O Bom Samaritano como modelo de Ação Evangelizadora comprometida com o cuidado
CONTEXTUALIZANDO
A Campanha da Fraternidade 2020, que tem como tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, foi buscar na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10), o modelo de relação e encontro que deve nortear a Missão da Igreja e, consequentemente, da Província. Os três verbos que aparecem no versículo que serve de lema – Ver, sentir compaixão e cuidar – remetem ao consagrado método adotado na caminhada eclesial de modo muito frequente a partir do Pós-Concílio Vaticano II. No exemplo pedagógico que apresenta, Jesus deixa bem claro qual é o ponto de partida da proposta de discipulado que Ele vem apresentar: de que maneira o Amor a Deus e ao próximo transforma concretamente as pessoas, as relações e o mundo.
VIU (1)
Mais do que um ato fisiológico de percepção da luz, das imagens e das cores, olhar é uma postura que se assume diante dos apelos e estímulos que nascem da realidade. O olhar, assim como as outras habilidades humanas, também pode ser treinado, dirigido e orientado de acordo com uma série de interesses, prioridades e valores. Na parábola do Bom Samaritano, podem ser identificados três tipos de olhar:
1) O olhar dos assaltantes – Viram naquele homem que passava uma oportunidade de obter benefício imediato sem grande empenho. Bastava usar um pouco da força física e da vantagem numérica para subtrair da vítima tudo o que ela possuía e que atendesse a seus interesses. Não tinham a menor preocupação em saber quem era aquele que passava nem estavam preocupados com sua vida de maneira que o deixaram ferido, espoliado e quase morto à beira do caminho. Trata-se do olhar do egoísmo, da exploração, do ódio, totalmente alheio aos princípios da ética, da empatia e da compaixão. É um olhar que mata, fere e que rouba a dignidade das pessoas. Este tipo de olhar está no germe da corrupção, da violência, do autoritarismo, da devastação da natureza, das grandes guerras, das gritantes desigualdades sociais e demais mazelas que assolam o Brasil e o mundo.
2) O olhar do levita e do sacerdote – É o olhar da indiferença, da inversão dos valores da incompreensão do que é prioritário. É a postura de quem “dá de ombros” diante de situações urgentes, em que a vida encontra-se frontalmente ameaçada. É a postura cantada pelo Padre Zezinho na célebre canção: “Seu nome é Jesus Cristo e passa fome e grita pela boca dos famintos. E a gente quando vê passa adiante, às vezes pra chegar depressa à igreja”. Nasce do individualismo, da sede crescente pelo consumo, da cultura do descartável, opções de vida que vêm sendo profundamente criticadas pelo Papa Francisco em seus discursos, entrevistas e nos documentos papais.
3) O olhar do samaritano – É o olhar solidário, do serviço e do comprometimento. Na cena em que os assaltantes enxergaram uma oportunidade de lucro fácil, o levita e o sacerdote viram um possível “estorvo” a seus programas préestabelecidos, o samaritano viu um irmão que necessitava de um cuidado urgente e imediato. Assim como os personagens anteriores, o samaritano não esteve interessado, num primeiro momento, em saber quem era aquele que jazia quase morto. Não era importante naquele momento. O prioritário era socorrê-lo e garantir-lhe a sobrevivência. Ali encontrou uma oportunidade única e inédita de amar. É o olhar da disponibilidade, da doação gratuita e da identificação com o outro, especialmente com suas lutas e dores. É o modo de olhar adotado por Jesus (cf. p.ex. Mt 9,36) e que Ele convida seus discípulos a também assumir.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/02/texto-base-2020-pk.png563750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-02-15 20:47:472020-03-12 15:00:49Resumão do texto-base da Campanha da Fraternidade 2020
Altar com a imagem ou quadro da Santa Dulce dos pobres, um crucifixo, uma vela acesa, cartaz da campanha da fraternidade 2020. Colar ao fundo do altar figuras de olhos ou rostos, corações e mãos.
