Liturgia católica – Anos A, B e C

Liturgia

Dezembro 2019 a Novembro de 2020 – Liturgia católica: ANO A

Reflexão e sugestão para a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo 2020 – Ano A

22/11/2020

Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo 2020 – Ano A

Ez 34,11-12.15-17; SI 22; ICor 15,20-26.28; Mt 25,31-46

Jesus Cristo, Rei do Universo 2020 - Ano A

Jesus, o Rei Pastor

Solenidade que celebramos evidencia o reinado de Cristo sobre todo o universo. Porém , trata-se de um rei que não busca honras e glórias para si, pois não há necessidade delas. Ainda mais interessante é que Jesus, em nenhum momento, cogita o reino de Deus estruturado no esquema senhor/súditos. Ao contrário, sempre mostra que o Reino é de Amor, que o Senhor é Pai misericordioso e que o julgamento final não é decretado, mas constatado a partir da vivência de cada um. De sua parte, Ele não vem para condenar, mas para salvar o mundo.

Ezequiel insiste com o povo de Deus, exilado em terras estrangeiras, que o Senhor não é um rei cheio de pompas, mas um pastor que quer congregar a todos em seu amor. E Paulo, após a experiência com o Ressuscitado no caminho de Damasco, professa que o amor de Deus, manifestado plenamente em Cristo, é amor comunhão, que acolhe o coração arrependido. Nem mesmo a morte, provocada pelo pecado, pode separar-nos do amor de Deus. O apóstolo afirma que Cristo é Rei por sua doação extrema na cruz e por sua ressurreição gloriosa. No mistério pascal, Deus é tudo em todos.

O convite à caridade

Ao falar do julgamento das nações, Cristo se mostra como verdadeiro Redentor da humanidade. Seu julgamento não é feito a partir de um trono glorioso, mas parte da experiência concreta dos mais necessitados. Jesus, Rei do Universo, deixa claro que não quer ser reconhecido pelas pompas e honrarias, mas quer transparecer no rosto de todos e cada um de nós. Pensemos na alegria de um faminto que vê em nós o Cristo que o serve. E que alegria a nossa saber que estamos alimentando Cristo no irmão. Todos somos convidados a manifestar a presença do Cristo Rei e Senhor na singeleza da caridade.

No Reino de Deus, não se compram lugares de honra, pois seu reino começa aqui, sendo a eternidade uma extensão daquilo que já vivemos. As obras de misericórdia corporais não são, de modo algum, moeda de troca para entrar no reino, mas de entrar na mesma dinâmica do amor de Deus, sem a qual não faz sentido gritarmos pelo direito ao céu, dizendo que conhecemos o Senhor.
Ao término do ano litúrgico, façamos um profundo exame de consciência sobre o modo como estamos vivendo a proposta do Reino de Deus. O critério, que o próprio Jesus nos oferece, é a caridade, a maior de todas virtudes por nos levar a Deus, a nós mesmos e aos irmãos.

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22 de novembro – Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo 2020

Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo 2020

O reinado de Jesus é vivido por meio da dedicação ao próximo, da bondade e do cuidado, sobretudo com os mais necessitados. Nesta liturgia, louvemos a Cristo, rei do universo, desejosos de seguir seu exemplo de doação, misericórdia e amor para com todas as pessoas –especialmente para com as crianças que sofrem. Hoje, último domingo do ano litúrgico, celebramos também o dia dos leigos e leigas, agradecendo a Deus todo o bem que realizam em nossas comunidades.

Todas as vezes que amamos e fazemos o bem aos nossos irmãos e irmãs, o Reino de Deus está acontecendo entre nós.

