Liturgia católica – Anos A, B e C

Liturgia

Dezembro 2019 a Novembro de 2020 – Liturgia católica: ANO A

29 de novembro – Missa do 1° Domingo do Advento 2020

1° Domingo do Advento 2020

O tempo do Advento nos convida a nos prepararmos para a vinda de Jesus por meio da escuta e da vivência da Palavra de Deus, da oração e da vigilância. Queremos percorrer este novo ano litúrgico, que estamos iniciando, agradecidos porque o Senhor vem sempre ao nosso encontro quando o invocamos com confiança e praticamos sua justiça. Celebremos dispostos a nos deixarmos iluminar por Deus e transformar por seu amor.

Com Jesus, nosso amigo e nosso irmão, aprendemos a ir ao encontro de todas as pessoas.

RESPONSABILIDADE CRISTÃ

Iniciamos um novo ano litúrgico com o Advento, tempo de preparação para o Natal do Senhor. E logo no início dessa preparação somos convidados a vigiar, assumindo responsabilidades.

A parábola faz pensar no tempo que se chama “hoje”. Caminhamos com um Deus que se relaciona, que é próximo e nos confia responsabilidades sobre sua casa, o próprio mundo que criou. E vivemos na esperança, esperando o retorno de Deus, o momento do acerto de contas a respeito do que fizemos com a confiança que ele depositou em nós.

Podemos entender a ordem de vigiar como várias atitudes: indignar-nos contra as indignidades que ferem a liberdade e a vida dos filhos de Deus; continuar acreditando que Deus nos dá forças para superar as misérias humanas; comprometer-nos a cada dia com a construção de relações fraternas…

Vigiar, enfim, é não ficar “dormindo no ponto”, é não perder a ocasião, mas saber discernir os momentos, na oração que leva à ação e na ação que se transforma em oração e aproxima de Deus.

A oração, de fato, é um modo de tomar consciência de nossas responsabilidades perante a natureza, as pessoas, as situações. Basta pensar no que pedimos ou por que agradecemos a Deus. Quantas vezes transferimos para Deus nossas próprias responsabilidades? Podemos pedir que Deus acabe com a fome e a guerra no mundo, que nos mande políticos honestos. Mas quem criou a fome e a guerra não foi Deus, e quem elegeu políticos corruptos também não foi ele. Não é cristão imaginar que a fome e a guerra acabarão sem nosso compromisso concreto e que lideranças autênticas surjam sem que tenhamos consciência crítica.

É dom de Deus poder continuar trabalhando para que o mal não domine os corações humanos e para que o retorno do Dono nos encontre comprometidos com a causa do Reino, na firme esperança e sobriedade, seguindo os valores vividos pelo Mestre. Continuamos responsáveis pela casa de Deus. Que, vindo de repente, ele não nos encontre dormindo na comodidade e na indiferença.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp / Portal Kairós

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Os protagonistas do Tempo do Advento

Se levarmos em conta as leituras bíblicas do Advento, perceberemos que as personagens principais são três, nesta ordem: o profeta Isaías, João Batista e Maria.

O profeta Isaías

Ele aparece nos 4 domingos do Ano A (1º domingo: 2,1-5; 2º domingo: 11,1-10; 3º domingo: 35,1-6a.10; 4º domingo: 7,10-14) e nos dois primeiros domingos do Ano B (1º domingo: 63,16-17; 64,1.3-8; 2º domingo: 40,1-5.9-11).

Nas leituras semanais do Advento, Isaías comparece 15 vezes. Os estudiosos costumam dividir o livro de Isaías em três, cada qual correspondendo a um período particular: 1º Isaías (1-39, anterior ao exílio na Babilônia); 2º Isaías (40-55, durante o exílio); 3º Isaías (56-66, depois do exílio). Ele é o profeta que mais fala do Messias descendente de Davi, suas qualidades, os resultados de sua chegada.

O evangelista Mateus viu realizada em Jesus a profecia do Emanuel, Deus-conosco (compare Isaías 7,10-14 com Mateus 1,18-25). João Batista preparava o povo usando as palavras de Isaías (compare Isaías 40,3-5 com Lucas 3,4-6). Os textos desse profeta nos introduzem no clima de expectativa pela vinda do Messias.

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Reflexão e sugestão para a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria 2020 – Ano B

Para: 8/12/2020 (terça-feira)

Imaculada Conceição da Virgem Maria 2020 – Ano B

Gn 3,9-15.20; SI 97; Ef 1,3-6.11-12; Lc 1,26-38

Imaculada Conceição da Virgem Maria 2020 - Ano B

Maria, toda bela, toda pura!

Nesta solene liturgia, celebramos a misericórdia infinita do Pai, que, em seu Filho Jesus Cristo, pela força do Espírito Santo, renova a humanidade inteira em seu amor. A Imaculada Conceição da Virgem Maria é sinal claro e evidente da esperança que Deus sempre deposita na humanidade. Foi para viver a beleza e a pureza que Deus nos criou, não para o pecado e a perdição. Em Maria, Deus reacende em nosso coração o desejo de voltar a nossas origens, pois somos todos filhos e filhas seus muito amados.

Outra dimensão profunda da fé, que hoje recordamos, é a de que Deus sempre nos precede no amor. Maria nasce agraciada toda imergida, por antecipação, no mistério Redentor de seu Filho Jesus. Mesmo cheia de graça, é livre para dar sua resposta ao plano que Deus a ela propõe. Sua liberdade se coloca em diálogo com a plena é total liberdade de Deus. No coração da Serva do Senhor, humilde e livre, Deus encontra um sim cheio de amor e disposição para acolher o Salvador.

