Liturgia

Em 2026

Epifania do Senhor (Domingo)  – 4 de janeiro
Batismo do Senhor –  11 de janeiro
Quarta-feira de Cinzas –  18 de fevereiro
Páscoa da Ressurreição –  05 abril
Ascensão do Senhor (Domingo)  –  17 de maio
Pentecostes – 24 de maio
Santíssima Trindade – 31 de maio
SS. Corpo e Sangue de Cristo – 4 de junho
Sagrado Coração de Jesus – 12 de junho
São Pedro e São Paulo (Domingo) – 28 de junho
Assunção da BVM (Domingo) – 16 de agosto
Todos os Santos – 1º de novembro
Solenidade de Cristo-Rei – 22 de novembro
1º Domingo do Advento ANO B – 29 de novembro
Sagrada Família – 27 de dezembro

A liturgia de cada dia de dezembro de 2026

A liturgia de dezembro de 2026 é marcada pelo Advento e pela chegada do Tempo do Natal. Durante as primeiras semanas, a Igreja vive a espera vigilante e a preparação para o nascimento de Jesus. A partir de 17 de dezembro começa a preparação próxima do Natal, com textos bíblicos que conduzem de modo ainda mais direto ao mistério celebrado em 25 de dezembro.

Entre as celebrações do mês estão São Francisco Xavier, Santo Ambrósio, a solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, a festa de Nossa Senhora de Guadalupe e a memória de São João da Cruz. No dia 13, o 3º Domingo do Advento pode ser celebrado com a cor rósea, sinal da alegria do Domingo Gaudete. Nos dias seguintes, a liturgia se aproxima progressivamente do Natal.

Nos dias 24 e 25, o calendário apresenta formas próprias de celebração. Em 24 de dezembro, além da liturgia do dia, há a Missa vespertina da Vigília do Natal. No dia 25, são indicadas as leituras da Missa da noite, da aurora e do dia. Depois do Natal, a Igreja entra na Oitava, com as festas de Santo Estêvão, da Sagrada Família e dos Santos Inocentes, prosseguindo até o último dia do ano.

A relação abaixo apresenta a cor litúrgica, a celebração e as referências bíblicas de cada dia. A intenção de oração do Santo Padre para dezembro recorda as famílias monoparentais e pede que encontrem apoio, acompanhamento e força na fé.

Liturgia de dezembro de 2026

Panorama litúrgico de dezembro de 2026

O mês começa na 1ª Semana do Advento, passa pelos quatro domingos desse tempo e entra no Tempo do Natal a partir das celebrações da véspera de 24 de dezembro. A solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, em 25 de dezembro, possui conjuntos próprios de leituras para a Missa da noite, da aurora e do dia.

Liturgia de cada dia de dezembro de 2026

1 de dezembro – 1ª Semana do Advento

Cor litúrgica: Roxa. Celebração: Terça-feira da 1ª Semana do Advento.
Leituras: Is 11,1-10; Sl 71(72),1-2.7-8.12-13.17 (R. cf. 7); Lc 10,21-24.

2 de dezembro – 1ª Semana do Advento

Cor litúrgica: Roxa. Celebração: Quarta-feira da 1ª Semana do Advento.
Leituras: Is 25,6-10a; Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd); Mt 15,29-37.

3 de dezembro – São Francisco Xavier

Cor litúrgica: Branca. Celebração: São Francisco Xavier, presbítero – memória.
Leituras: Is 26,1-6; Sl 117(118),1.8-9.19-21.25-27a (R. 26a); Mt 7,21.24-27.

4 de dezembro – 1ª Semana do Advento

Cor litúrgica: Roxa. Celebração: Sexta-feira da 1ª Semana do Advento. 1ª sexta-feira do mês. Memória facultativa de São João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja.
Leituras: Is 29,17-24; Sl 26(27),1.4.13-14 (R. 1a); Mt 9,27-31.