Local
Sala de catequese
Desenvolvimento
1º – Momento – Acolher os catequizandos ao som do hino da Campanha da Fraternidade;
2º – Momento – Momento orante: Fazer a oração da campanha da fraternidade 2020, o catequista fala e os catequizandos repetem. Depois leia para os catequizandos Mt 5, 38-48 e mostre para todos a importância do AMOR AO PRÓXIMO, até mesmo com os inimigos, pois hoje muitos julgam, mas amanhã quem julgou pode precisar daquele que foi julgado.
3º – Momento – O catequista convida os catequizandos a olhar para o altar e pergunta:
a) Hoje iremos refletir sobre o tema e o lema da campanha da fraternidade 2020. No altar tem escrito o tema e o lema da campanha, quem gostaria de ler em voz alta para todos?
b) Atrás do altar tem alguns símbolos. Quais são?
c) Qual ligação os símbolos tem com o lema da campanha da fraternidade? Observação: Se os catequizandos tiverem dificuldade, informe-os que os olhos ou rostos representam a palavra VIU. Os corações representam as palavras SENTIU COMPAIXÃO. As mãos representam as palavras CUIDOU DELE.
d) O que é COMPAIXÃO?
e) Na sociedade quais problemas devemos perceber (VER), SENTIR COMPAIXÃO e CUIDAR para amenizar a situação? Como podemos CUIDAR?
4º – Momento – Contar a história de Santa Dulce dos pobres e depois explicar porque ela é conhecida como a intercessora dos pobres e mais necessitados. Perguntar os catequizandos quais exemplos ela nos ensina. Em seguida, montar um porta-retrato de EVA e colocar nele o desenho de Santa Dulce dos pobres que os próprios catequizandos vão colorir.
5º – Momento – Perguntar os catequizandos quais famílias, instituições, pessoas, entre outros, que eles conhecem e carecem de doações. Juntos escolham uma (ou todas) e façam uma campanha de arrecadação de doações. (Se possível)
Ação
Durante a semana pedir doações para seus amigos, vizinhos, parentes e comerciantes. Para no próximo encontro ir à entidade escolhida fazer a entrega. Lembre-se que não é só chegar e entregar e sim apresentar o tema da campanha da fraternidade 2020, realizar um momento orante com a palavra de Deus e evangelizar. (Se possível)
Momento final
Fazer juntos a oração de Santa Dulce dos Pobres.
Materiais do Encontro catequético sobre a Campanha da fraternidade 2020
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/02/encontros-catequeticos-cf2020-site-pk.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-02-14 00:05:052020-03-08 02:08:23Encontro catequético sobre a Campanha da Fraternidade 2020
Além de um compromisso pessoal, o cuidado com a vida é uma tarefa a ser cumprida comunitariamente. A proposta de conversão quaresmal da Campanha da Fraternidade 2020 (CF-2020), cujo tema é “Fraternidade e Vida: dom e compromisso”, pode ser colocada em prática a partir da articulação de uma equipe de animação na comunidade, paróquia, diocese ou regional.
O objetivo geral da CF 2020 é conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, a família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa Casa Comum.
Para promover estas relações de mútuo cuidado, o texto-base da Campanha da Fraternidade 2020 resgata das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) o termo “comunidade-casa” e indica que este deve ser “o lugar do afeto, da ternura e do abraço, do encontro fraterno em torno da Palavra e da Eucaristia que geram vida”. Também indica que “a comunidade gera vida pela proclamação da Palavra e pela vivência da fraternidade”.
O texto fala do convite à construção de comunidades-casas – as comunidades eclesiais missionárias – que são enviadas a enfrentar “todo tipo de exclusão” e a promover ações concretas de solidariedade e de inclusão. “Essa comunidade é chamada a atuar no mundo como comunidade em saída rumo às periferias humanas e existenciais”.
