O calendário do ano litúrgico 2021 Ano B – São Marcos

Calendário do ano litúrgico 2021 Ano B – Evangelho de São Marcos

Calendário do ano litúrgico 2021

Seja bem-vindo, 2021!

Grande tesouro é a sagrada liturgia da Igreja. Em cada celebração, temos a oportunidade de viver um encontro profundo e transformador com o Senhor. Na liturgia Deus vem encontrar-se com seu povo, para alimentá-lo e fortalecê-lo. O povo, por sua vez, responde a Deus com cânticos e orações. A liturgia visa celebrar, isto é, tornar célebre, honrar e exaltar a Santíssima Trindade, bem como celebrar os santos sacramentos.

Nela, a Igreja celebra principalmente o mistério Pascal, pelo qual Cristo realizou a obra de nossa salvação (cf. CIC §1067). É o mistério central da vida de Cristo, sua Paixão, Morte e Ressurreição para nos salvar.

Quando a Liturgia faz memória desses mistérios, torna-os presentes, traz para o momento atual esses acontecimentos da salvação, renova nossa redenção e ainda nos indica o futuro: a construção do Reino de Deus. Ela,”pela qual, no divino sacrifício da Eucaristia, se exerce a obra de nossa redenção, contribui do modo mais excelente para que os fiéis, em sua vida, exprimam e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a genuína natureza da verdadeira Igreja” (SC 2). Pela Liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção (cf.CIC §1069). Por meio dela, Jesus Cristo exerce seu múnus sacerdotal, em que é realizada a santificação do homem e o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo, cabeça e membros.

Por isso, afirmou o Vaticano li que “toda a celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote e de seu corpo, que é a Igreja, é ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja” (SC 7) (CIC §1070). As celebrações que acontecem ao longo do Ano Litúrgico nos ajudam a compreender e a viver em plenitude o mistério de Cristo, atualizado pelos sacramentos. O mistério que celebramos na liturgia é o dom da vida, que Deus quis manifestar e comunicar aos homens em seu Filho, morto e ressuscitado, com a efusão do Espírito Santo.

O Ano Litúrgico B, que iniciamos em dezembro de 2020, traz como destaque o Evangelho segundo Marcos, cujo objetivo maior é esclarecer quem de fato é Jesus para evitar distorções em seu seguimento. O evangelho de Marcos nasce da necessidade de a comunidade colocar por escrito suas memórias sobre quem é Jesus, reforçando que seu messianismo não passa pelo poder e pela glória, mas sim pelo sofrimento e pela cruz.

O Portal Kairós quer ser um apoio para os ministros ordenados e leigos na preparação das celebrações eucarísticas e da Palavra junto de suas comunidades, oferecendo-lhes reflexões elaboradas, a partir dos textos bíblicos, e SUGESTÕES LITÚRGICAS para cada domingo do ano e também para as festas e solenidades previstas no calendário litúrgico. Nosso propósito é favorecer ainda mais a qualidade das reflexões e dinâmicas celebrativas em nossas comunidades, para que nossas eucaristias e celebrações da Palavra proporcionem às pessoas um verdadeiro e marcante encontro com Jesus, levando-as a viver já no presente o Reino de Deus.

Portal Kairós / Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R.

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ANO LITURGICO 2021 – Ano B
São Marcos – Ano ímpar
Início: 29 de Novembro 2020
Término: 27 Novembro 2021

2021 vai ter nove feriados prolongados

Ano que começa terá nove feriados nacionais em dias úteis, além de três pontos facultativos.

O ano se aproxima do fim e as buscas pelos feriados prolongados de 2021 já se iniciaram. Em meio à esperança de que a vacinação ou a 100% recuperação contra o vírus pandêmico, se torne realidade. Em 2020, foram sete feriados prolongados e dois pontos facultativos. Em 2021, serão seis feriados prolongados, além de ao menos três pontos facultativos, e as datas municipais e estaduais.

O Carnaval que é considerado uma das principais celebrações no país, ainda é a grande incógnita de 2021. Várias cidades brasileiras já cancelaram ou adiaram os retiros e encontros, para evitar aglomerações e a possível propagação da doença.