5 de dezembro – 1ª Semana do Advento

Cor litúrgica: Roxa. Celebração: Sábado da 1ª Semana do Advento.
Leituras: Is 30,19-21.23-26; Sl 146(147A),1-2.3-4.5-6 (R. Is 30,18); Mt 9,35-10,1.6-8.

6 de dezembro – 2º Domingo do Advento

Cor litúrgica: Roxa. Celebração: 2º Domingo do Advento. 2ª Semana do Saltério.
Leituras: Is 40,1-5.9-11; Sl 84(85),9ab-10.11-12.13-14 (R. 8); 2Pd 3,8-14; Mc 1,1-8.

7 de dezembro – Santo Ambrósio

Cor litúrgica: Branca. Celebração: Santo Ambrósio, bispo e doutor da Igreja – memória.
Leituras: Is 35,1-10; Sl 84(85),9ab-10.11-12.13-14 (R. Is 35,4d); Lc 5,17-26.

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A liturgia de cada dia de novembro de 2026

A liturgia de novembro de 2026 começa com duas celebrações que recordam a comunhão da Igreja e a esperança cristã: a solenidade de Todos os Santos, em 1º de novembro, e a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, no dia 2. Ao longo do mês, a Igreja conclui o Tempo Comum, celebra Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, e inicia o Advento no domingo, 29 de novembro.

Os domingos de novembro apresentam uma progressão significativa. Depois do 32º e do 33º Domingos do Tempo Comum, a solenidade de Cristo Rei encerra o ano litúrgico. No domingo seguinte começa um novo ciclo com o 1º Domingo do Advento e o início do Ano B das leituras dominicais. Essa passagem ajuda a perceber como o calendário da Igreja conduz da conclusão do caminho anual para uma nova etapa de espera e preparação para a vinda do Senhor.

Na relação diária abaixo, cada data traz a cor litúrgica, a celebração correspondente e as referências da primeira leitura, do salmo, da segunda leitura quando prevista e do Evangelho. Também são registradas as memórias facultativas e as opções litúrgicas indicadas no calendário. O objetivo é oferecer uma consulta mensal clara para fiéis, catequistas, equipes de liturgia e comunidades.

A intenção de oração do Santo Padre indicada para novembro pede o bom uso das riquezas, para que os bens estejam a serviço do bem comum, da solidariedade e dos mais necessitados.

Liturgia de novembro de 2026

Panorama litúrgico de novembro de 2026

O mês reúne celebrações como Todos os Santos, Finados, a Dedicação da Basílica do Latrão, São Leão Magno, São Martinho de Tours, a Apresentação da Bem-aventurada Virgem Maria, Cristo Rei do Universo e Santo André Apóstolo. Em 29 de novembro começa o Tempo do Advento e o ciclo dominical do Ano B.

Liturgia de cada dia de novembro de 2026

1 de novembro – Todos os Santos

Cor litúrgica: Branca. Celebração: Todos os Santos – solenidade. 3ª Semana do Saltério.
Leituras: Ap 7,2-4.9-14; Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6); 1Jo 3,1-3; Mt 5,1-12a.

2 de novembro – Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Cor litúrgica: Roxa ou preta. Celebração: Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos.
Leituras: Jó 19,1.23-27a; Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6); 1Cor 15,20-24a.25-28; Lc 12,35-40. O calendário também prevê leituras à escolha no Lecionário ou no Ritual das Exéquias.

3 de novembro – 31ª Semana do Tempo Comum

Cor litúrgica: Verde. Celebração: Terça-feira da 31ª Semana do Tempo Comum. Memória facultativa de São Martinho de Lima, religioso.
Leituras: Fl 2,5-11; Sl 21(22),26b-27.28-30a.31-32 (R. 26a); Lc 14,15-24.

4 de novembro – São Carlos Borromeu

Cor litúrgica: Branca. Celebração: São Carlos Borromeu, bispo – memória.
Leituras: Fl 2,12-18; Sl 26(27),1.4.13-14 (R. 1a); Lc 14,25-33.

5 de novembro – 31ª Semana do Tempo Comum

Cor litúrgica: Verde. Celebração: Quinta-feira da 31ª Semana do Tempo Comum.
Leituras: Fl 3,3-8a; Sl 104(105),2-3.4-5.6-7 (R. 3b); Lc 15,1-10.

