus e aos irmãos e irmãs.

Mulheres solidárias

O Evangelho da solenidade da Assunção de Maria apresenta duas mulheres que se solidarizam e se auxiliam. Ambas estão grávidas: Isabel está grávida de João Batista, o anunciador do Messias; Maria, a nova arca da Aliança, carrega dentro de si Jesus, o Filho de Deus. Dessas duas mulheres – uma idosa e estéril e outra jovem não casada – não se esperaria que pudessem engravidar, mas possuem dois ventres cheios de vida. São mulheres que reconhecem o agir do Espírito de Deus em seus corpos, um estéril e outro virginal. Além das mulheres, temos o encontro de duas crianças ainda no útero de suas mães.

Isabel, cheia do Espírito Santo e de alegria, saúda e acolhe Maria com belo hino, que a proclama bendita entre as mulheres e a identifica como a Mãe do Senhor. Até o fruto do seu ventre exulta de alegria.

Por sua vez, em resposta à Isabel, Maria proclama o cântico do Magnificat (= “engrandece”). Nesse hino, ela exalta a ação de Deus em favor dos pobres e humilhados e reconhece que sua misericórdia se estende sobre os que o temem. Maria é mulher forte que luta pela igualdade e pela superação das injustiças, e seu cântico exprime como que o caminho a ser trilhado pelo seu Filho.

O final do Evangelho diz que Maria ficou três meses com Isabel. Isso lembra a história da arca da Aliança, que permaneceu três meses na casa de Obed-Edom (2Sm 6,11). Maria, portanto, é a nova arca da Aliança, porque carrega dentro de si o Deus encarnado. A misericórdia de Deus sinalizada pela Antiga Aliança realiza-se plenamente na pessoa de Jesus. João reconhece isso, o que explica seus pulos de alegria ao acolher a novidade.

A solenidade da Assunção nos leva a refletir sobre o encontro dessas duas mulheres. Encontro possível graças à sua intimidade profunda com o Deus da vida. Como diz o papa Francisco, “a pessoa humana cresce, amadurece e santifica-se tanto mais, quanto mais se relaciona, sai de si mesma para viver em comunhão com Deus, com os outros e com todas as criaturas” (LS 240). Maria, antes de “subir ao céu”, desceu ao encontro dos pobres e marginalizados, os preferidos do Pai.

Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós

Leituras de Domingo: Solenidade da Assunção de Nossa Senhora 2020

Leituras de Domingo

Assunção de Nossa Senhora 2020

(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

Grande sinal apareceu no céu: uma mulher que tem o sol por manto, a lua sob os pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (Ap 12,1).

Com Maria cantemos as maravilhas que Deus continua a realizar em favor do seu povo. Assunta ao céu, ela atingiu a plenitude da salvação e nos espera a todos, fazendo-se nossa intercessora. Celebramos esta solenidade em comunhão com os vocacionados à vida consagrada: mulheres e homens que dão seu sim ao projeto de Jesus.

Primeira Leitura: Apocalipse 11,19; 12,1.3-6.10

Leitura do livro do Apocalipse de São João – 19Abriu-se o templo de Deus que está no céu e apareceu no templo a arca da Aliança. 12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. 3Então apareceu outro sinal no céu: um grande dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O dragão parou diante da mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora, realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 44(45)

À vossa direita se encontra a rainha / com veste esplendente de ouro de Ofir.

1. As filhas de reis vêm ao vosso encontro, † e à vossa direita se encontra a rainha / com veste esplendente de ouro de Ofir. – R.

2. Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso povo e a casa paterna! / Que o rei se encante com vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! – R.

3. Entre cantos de festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real”. – R.

Segunda Leitura: 1 Coríntios 15,20-27

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 1,39-56

Aleluia, aleluia, aleluia.

Maria é elevada ao céu, / alegram-se os coros dos anjos. – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.
46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. – Palavra da salvação.

Reflexão

Maria tem pressa de se dirigir à região montanhosa de Judá para auxiliar Isabel, que está grávida e necessita da sua ajuda. Temos duas mulheres pobres, mas solidárias, que carregam dentro de si duas crianças. É a solidariedade entre duas mães que reconhecem a ação de Deus em seus corpos. Além das mulheres, temos também o encontro
de duas crianças ainda no ventre de suas mães: encontro do Precursor com o Salvador. Pelo cumprimento, percebemos a alegria que transborda das mulheres, a ponto de contagiar o fruto do ventre de cada uma. Impulsionada pelo Espírito Santo, Isabel se alegra por receber a mãe do Senhor, declarando-a abençoada e feliz. Representante dos pobres que têm esperança, Maria responde com belo hino que exalta os pobres e rebaixa os orgulhosos. Ela leva consigo paz, alegria e bênção de Deus. Felizes as famílias que têm mães que se solidarizam entre si, através da ajuda mútua. Felizes as comunidades que têm mulheres portadoras de vida e esperança, mulheres benditas que acolhem a Palavra, transmitem fé e otimismo e acreditam num mundo melhor.

Oração

Divino Mestre, terminada sua vida terrena, Maria Santíssima foi acolhida no céu em corpo e alma para viver feliz contigo para sempre. Senhor, faze que sejamos teus fiéis seguidores, sem desviar-nos do caminho que nos une a ti e onde se encontra Nossa Senhora, tua e nossa bondosa mãe. Amém.

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp / Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós

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