Ainda assim, tramitam na Câmara dos Deputados dois projetos de lei (PL) que podem influenciar no calendário de feriados do ano: o PL 1222/20, de autoria do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), transforma a terça-feira de Carnaval em feriado nacional.

Já o PL 5129/20 torna o dia 3 de julho de 2021 (um sábado) em ponto facultativo em todo o Brasil, e transforma em feriado nacional os dias 5 e 6 de julho de 2021 (segunda e terça-feira). De acordo com o autor da proposta, o deputado Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), a ideia do feriadão fora de hora é estimular os setores ligados ao turismo, que sofreram um tombo sem precedentes em 2020 devido à pandemia.

Veja a lista de feriados de 2021:

Janeiro
1º de Janeiro – Ano Novo (Sexta-feira).

Fevereiro
16 de Fevereiro – Carnaval (Terça-feira), é feriado em alguns municípios brasileiros, como no Rio de Janeiro, mas não é feriado nacional. Celebrações foram adiadas em boa parte do Brasil.

Abril
2 de Abril – Paixão de Cristo ou Sexta-feira Santa.

4 de Abril – Páscoa (domingo).

21 de Abril – Tiradentes (quarta-feira).

Maio
1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho (sábado).

Junho
3 de Junho – Corpus Christi (quinta-feira), ponto facultativo no Brasil, embora seja feriado em várias cidades brasileiras.

Setembro
7 de Setembro – Independência do Brasil (terça-feira).

Outubro
12 de Outubro – Nossa Senhora Aparecida (terça-feira).

Novembro
2 de Novembro – Finados (terça-feira).

15 de Novembro – Proclamação da República (segunda-feira).

20 de novembro: Dia da Consciência Negra (sábado), feriado em ao menos 1.045 municípios do Brasil.

Dezembro
25 de Dezembro – Natal (sábado).

 

Datas principais da Igreja

Materiais e músicas para a liturgia

1º DOMINGO – Advento
29 novembro 2020

Sagrada Família
27 dezembro 2020

Epifania
03 janeiro 2021 (domingo)

Batismo do Senhor
10 janeiro 2021

Quarta-feira de Cinzas
17 fevereiro 2021

Domingo de Ramos
28 março 2021

Domingo de Páscoa
04 abril 2021

Ascensão do Senhor
16 maio 2021 (domingo)

Pentecostes
23 maio 2021

Santíssima Trindade
30 maio 2021

Corpus Christi
03 junho 2021

Sagrado Coração de Jesus
11 junho 2021

Imaculado Coração de Maria
12 junho 2021

Jesus Cristo, Rei do Universo
21 novembro 2021

Primeira parte do Tempo Comum: 10 de Janeiro de 2021 a 17 de Fevereiro de 2021 (6 Semana do Tempo Comum).
Reinicio do Tempo Comum: 23 de Maio de 2021 (8 Semana do Tempo Comum).

O ANO LITÚRGICO

Materiais e músicas para a liturgia

Chama-se Ano Litúrgico o tempo em que a Igreja celebra todos os feitos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo. “Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor” (NUALC nº 43 e SC nº 102).

Ano Litúrgico é, pois, um tempo repleto de sentido e de simbolismo religioso, de essência pascal, marcando, de maneira solene, o ingresso definitivo de Deus na história humana. É o momento de Deus no tempo, o “kairós” divino na realidade do mundo criado. Tempo, pois, aqui entendido como tempo favorável, “tempo de graça e de salvação”, como nos revela o pensamento bíblico (Cf. 2Cor 6,2; Is 49,8a).

As celebrações do Ano Litúrgico não olham apenas para o passado, comemorando-o. Olham também para o futuro, na perspectiva do eterno, e fazem do passado e do futuro um eterno presente, o “hoje” de Deus, pela sacramentabilidade da liturgia (Cf. Sl 2,7; 94(95); Lc 4,21; 23,43). Aqui, enfatiza-se então a dimensão escatológica do Ano Litúrgico.