Seja nestas comunidades ou num grupo específico de reflexão ou animação da Campanha da Fraternidade, alguns passos podem ser dados para esta articulação:
01 – Aprofundar o tema com a equipe
O primeiro passo é estudar o tema. As equipes podem aproveitar os vários materiais impressos e os encontrados aqui no Portal Kairós, com todo o aprofundamento da temática da Campanha da Fraternidade e as propostas de celebrações, retiros, círculos bíblicos. O texto-base é o principal material da Campanha. Nele estão elencados: a fundamentação bíblica do tema, as referências nos documentos da Igreja, o resgate da atuação da Igreja no Brasil na temática e as sugestões de iniciativas práticas a partir da CF.
Várias dioceses e regionais em todo o Brasil realizam, desde o ano passado, seminários para estudo do texto-base, oportunidade de maior articulação entre os diversos agentes de pastoral para a montagem de uma equipe de campanhas.
02 – Apresentar os materiais
A equipe de campanhas e as comunidades eclesiais missionárias, ao levarem a proposta da Campanha da Fraternidade para o seu local (bairro, comunidade, aldeia, condomínio, empresa, associação, etc), além de favorecerem o conhecimento acerca dos objetivos e iniciativas, também apresentam os materiais disponíveis para a vivência da CF nestes locais.
O Portal kairós é o mais completo local para encontrar materiais extras e subsídios gratuitos para a CF 2020.
03 – Conhecer ações práticas propostas no texto-base
Agir como o bom samaritano, que viu, sentiu compaixão e cuidou, é a principal motivação da Campanha da Fraternidade 2020. Neste sentido, o texto-base, em sua terceira parte, “Cuidou dele”, indica uma série de iniciativas que podem inspirar a ação das comunidades eclesiais missionárias em vista do cuidado com o próximo. Essas indicações, tomadas da exortação apostólica Evangelii Gaudium, estão no texto-base a partir dos verbos “Primeirar” – ter iniciativa; “Envolver” – intercâmbio de cuidado; “Acompanhar” – iniciar processos fundamentados no Evangelho; “Frutificar”; e “Festejar”– com momentos de confraternização.
Ainda são indicados outros quatro verbos inspirados na relação com os migrantes proposta pelo Papa Francisco: acolher, proteger, promover e integrar.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/02/paroquia-menino-jesus-de-praga-cf-2020.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-02-13 23:45:192020-11-13 21:39:35Planejando e organizando as equipes para a CF 2020
A Quaresma é um tempo litúrgico no qual a Igreja faz um convite mais intenso à conversão. No Brasil, esse período é marcado pela Campanha da Fraternidade (CF), iniciativa proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que auxilia na busca de transformação e santificação por meio de uma realidade que se apresenta para ser refletida, meditada e rezada. Para além dessas atitudes, são várias as ações práticas que podem ser realizadas a fim de fazer com que a conversão gere transformação. Em 2020, a proposta é de cuidado e compromisso com o dom da vida. A CF refletirá, neste ano, sobre o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).
A inspiração para essa campanha, modelo motivador para o caminho de conversão quaresmal, é a imagem do Bom Samaritano, apresentado por Jesus no trecho do Evangelho de Lucas ao qual o lema da CF 2020 remete.
“O que fez o Bom samaritano interromper a rotina dele? Foi essa capacidade de parar, e essa pausa lança um olhar diferenciado para quem está à beira do caminho. Ele vê, não se contém e é a compaixão que faz com que ele se aproxime sem fazer julgamento, sem preconceito, porque a vida que grita por sobrevivência, é a vida que está ameaçada”, explica o secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista.
A perspectiva do cuidado perpassa as três formas indicadas por padre Patriky (foto abaixo) para viver-se a Campanha da Fraternidade 2020: conversão pessoal, renovação na família e ações em comunidade.