HISTÓRIA DE VIDA LEVA À DECISÃO

Neste último domingo do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei do Universo, o Evangelho apresenta a “Parábola do juízo final”. Segundo ela, no julgamento final todos os povos serão reunidos e separados, à semelhança do pastor que separa suas ovelhas dos cabritos. As pessoas serão colocadas à direita ou à esquerda do Filho do Homem, dependendo da prática de cada uma. Essa parábola conclui o “discurso escatológico” de Jesus, voltado para descrever as “últimas coisas”, a parúsia. A segunda vinda de Jesus Cristo à Terra [Descrita esp. pelo apóstolo Paulo]

Com a passagem de hoje, aproximamo-nos do desfecho do Evangelho de Mateus. Nesse ensinamento, aprende-se que o julgamento final é resultado do que vai sendo feito, ou não, ao longo da vida. Nossa prática do dia a dia será a base da declaração de nossa sentença final.

O conteúdo do julgamento é nossa vida concreta: o que fizemos ou deixamos de fazer em favor dos necessitados. Não será perguntado a que nação pertencemos, que religião professamos, que cargos importantes ocupamos ou mesmo que práticas de piedade realizamos. O julgamento será com base na prática ou não do amor.

A “lista de obras” que Mateus nos apresenta não é exclusiva, mas aberta e inclusiva. Em outras palavras, ela convida a ver a realidade em que os empobrecidos vivem e se empenhar na edificação de estruturas que garantam sua promoção: alimentar os famintos, providenciar moradia aos sem-teto, buscar saúde aos doentes, lutar por trabalho para os desempregados…

Como vemos, não se trata de assistencialismo, ainda que a assistência seja importante; antes, trata-se de amar os pobres e empenhar-se por melhores condições estruturais de vida para todos. Jesus diz que o Reino dos céus é dos pobres e que precisamos amá-los para sermos acolhidos por eles no Reino. Estar a favor dos pobres significa uma busca incansável da concretização do Reino de Deus – além de constituir urgente desafio para muitos, nos tempos polarizados em que vivemos. Quando os valores do Reino “dos céus” forem efetivamente levados a sério já para este mundo, então todos terão o necessário para uma vida com dignidade. “Busquem primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas ficarão garantidas para vocês.” Como será bom ouvir: “Vinde, benditos de meu Pai!”

Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós

Leituras de Domingo: Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo 22/11/2020

Leituras de Domingo

(Branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos (Ap 5,12; 1,6).

Deus, que quer ser tudo em todos, nos reúne nesta solenidade de Cristo, Rei do Universo. Jesus, nosso rei e pastor, nos conduz pelos caminhos do cuidado e do amor pela vida, e a ele se submetem todos os poderes do mundo. Celebremos esta Eucaristia com alegria e em comunhão com os leigos e leigas comprometidos com o reinado de nosso Senhor.

Primeira Leitura: Ezequiel 34,11-12.15-17

Leitura da profecia de Ezequiel – 11Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. 12Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão. 15Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar – oráculo do Senhor Deus. 16Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito. 17Quanto a vós, minhas ovelhas – assim diz o Senhor Deus –, eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 22(23)

O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma.

1. Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. / Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. – R.

2. Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo, / e com óleo vós ungis minha cabeça; / o meu cálice transborda. – R.

3. Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; / e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos. – R.

Segunda Leitura: 1 Coríntios 15,20-26.28

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 20na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 28E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 25,31-46

Aleluia, aleluia, aleluia.

É bendito aquele que vem vindo, / que vem vindo em nome do Senhor; / e o Reino que vem seja bendito; / ao que vem e a seu Reino, o louvor! (Mc 11,10) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que, todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. – Palavra da salvação.

Reflexão

O evangelho do domingo de Cristo Rei é a conclusão do discurso escatológico de Mateus. Ele descreve com imagens solenes a vinda de Jesus, Rei e Messias. Segundo esse relato, o julgamento final não se concentrará na realização de grandes e excepcionais obras, mas se dará com base na prática ou não das obras de misericórdia corporal elencadas. Mateus herdou os termos “castigo eterno” e “vida eterna” da literatura apocalíptica. Os herdeiros do Reino de Deus serão os que praticaram a justiça em favor dos pequeninos: dos que não têm o que comer nem o que beber, são excluídos por qualquer motivo, estão sem roupa, doentes e cativos por defenderem os valores do evangelho. Servindo-os, estaremos servindo o próprio Cristo, pois Jesus se identifica com cada um deles. O encontro com o Senhor que tarda não se dará por meio de ritos e celebrações, rezas e louvores – que podem servir para aliviar a consciência -, mas acontecerá quando formos capazes de nos empenhar em favor da promoção dos empobrecidos.