6 de novembro – 31ª Semana do Tempo Comum

Cor litúrgica: Verde. Celebração: Sexta-feira da 31ª Semana do Tempo Comum. 1ª sexta-feira do mês.
Leituras: Fl 3,17-4,1; Sl 121(122),1-2.3-4a.4b-5 (R. 1); Lc 16,1-8.

7 de novembro – 31ª Semana do Tempo Comum

Cor litúrgica: Verde. Celebração: Sábado da 31ª Semana do Tempo Comum. Memória facultativa de Santa Maria no Sábado.
Leituras: Fl 4,10-19; Sl 111(112),1-2.5-6.8a e 9 (R. 1a); Lc 16,9-15.

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Liturgia da Semana: resumo de 04 de outubro a 10 de outubro de 2026

A liturgia da semana de 4 a 10 de outubro de 2026 conduz os fiéis por um caminho marcado pela responsabilidade diante dos dons de Deus, pela misericórdia concreta, pela escuta da Palavra e pela perseverança na oração. A semana começa com o 27º Domingo do Tempo Comum e inclui, em 7 de outubro, a memória da Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário.

Ao longo dos dias, a Carta aos Gálatas acompanha boa parte da liturgia ferial, enquanto o Evangelho de Lucas apresenta ensinamentos sobre misericórdia, oração, escuta e fidelidade. Para uma visão do mês inteiro, o nosso Portal Kairós também mantém o post A liturgia de cada dia de outubro de 2026.

Liturgia da semana 4 a 10 de outubro de 2026

Domingo, 4 de outubro – 27º Domingo do Tempo Comum

Leituras principais: Isaías 5,1-7; Filipenses 4,6-9; Mateus 21,33-43.

A imagem da vinha une a primeira leitura e o Evangelho. Deus cuida de seu povo, oferece condições para que produza bons frutos e espera uma resposta de justiça, fidelidade e gratidão.

No Evangelho, Jesus apresenta a parábola dos vinhateiros que rejeitam os enviados do proprietário e, por fim, matam seu filho. A mensagem chama a reconhecer que os dons de Deus não são propriedade nossa: somos responsáveis pelo modo como os recebemos e pelo fruto que produzimos.

São Paulo, na segunda leitura, orienta a comunidade a apresentar suas necessidades a Deus e a cultivar tudo o que é verdadeiro, justo e digno. A confiança em Deus deve gerar uma vida concreta de paz e retidão.

Embora 4 de outubro seja tradicionalmente o dia de São Francisco de Assis, em 2026 a liturgia dominical é a do 27º Domingo do Tempo Comum.

Segunda-feira, 5 de outubro – Misericórdia que se torna ação

Leituras: Gálatas 1,6-12; Lucas 10,25-37.

São Paulo alerta contra a alteração do Evangelho e reafirma que sua missão nasce de Jesus Cristo. A fidelidade ao Evangelho não pode ser moldada apenas para agradar pessoas ou acompanhar conveniências.

No Evangelho, a parábola do bom samaritano responde à pergunta sobre quem é o próximo. Jesus desloca a atenção de uma definição teórica para uma atitude concreta: aproximar-se, ter compaixão e cuidar de quem sofre.

O dia também recorda Santa Faustina Kowalska, cuja memória facultativa está ligada à espiritualidade da Divina Misericórdia. A coincidência ajuda a perceber que misericórdia cristã não é apenas sentimento: ela precisa se transformar em ação.

Terça-feira, 6 de outubro – Escutar antes de agir

Leituras: Gálatas 1,13-24; Lucas 10,38-42.

Na primeira leitura, Paulo recorda sua antiga perseguição à Igreja e testemunha a transformação provocada pela graça de Deus. Aquele que perseguia os cristãos passou a anunciar a fé.

O Evangelho apresenta Marta e Maria. Marta acolhe Jesus e se ocupa com muitos serviços; Maria permanece aos pés do Senhor, escutando sua palavra. Jesus não despreza o serviço, mas mostra que a ação cristã precisa nascer da escuta.