No horizonte da conversão pessoal, o convite é à reflexão: “O que me faz parar? O que me tem feito parar? O que é capaz de interromper a minha rotina? O que desperta o meu coração, a minha vida para cuidar daquilo que está à beira do caminho?”, sugere padre Patriky. O Bom Samaritano auxilia o caído à beira da estrada nos primeiros socorros e também oferece a montaria e conduz à hospedaria. “A Igreja é samaritana, a vida é essencialmente samaritana, por isso que o sentido da vida, diante da depressão, desse cenário todo em que a gente está vivendo, é a capacidade de cuidar”, ressalta o secretário executivo de Campanhas da CNBB.
Quem teve a capacidade de ser presença samaritana na realidade brasileira foi Santa Dulce dos Pobres: “As lágrimas enchiam meus olhos… O meu coração estava invadido pela dor em ver tanta miséria ao meu redor”, escreveu certa vez. A Santa foi marcante no atendimento das necessidades urgentes dos mais pobres de Salvador (BA) e sua obra de assistência à saúde é referência no Brasil inteiro. “Irmã Dulce é um grande símbolo para todos nós de como a gente deve ajudar, colocar-se no lugar do outro, ver a necessidade e sentir como se fossemos nós”, ressalta Maria Rita Pontes, sobrinha de Santa Dulce dos Pobres e presidente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).
Quando o olhar se volta para a família, o chamado é à renovação nas ações de cuidado. A primeira indicação no Texto-Base da CF 2020 é “reafirmar o valor da família e motivar, organizar, ainda mais, a Pastoral Familiar em todos os lugares e ambientes como resposta a esse desafio de tornar nossos lares, nossas casas comunidades de fé, de ternura e de cuidado para com a vida”.
Lugar de promoção e construção da cultura da vida, a família é o primeiro ambiente onde se acolhe a vida nascente e, também por isso, é alvo de “múltiplos ataques”. Em São José dos Campos (SP), a Associação Guadalupe atua com gestantes em situação de vulnerabilidade social e com atendimento e aconselhamento de mulheres que apresentam algum risco de interromper a gravidez.
“Essa obra nasceu com o objetivo de salvar as crianças do abortamento. Hoje, muitas jovens procuram interromper a gravidez por falta de apoio, de cuidado, de amparo e nós decidimos fundar uma obra em que pudéssemos amparar essas jovens”, conta a presidente e fundadora da associação, Mariângela Consoli de Oliveira.
Contabilizando mais de 4,5 mil crianças salvas do aborto em cinco anos, a Associação Guadalupe oferece assistência médica, psicológica, espiritual e jurídica às gestantes, que podem também contar com auxílio na geração de renda e em oportunidades de trabalho.
“Muitas dessas meninas que nos procuram estão completamente afastadas das famílias, completamente desestruturadas. O que me levou realmente a fundar a Associação Guadalupe foi enxergar naquela gestante o desespero de não ter um lar”, conta Mariângela.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/02/samaritano-hoje-em-dia.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-02-13 13:35:152020-02-13 13:36:40Agir como o Bom Samaritano, é possível hoje em dia?
Quando se fala sobre o uso de agrotóxicos no Brasil, logo vem à mente a imagem de veneno, de algo que faz mal, que prejudica a saúde. Isto não é verdade: se trata de um longo histórico da utilização do discurso para sedimentar uma imagem negativa de produtos que são amplamente utilizados na lavoura com a finalidade de proteger a plantação de pragas.
Então, eles de fato são nocivos, mas somente para aqueles grupos para os quais foram designados a ser, ou seja, agrotóxicos matam as pragas que existem nas lavouras, mas são seguros para à saúde humana. Para um novo produto chegar ao mercado, faz-se necessário dezenas de testes e avaliações rigorosas de sua aplicação. Buscando encontrar tudo aquilo que ele pode vir a fazer mal, seja ao meio ambiente ou aos seres humanos e, com o aval do Ministério da Agricultura, da ANVISA e do IBAMA.