Oração

Ó Jesus, Rei do universo, tua mensagem nos mostra que a injustiça um dia terá fim, e que serão recompensados os que se esforçam para cumprir a vontade de Deus. Vem, Senhor, alimentar nossa esperança de entrarmos na tua glória para vivermos em comunhão contigo para sempre. Amém.

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp / Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 3° Domingo do Advento 2020 – Ano B

Para: 13/12/2020

3° Domingo do Advento 2020 – Ano B

ls 61,l-2a.10-11; Ct Lc 1,46-54; lTs 5,16-24; Jo 1,6-8.19-28

3° Domingo do Advento 2020 - Ano B

A salvação, que alegra, envolve e compromete

É marca de nosso tempo o anúncio propagandístico da felicidade descomprometida, por isso egoísta. Trata-se da felicidade que advém dos bens materiais, do sucesso pessoal conseguido a qualquer custo, da beleza exterior comprada e bem paga. Ainda que esteja claro que essa proposta não funciona, pois quanto mais se tem, mais se quer, muitos ainda apostam nessa “felicidade”.

A primeira leitura do 3° Domingo do Advento 2020 – Ano B traz a oração de júbilo do profeta que agrade a bondade do Senhor, que o ungiu e o enviou para partilhar essa alegria com todos os necessitados. Alegria de verdade compartilha-se na promoção da justiça, na promoção da dignidade do outro,
possibilitando que a vida possa florir. A salvação, com a qual o profeta é revestido, não fica só para ele, como um bem individual, mas é anunciada. E quanto mais a salvação de Deus vai libertando o povo, mais o profeta se alegra.

Paulo, na segunda leitura de hoje, mostra que a alegria está na essência do ser cristão. Não se trata de uma alegria superficial ou baseada nos valores efémeros. A alegria, que nos faz enfrentar todos os desafios com fé, esperança e caridade, está alicerçada em Cristo Jesus. É nele que nos alegramos, é nele que buscamos a motivação profunda e o verdadeiro sentido da vida. Por isso é uma alegria que nos envolve por inteiro: espírito, alma e corpo.

O anúncio humilde e verdadeiro

Continuamos a meditar na fidelidade profética de João Batista. O evangelho mostra como sua humildade faz triunfar a verdade diante dos que o interrogam. Ele não é Elias, nem “O” profeta. Ele é a voz que grita no deserto. Seu batismo com água é prenúncio do batismo no Espírito, cuja fonte é o Cristo anunciado e esperado.

Em nenhum momento João chama atenção sobre si mesmo. É a missão que transparece em suas palavras, é o convite à conversão que faz dele um profeta procurado por todo o povo. É sua humildade que brilha em meio à arrogância dos que não querem compreender e muito menos acolher a chegada do Reino de Deus na pessoa de Jesus.

Estamos já no terceiro domingo do advento. O Salmo nos traz o cântico de Maria, a mulher humilde que se rejubila pelo Salvador que ela traz em seu ventre. Que esse canto de alegria nos ajude a celebrar a grande festa do nata! do Senhor, para assim anunciarmos
a verdade por meio de nosso testemunho humilde e cheio de Deus.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 3° Domingo do Advento 2020 – Ano B

– Ato penitencial: levara reflexão sobre as falsas alegrias que não preenchem a sede de sentido que o ser humano traz no coração. Mostrar que o tempo do Advento é tempo de conversão para se acolher a alegria, que vem de Deus.