O Ano Litúrgico tem como coração o Mistério Pascal de Cristo, centro vital de todo o seu organismo. Nele palpitam as pulsações do coração de Cristo, enchendo da vitalidade de Deus o corpo da Igreja e a vida dos cristãos.

Quando se inicia o Ano Litúrgico?

Diferente do ano civil, mas, como foi dito, não contrário a ele, o Ano Litúrgico não tem data fixa de início e de término. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, encerrando-se no sábado da 34ª semana do Tempo Comum, antes das vésperas do domingo, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Esta última solenidade do Ano Litúrgico marca e simboliza a realeza absoluta de Cristo no fim dos tempos. Daí, sua celebração no fim do Ano Litúrgico, lembrando, porém, que a principal celebração litúrgica da realeza de Cristo se dá
sobretudo no Domingo da Paixão e de Ramos.

Mesmo sem uma data fixa de início, qualquer pessoa pode saber quando vai ter início o Ano Litúrgico, pois ele se inicia sempre no domingo mais próximo de 30 de novembro. Na prática, o domingo que cai entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. A data de 30 de novembro é colocada também como referencial, porque nela a Igreja celebra a festa de Santo André, apóstolo, irmão de São Pedro, e Santo André foi, ao que tudo indica, um dos primeiros discípulos a seguir Cristo (Cf. Jo 1,40).

Ano Litúrgico e Dinâmica da Salvação

Tendo como centro o Mistério Pascal de Cristo, todo o Ano Litúrgico é dinamismo de salvação, onde a redenção operada por Deus, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo, deve ser viva realidade em nossas vidas, pois o Ano Litúrgico nos propicia uma experiência mais viva do amor de Deus, enquanto nos mergulha no mistério de Cristo e de seu amor sem limites.

O Domingo, Fundamento do Ano Litúrgico

O Concílio Vaticano II (SC nº 6), fiel à tradição cristã e apostólica, afirma que o domingo, “Dia do Senhor”, é o fundamento do Ano Litúrgico, pois nele a Igreja celebra o mistério central de nossa fé, na páscoa semanal que, devido à tradição apostólica, se celebra a cada oitavo dia.

O domingo é justamente o primeiro dia da semana, dia da ressurreição do Senhor, que nos lembra o primeiro dia da criação, no qual Deus criou a luz (Cf. Gn 1,3-5). Aqui, o Cristo ressuscitado aparece então como a verdadeira luz, dos homens e das nações. Todo o Novo Testamento está impregnado dessa verdade substancial, quando enfatiza a ressurreição no primeiro dia da semana (Cf. Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1; como também At 20,7 e Ap 1,10).

Como o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor derrama para todo o Ano Litúrgico a eficácia redentora de Cristo, assim também, igualmente, o domingo derrama para toda a semana a mesma vitalidade do Cristo Ressuscitado. O domingo é, na tradição da Igreja, na prática cristã e na liturgia, o “dia que o Senhor fez para nós” (Cf. Sl 117(118),24), dia, pois, da jubilosa alegria pascal.

As Divisões do Ano Litúrgico

Os mistérios sublimes de nossa fé, como vimos, são celebrados no Ano Litúrgico, e este se divide em dois grandes ciclos: o ciclo do Natal, em que se celebra o mistério da Encarnação do Filho de Deus, e o ciclo da Páscoa, em que celebramos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, como também sua ascensão ao céu e a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja, na solenidade de Pentecostes.

O ciclo do Natal se inicia no primeiro domingo do Advento e se encerra na Festa do Batismo do Senhor, tendo seu centro, isto é, sua culminância, na solenidade do Natal. Já o ciclo da Páscoa tem início na Quarta-feira de Cinzas, início também da Quaresma, tendo o seu centro no Tríduo Pascal, encerrando-se no Domingo de Pentecostes. A solenidade de Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa.