Somente são utilizados agrotóxicos que não representem riscos à saúde da população ou ao meio ambiente. É através desta simples premissa que começamos este artigo, onde você descobrirá que realmente, quando se fala sobre o uso de agrotóxicos no país, a verdadeira praga é a desinformação acerca deste assunto.
Quem tem medo dos agrotóxicos?
É bastante comum que as pessoas temam aquilo que elas não entendem. Não sabem exatamente para que serve um agrotóxico, mas acreditam numa publicação da rede social dizendo que ele pode fazer mal à saúde.
É compreensível que temam, já que todas as medidas devem realmente ser tomadas para se preservar a saúde da família.
No entanto, em tempos de fake news, é sempre importante lembrar de verificar cada informação, muito antes de dizer se é favorável ou contrário a determinado produto, a determinada legislação, ou mesmo, a um tema tão amplo como a utilização os defensivos agrícolas no Brasil. Para exemplificar, imagine aquele clássico filme da Sessão da Tarde, onde as crianças muito ouviram falar da bruxa que mora na vizinhança, mas ninguém jamais teve coragem de conversar com ela.
Simplesmente tem medo daquela senhora e, por ouvirem outros dizendo, também passam a chamá-la de bruxa, sem saber que, na verdade, ela apenas preparava uma sopa para a janta em seu caldeirão. E os ingredientes desta sopa? Com certeza eram verduras e legumes que, para que pudessem crescer, foi necessário utilizar muito do chamado “agrotóxico” que, daqui para frente, chamaremos de “defensivos agrícolas”, visando dar o devido nome a estes produtos.
Mas então, quem tem medo dos defensivos agrícolas? Por que insistem em dizer que fazem mal à saúde?
Isto se trata de uma má compreensão da realidade por certos grupos sociais. Não existe produção agrícola em larga escala sem a utilização de agrotóxicos, sem que o agricultor possa defender a sua plantação dos mais variados tipos de pragas. E é assim que, por mais que existam opiniões divergentes a respeito do uso de agrotóxico no Brasil, todos concordam que ele é de suma importância para fazer com que se chegue a comida à mesa dos brasileiros.
Agrotóxicos e Fake News
Por tratar-se de um tema tão polêmico socialmente e amplamente estudado a nível acadêmico e técnico, os defensivos agrícolas geram muitas discussões em redes sociais, sendo que todos parecem sentir uma necessidade de se posicionar frente ao assunto.
Isto é natural e muito bom, afinal, faz parte do Estado Democrático de Direito. Porém, muitos grupos contrários aos agrotóxicos no Brasil acabam se utilizando de uma série de notícias falsas para perpetuarem os seus pontos de vista.
Geralmente em tom alarmante, do tipo “o veneno em sua mesa”, “alerta contra a sua família”, estes grupos tendem a se basear em apenas trechos de informações verdadeiras para, colocando ao seu ponto de vista, distorcerem a notícia de tal modo a demonizar a utilização de agrotóxicos no país. A seguir, separamos apenas três das muitas histórias que são compartilhadas diariamente que envolvem notícias falsas sobre a utilização de agrotóxicos no país.
https://portalkairos.org/wp-content/uploads/2020/02/agricultura-brasil-cf-2020.png500750Portal kairóshttps://portalkairos.org/wp-content/uploads/2019/09/portalkairos-site.pngPortal kairós2020-02-13 12:48:462025-12-07 17:18:17Católico sempre informado: a pior praga no campo é a desinformação
Resumão do texto-base da Campanha da Fraternidade 2020
O Bom Samaritano como modelo de Ação Evangelizadora comprometida com o cuidado
CONTEXTUALIZANDO
A Campanha da Fraternidade 2020, que tem como tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, foi buscar na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10), o modelo de relação e encontro que deve nortear a Missão da Igreja e, consequentemente, da Província. Os três verbos que aparecem no versículo que serve de lema – Ver, sentir compaixão e cuidar – remetem ao consagrado método adotado na caminhada eclesial de modo muito frequente a partir do Pós-Concílio Vaticano II. No exemplo pedagógico que apresenta, Jesus deixa bem claro qual é o ponto de partida da proposta de discipulado que Ele vem apresentar: de que maneira o Amor a Deus e ao próximo transforma concretamente as pessoas, as relações e o mundo.