A liturgia convida a examinar uma tentação frequente: fazer muitas coisas para Deus sem reservar tempo para estar com Deus.

Quarta-feira, 7 de outubro – Nossa Senhora do Rosário

Memória da Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário.

Leituras apresentadas pelo calendário vaticano: Atos dos Apóstolos 1,12-14; Lucas 1,26-38.

A primeira leitura mostra os discípulos perseverando juntos na oração, com Maria, depois da Ascensão do Senhor. O Evangelho recorda a Anunciação e a resposta de Maria ao chamado de Deus.

A memória de Nossa Senhora do Rosário coloca a oração no centro da vida cristã. O Rosário conduz à contemplação dos mistérios de Cristo com Maria e educa o coração para a perseverança.

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A liturgia de cada dia de outubro de 2026

A liturgia de outubro de 2026 reúne um percurso marcado pelo Tempo Comum, por memórias de santos muito presentes na devoção católica e por celebrações de grande importância para a Igreja no Brasil. O mês começa com Santa Teresa do Menino Jesus, passa pelos Santos Anjos da Guarda e pela memória de Nossa Senhora do Rosário, e tem como um de seus pontos centrais a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, celebrada em 12 de outubro.

Nos domingos, a Igreja celebra o 27º, 28º, 29º e 30º Domingos do Tempo Comum. As leituras conduzem os fiéis por temas como a fidelidade ao Reino de Deus, a resposta ao convite divino, a relação entre fé e responsabilidade no mundo e o mandamento do amor a Deus e ao próximo. Ao longo das semanas, as leituras feriais percorrem especialmente as cartas de São Paulo e o Evangelho segundo São Lucas.

A relação abaixo foi organizada para consulta rápida. Em cada data aparecem a cor litúrgica, a celebração principal ou a memória prevista e as referências das leituras da Missa. Quando o calendário indica uma memória facultativa ou uma forma alternativa de leitura, essa informação também é registrada. Assim, o leitor pode acompanhar a sequência do mês sem confundir solenidades, festas, memórias e dias de semana do Tempo Comum.

O calendário oficial de outubro também apresenta a intenção de oração do Santo Padre voltada à pastoral da saúde mental, com pedido de oração para que a Igreja acolha e acompanhe as pessoas que sofrem com doenças mentais, contribuindo para superar o estigma e a discriminação.

Liturgia de outubro de 2026

Panorama litúrgico de outubro de 2026

Entre os destaques do mês estão a memória de Nossa Senhora do Rosário em 7 de outubro, a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida em 12 de outubro, a memória de Santo Inácio de Antioquia em 17 de outubro e a festa dos Santos Simão e Judas, Apóstolos, em 28 de outubro.

Para os primeiros dias do mês, também é possível consultar o conteúdo complementar Liturgia da Semana: resumo de 27 de setembro a 3 de outubro de 2026.

Liturgia de cada dia de outubro de 2026

1 de outubro – Santa Teresa do Menino Jesus

Cor litúrgica: Branca. Celebração: Santa Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja – memória.
Leituras: Jó 19,21-27; Sl 26(27),7-8a.8b-9abc.13-14 (R. 13); Lc 10,1-12.

2 de outubro – Santos Anjos da Guarda

Cor litúrgica: Branca. Celebração: Santos Anjos da Guarda – memória. 1ª sexta-feira do mês.
Leituras: Ex 23,20-23; Sl 90(91),1-2.3-4.5-6.10-11 (R. 11); Mt 18,1-5.10.

3 de outubro – Mártires de Cunhaú e Uruaçu

Cor litúrgica: Vermelha. Celebração: Santos André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, presbíteros, Mateus Moreira e companheiros, mártires – memória.
Leituras: Jó 42,1-3.5-6.12-16; Sl 118(119),66.71.75.91.125.130 (R. 135a); Lc 10,17-24.