– Acendimento da terceira Vela do Advento: pedir para uma Jovem entrar com a vela acesa e para um jovem entrar com um cartaz com os dizeres: EXULTO DE ALEGRIA NO SENHOR. (Colocar o cartaz junto com os anteriores para ir formando o ternário do advento.)

– Oferendas: convidar jovens para participarem deste momento, indo até o altar com símbolos próprios da juventude, manifestando a alegria que brota da conversão. Apresentar, também, o pão e o vinho para serem consagrados.

Sugestões de repertório para a Missa do 3° Domingo do Advento 2020 – Ano B (O Domingo)

Abertura: Vigiai, eu vos digo
Aclamação: Aleluia! Vem mostrar-nos
Oferendas: A nossa oferta
Comunhão: Ouço uma voz

Cifras e partituras das sugestões CNBB

Semanário litúrgico – catequético – Cantos para a Celebração – 3° Domingo do Advento 2020

Áudios para a Missa do 3° Domingo do Advento 2020 – Ano B CNBB:

Cartazes para a Missa do 3° Domingo do Advento 2020 – Ano B:

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

13 de dezembro – Missa do 3° Domingo do Advento 2020

3° Domingo do Advento 2020

A Eucaristia nos recorda que o Espírito do Senhor está sobre nós e nos faz anunciadores da Boa-nova da salvação. Somos animados pelo bonito e humilde testemunho de João Batista, que anuncia a todos a vinda de Jesus. Aproximando-nos do Natal, celebremos este “domingo da alegria” dispostos Com alegria esperamos Jesus, a luz que ilumina o mundo a acolher com fé, esperança e alegria a presença do Filho de Deus entre nós.

Jesus é a luz que ilumina nossa vida. Com nosso testemunho de fé, amor e fraternidade, também nos tornamos luz para o mundo.

A ALEGRIA DO EVANGELHO

O 3º domingo do Advento é conhecido como “domingo da alegria” e nos convida a alegrar-nos no Senhor, pois sua vinda se aproxima.

A alegria cristã tem um fundamento: a certeza de que Jesus é a Luz que ilumina os caminhos e as realidades, é o Messias e Profeta que batiza no Espírito Santo para recriar a humanidade segundo o projeto de Deus.

João Batista testemunhou, como ninguém, a vinda dessa Luz. Sua missão inspira cada cristão a viver como testemunha da Luz. Pois é Jesus o início, o fim e o centro; e nossa missão só tem sentido se fundamentada em Jesus e direcionada a ele.

O verdadeiro encontro com Jesus nos leva a reconhecê-lo como aquele que vem da parte de Deus na dignidade de Messias. É encontro que leva necessariamente ao encontro dos outros, sobretudo dos pequenos, a quem Jesus veio revelar a Boa-nova.

O Advento é tempo especial para preparar o caminho do Senhor. Preparamos sua vinda preparando nosso coração, com a conversão da mente, assumindo hoje os mesmos sentimentos de nosso Senhor. Podemos ser então, como João Batista, voz profética que, transformando o coração, ilumina e transforma as realidades. Pois nosso batismo é no Espírito, que transforma e santifica. E não pode haver maior alegria, para os cristãos, do que encontrar Jesus encontrando os menores do Reino.

O mundo está cansado de palavras e carente de testemunhos. Evangelizar é testemunhar a alegria de seguir Jesus, é expressar a certeza de que Deus vem caminhar conosco e nos ajuda a espalhar a luz do seu projeto de vida, vencendo as trevas da injustiça e da morte.

De fato, a alegria cristã é uma das mais autênticas expressões de nossa fé, e chegamos a ela assumindo atitudes fundamentais como a do Bom Pastor ou a do Bom Samaritano. Pois a verdadeira e duradoura alegria nós sentimos somente pela via dos pobres e mais necessitados, e isso só é possível se buscamos e incluímos tais pessoas em nossa vida.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp / Portal Kairós

Palavra oficial do Papa