15 de dezembro: 3º Domingo do Advento

3º Domingo do Advento

A liturgia deste terceiro domingo do Advento nos convida à alegria, porque se aproxima o Natal de Jesus. Ele vem ao nosso encontro para nos trazer esperança, paz e salvação. Esta celebração nos anime a viver este tempo fortalecidos na fraternidade, no amor e na solidariedade com todas as pessoas.

A exemplo de João Batista, todos somos chamados a ser mensageiros da alegria, da paz e da salvação que Jesus vem trazer para o mundo.

TEMPO DE ALEGRIA

Preparando-nos para o Natal, celebramos, neste terceiro domingo do Advento, o chamado “domingo da alegria”. Esperando e preparando a vinda do Senhor, todos somos todos convidados a enxergar, aqui e agora, os sinais do amor divino.

Alegrar-nos no Senhor é reconhecer que, apesar das tribulações e incertezas, somos amados por Deus, o qual se manifesta nas ações de libertação, no resgate da vida, no anúncio da Boa-nova aos pobres.

O próprio João Batista, profeta anunciador do Messias, teve suas dúvidas. Ele nos faz pensar em nossas incertezas, na dificuldade de enxergar os sinais de vida do Reino de Deus em meio a tantas situações de injustiça e morte.

A alegria cristã não é imaginar que tudo seja um mar de rosas, sobretudo vendo tantos sofrendo injustiça ou sendo vítimas do preconceito e da ganância humana. A alegria que somos convidados a viver hoje, em vez, é a alegria do evangelho, que nos projeta para um tempo em que Deus terá a última palavra. Um tempo em que a bondade triunfará sobre todo mal, em que o amor vencerá todo ódio, em que Deus será tudo em todos.

Até lá, na alegria de quem tem fé e se compromete com a construção da paz, preparamo-nos preparando a vinda definitiva do Senhor. Como João Batista, que preparou o caminho do Senhor vivendo vida simples e austera, convidando à conversão, à mudança de mentalidade. Suas incertezas não o impediram de realizar a missão que Deus lhe havia confiado. Levado à prisão por sua coerência de vida, João nos mostra que, mesmo aprisionados, nas adversidades, podemos enxergar os sinais do Messias na vida e na ação de quem se compromete em favor dos doentes, sofredores e pobres.

Para os que se abrem a Deus, de fato, a fé operante leva à autêntica alegria, tal como expressou o papa Francisco: “A alegria daquela esperança que Jesus espera de nós; a alegria que, nas cruzes e nos sofrimentos desta vida, se expressa de outra maneira que é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha e está conosco”.

 

Pe. Paulo Bazaglia, ssp / Portal Kairós