4 de outubro – 27º Domingo do Tempo Comum

Cor litúrgica: Verde. Celebração: 27º Domingo do Tempo Comum. 3ª Semana do Saltério.
Leituras: Is 5,1-7; Sl 79(80),9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5,7a); Fl 4,6-9; Mt 21,33-43.

5 de outubro – 27ª Semana do Tempo Comum

Cor litúrgica: Verde. Celebração: Segunda-feira da 27ª Semana do Tempo Comum. Memória facultativa de São Benedito, o Negro, religioso.
Leituras: Gl 1,6-12; Sl 110(111),1-2.7-8.9 e 10c (R. 5b); Lc 10,25-37.

6 de outubro – 27ª Semana do Tempo Comum

Cor litúrgica: Verde. Celebração: Terça-feira da 27ª Semana do Tempo Comum. Memórias facultativas de São Bruno, presbítero, e Santa Faustina Kowalska, virgem.
Leituras: Gl 1,13-24; Sl 138(139),1-3.13-14ab.14c-15 (R. 24b); Lc 10,38-42.

7 de outubro – Nossa Senhora do Rosário

Cor litúrgica: Branca. Celebração: Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário – memória.
Leituras: At 1,12-14; cântico Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55; Lc 1,26-38.

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Quando começou a Novena de Nossa Senhora Aparecida? História e evolução da tradição

Todos os anos, quando outubro se aproxima, milhares de devotos se preparam para a Festa da Padroeira do Brasil por meio de nove dias de oração. Mas quando começou a Novena de Nossa Senhora Aparecida? A resposta exige cuidado, porque a origem da devoção, a escolha da data da festa e a consolidação do novenário são momentos diferentes da mesma história.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida remonta a 1717, quando João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia encontraram no rio Paraíba do Sul uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição. Primeiro veio o corpo da imagem e, depois, a cabeça. A tradição religiosa também associa o episódio a uma pesca abundante, que ajudou a espalhar a fama daquela imagem entre as famílias da região.

Quando começou a Novena de Nossa Senhora Aparecida

A devoção começou em 1717, mas a novena não nasceu pronta naquele ano

É comum encontrar a afirmação de que a Novena de Nossa Senhora Aparecida teria começado em 1717. Historicamente, porém, isso não pode ser afirmado com segurança. O que surgiu naquele período foi a devoção à imagem encontrada nas águas. As primeiras reuniões de oração aconteceram em ambiente doméstico e, com o crescimento do número de devotos, o culto público ganhou espaço.

Em 1745 foi inaugurada a igreja no Morro dos Coqueiros, marco importante para a organização das peregrinações e das celebrações em torno de Nossa Senhora Aparecida. Ao longo das décadas seguintes, a devoção cresceu, ganhou novas formas de expressão e passou a reunir pessoas de diferentes regiões.

Uma novena é, por definição, um caminho de oração desenvolvido ao longo de nove dias. Na tradição católica, esse período ajuda os fiéis a se prepararem espiritualmente para uma solenidade ou festa, aprofundando a Palavra de Deus, apresentando intenções, agradecendo graças recebidas e assumindo compromissos concretos de conversão.

O que se sabe sobre a origem da Novena da Padroeira

Os registros históricos disponíveis permitem identificar etapas do desenvolvimento da novena, mas não apresentam uma data documental única e incontestável para a primeira Novena anual de Nossa Senhora Aparecida em toda a sua história. Por isso, é mais correto falar em um processo de consolidação da prática.

Um marco importante aparece em 1967, durante o Jubileu dos 250 anos do encontro da imagem. Registros do Santuário Nacional mostram que naquele ano foi realizada uma novena preparatória entre 6 e 15 de outubro, dentro de uma programação mais ampla de celebrações. O próprio Santuário descreve essa experiência como uma Novena e Festa realizada em moldes semelhantes aos que se tornariam conhecidos pelos devotos nas décadas seguintes.

Outro passo importante ocorreu em 1978, quando a Novena e Festa passou a ser realizada integralmente no novo Santuário. Essa mudança acompanhou o crescimento das romarias e da estrutura destinada a acolher os peregrinos.

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