Maria, em toda sua beleza e pureza, não se afasta das desolações, que desfiguram a humanidade, das impurezas do pecado, que geram morte e tanto sofrimento. Ela se coloca nas mãos do Pai e se lança na missão junto com seu Filho Jesus. Nele, Maria toca as feridas da humanidade e cuida com amor materno de todos nós. Ela sabe que os privilégios a ela concedidos não são somente seus, mas de toda a humanidade. É sonho de Deus ver toda a humanidade imaculada, pura e cheia da verdadeira beleza que brota da liberdade dos filhos e das filhas de Deus. É para isso que ela diz seu “Sim”. É para isso que ela intercede por nós e nos recorda sempre que o sentido fundamental de nossa vida consiste em estarmos abertos e disponíveis a Deus e aos irmãos.

Ave, cheia de graça!

A oração da Ave-Maria, a qual aprendemos desde a mais tenra infância, ensina-nos a olhar para a Santíssima Virgem com amor filial e cheios de confiança. Nessa curta oração, aprendemos que a Cheia de Graça ainda se torna mais agraciada ao ser Mãe de Jesus, pois Deus não tem limites para dispensar suas graças. Nessa oração simples e cheia de sinceridade, percebemos que, ao dizer sim a Deus, tornamo-nos colaboradores na obra da salvação de nossos irmãos. Assim como Maria roga por nós, pecadores, nós também aprendemos a manter nosso coração solidário com os sofrimentos de nossos irmãos.

Rezando com fé essa simples oração, vamos nos dando conta de que Deus nos quer cada vez mais puros para anunciar sua pureza, quer que sejamos cada vez mais belos para anunciar sua beleza. Aprendemos que os dons e benefícios de Deus em nós estão volta- dos para a missão que Ele nos concede, diante da qual somos livres para assumi-la ou não. Nossa resposta dependerá da compreensão que temos da dinâmica do dom de Deus em nós.

Celebrando hoje a Imaculada Conceição de Maria, louvemos o amor divino, que é derramado sobre nós. Acompanhados por Maria, Mãe de Cristo e nossa, digamos com alegria e júbilo nosso sim ao convite divino para levar a paz, o amor e a redenção ao mundo!

Sugestões litúrgicas para a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria 2020 – Ano B

– Após a procissão de entrada: pedir para um grupo de espiritualidade mariana entrar com a imagem da Imaculada Conceição. Um cartaz pode preceder a imagem, com a frase: AVE, MARIA, CHEIA DE GRAÇA. A imagem pode entrar ladeada por flores, as quais devem permanecer para ornamentar a imagem no presbitério.

– Preces dos fiéis: uma ladainha Mariana pode ser canta- da, enquanto se deposita incenso em uma pira colocada diante da Imagem.

– Envio da comunidade: coroar a imagem de Nossa Senhora e, em seguida, todos se consagram a Maria.

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Leituras da Semana: Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria 08/12/2020

(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

Com grande alegria, rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas joias (Is 61,10).

Nesta solenidade da Imaculada Conceição, bendigamos o Senhor e cantemos os prodígios que realizou na vida de Maria. Ela, que acolheu os planos divinos na obediência, por meio de seu sim radical e generoso, nos anime nesta liturgia a alcançar a perfeita união com Cristo.

Primeira Leitura: Gênesis 3,9-15.20

Leitura do livro do Gênesis – 9O Senhor Deus chamou Adão, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me, e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20E Adão chamou à sua mulher Eva, porque ela é a mãe de todos os viventes. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 97(98)

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios!

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

2. O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; / recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

3. Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

Segunda Leitura: Efésios 1,3-6.11-12

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – 3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu bem-amado. 11Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 1,26-38

Aleluia, aleluia, aleluia.

Maria, alegra-te, ó cheia de graça, / o Senhor é contigo! (Lc 1,28) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 26no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi, e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. – Palavra da salvação.

Reflexão

Em contraste com o Antigo Testamento, quando as anunciações são dirigidas aos homens, aqui, Deus, por meio do anjo, se dirige a uma jovem moça, que se tornará mãe pela ação do Espírito. Deus realiza seu projeto, anunciado desde os profetas, com a colaboração, o sim de Maria. Ela é cheia de graça, porque o Senhor está com ela. Deus, por amor à humanidade, deu a plenitude da graça a ela. Diante da proposta do anjo, ela fica em dúvida, mas o mensageiro lhe esclarece e ela topa o desafio. O menino que vai nascer é o resultado da ação de Deus com o sim da jovem. Para Lucas, Maria é modelo do discipulado de Jesus, isto é, daquelas pessoas que, sempre atentas aos planos divinos, se dispõem a construir a nova sociedade. Nela encontramos duas atitudes fundamentais de quem deseja colaborar com o projeto de Jesus: fé e serviço. Ela é a crente por excelência, modelo de nossa fé. Essa página do evangelho nos ensina que Deus não escolhe os poderosos deste mundo, mas pessoas simples, da periferia, que estão sintonizadas com o seu projeto salvífico e dispostas a gestar o Filho na sociedade.

Oração

Divino Mestre, convencida de que toda pura “devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha que tira os nossos pecados”, a Igreja proclamou o dogma da Imaculada Conceição. Ó Jesus, “cura em nós as feridas do pecado original, do qual Maria foi preservada ao ser concebida sem pecado”. Amém.

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp / Pe. Nilo Luza, ssp / Portal Kairós

08 de dezembro – Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria 2020

Imaculada Conceição da Virgem Maria 2020

A Imaculada Conceição ou Nossa Senhora da Conceição é, segundo nosso dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha do pecado original.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Leituras da Semana: Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria 08/12/2020

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu Sou a Imaculada Conceição”.

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

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