Entremeando os dois ciclos do Ano Litúrgico, encontra-se um longo período, chamado “Tempo Comum”. É o tempo verde da vida litúrgica. Após o Natal, exprime a floração das alegrias natalinas, aí aparecendo o início da vida pública de Jesus, com suas primeiras pregações. Após o ciclo da Páscoa, este tempo verde anuncia vivamente a floração das alegrias pascais. Os dois ciclos litúrgicos, com suas duas irradiações vivas do Tempo Comum, são como que as quatro estações do Ano Litúrgico.

O “Santoral” ou o “Próprio dos Santos”

Em todo o Ano Litúrgico, exceto nos chamados tempos privilegiados (segunda parte do Advento, Oitava do Natal, Quaresma, Semana Santa e Oitava da Páscoa), a Igreja celebra a memória dos santos. Se no Natal e na Páscoa, Deus apresenta à Igreja o seu projeto de amor em Cristo Jesus, para a salvação de toda a humanidade, no Santoral a Igreja apresenta a Deus os copiosos frutos da redenção, colhidos na plantação de esperança do próprio Filho de Deus. São os filhos da Igreja, que seguiram fielmente o Cristo Senhor na estrada salvífica do
Evangelho. Em outras palavras, o Santoral é a resposta solene da Igreja ao convite de Deus para a santidade.

As Cores do Ano Litúrgico

Como a liturgia é ação simbólica, também as cores nela exercem um papel de vital importância, respeitada a cultura de nosso povo, os costumes e a tradição. Assim, é conveniente que se dê aqui a cor dos tempos litúrgicos e das festas. A cor diz respeito aos paramentos do celebrante, à toalha do altar e do ambão e a outros símbolos litúrgicos da celebração. Pode-se, pois, assim descrevê-la:

Roxo: Usa-se: No Advento, na Quaresma, na Semana Santa (até Quinta-feira Santa de manhã), e na celebração de Finados, como também nas exéquias.

Branco: Usa-se: Na solenidade do Natal, no Tempo do Natal, na Quinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, nas festas do Senhor e na celebração dos santos. Também no Tempo Pascal é predominante a cor branca.

Vermelho: Usa-se: No Domingo da Paixão e de Ramos, na Sexta-feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes e na celebração dos mártires, apóstolos e evangelistas.

Rosa: É usado no terceiro Domingo do Advento (chamado “Gaudete”) e no quarto Domingo da Quaresma chamado “Laetare”). Esses dois domingos são classificados, na liturgia, de “domingos da alegria”, por causa do tom jubiloso de seus textos.

Preto: Pode-se usar na celebração de Finados

Verde: Usa-se: Em todo o Tempo Comum, exceto nas festas do Senhor nele celebradas, quando a cor litúrgica é o branco.

Se uma festa ou solenidade tomar o lugar da celebração do tempo litúrgico, usa-se então a cor litúrgica da festa ou solenidade. Exemplo: em 8 de dezembro, celebra-se a Solenidade da Imaculada Conceição. Neste caso, a cor litúrgica é o branco, e não o roxo do Advento. Este mesmo critério é aplicável para a celebração dos dias de semana.

ESTRUTURA CELEBRATIVA E PEDAGÓGICA DO ANO LITÚRGICO

Como se vê no gráfico acima, o Ano Litúrgico se divide em dois grandes ciclos:

Natal e Páscoa. Entre eles situa-se o Tempo Comum, não os separando, mas os unindo, na unidade pascal e litúrgica. Em cada ciclo há três momentos, de grande importância para a compreensão mais exata da liturgia. São eles: um, de preparação para a festa principal; outro, de celebração solene, constituindo assim o seu centro; e outro ainda, de prolongamento da festa celebrada. No centro do Ano Litúrgico encontra-se Cristo, no seu Mistério Pascal (Paixão, Morte e Ressurreição). É o memorial do Senhor, que celebramos na Eucaristia.
O Mistério Pascal é, portanto, o coração do Ano Litúrgico, isto é, o seu centro vital. O círculo é um símbolo expressivo da eternidade, e o Mistério Pascal de Cristo, no seu centro, constitui o eixo fundamental sobre o qual gira toda a liturgia.

Materiais e músicas para a liturgia

Em breve Calendário litúrgico de 2022

 

Portal Kairós