VIU (1)
Mais do que um ato fisiológico de percepção da luz, das imagens e das cores, olhar é uma postura que se assume diante dos apelos e estímulos que nascem da realidade. O olhar, assim como as outras habilidades humanas, também pode ser treinado, dirigido e orientado de acordo com uma série de interesses, prioridades e valores. Na parábola do Bom Samaritano, podem ser identificados três tipos de olhar:
1) O olhar dos assaltantes – Viram naquele homem que passava uma oportunidade de obter benefício imediato sem grande empenho. Bastava usar um pouco da força física e da vantagem numérica para subtrair da vítima tudo o que ela possuía e que atendesse a seus interesses. Não tinham a menor preocupação em saber quem era aquele que passava nem estavam preocupados com sua vida de maneira que o deixaram ferido, espoliado e quase morto à beira do caminho. Trata-se do olhar do egoísmo, da exploração, do ódio, totalmente alheio aos princípios da ética, da empatia e da compaixão. É um olhar que mata, fere e que rouba a dignidade das pessoas. Este tipo de olhar está no germe da corrupção, da violência, do autoritarismo, da devastação da natureza, das grandes guerras, das gritantes desigualdades sociais e demais mazelas que assolam o Brasil e o mundo.
2) O olhar do levita e do sacerdote – É o olhar da indiferença, da inversão dos valores da incompreensão do que é prioritário. É a postura de quem “dá de ombros” diante de situações urgentes, em que a vida encontra-se frontalmente ameaçada. É a postura cantada pelo Padre Zezinho na célebre canção: “Seu nome é Jesus Cristo e passa fome e grita pela boca dos famintos. E a gente quando vê passa adiante, às vezes pra chegar depressa à igreja”. Nasce do individualismo, da sede crescente pelo consumo, da cultura do descartável, opções de vida que vêm sendo profundamente criticadas pelo Papa Francisco em seus discursos, entrevistas e nos documentos papais.
3) O olhar do samaritano – É o olhar solidário, do serviço e do comprometimento. Na cena em que os assaltantes enxergaram uma oportunidade de lucro fácil, o levita e o sacerdote viram um possível “estorvo” a seus programas préestabelecidos, o samaritano viu um irmão que necessitava de um cuidado urgente e imediato. Assim como os personagens anteriores, o samaritano não esteve interessado, num primeiro momento, em saber quem era aquele que jazia quase morto. Não era importante naquele momento. O prioritário era socorrê-lo e garantir-lhe a sobrevivência. Ali encontrou uma oportunidade única e inédita de amar. É o olhar da disponibilidade, da doação gratuita e da identificação com o outro, especialmente com suas lutas e dores. É o modo de olhar adotado por Jesus (cf. p.ex. Mt 9,36) e que Ele convida seus discípulos a também assumir.
Lançado o vídeo da CF 2020 para as comunidades
SENTIU COMPAIXÃO
Leia mais
Encontro catequético sobre a Campanha da Fraternidade 2020
Objetivo
Compreender a importância do amor ao próximo e que em Cristo, com Cristo somos todos irmãos.
Material
Caixa de som, fósforo ou isqueiro, fita crepe, folha A4, E.V.A, cola, tesoura, lápis de cor.
Ambiente
Apresentamos a Campanha da Fraternidade 2020
Altar com a imagem ou quadro da Santa Dulce dos pobres, um crucifixo, uma vela acesa, cartaz da campanha da fraternidade 2020. Colar ao fundo do altar figuras de olhos ou rostos, corações e mãos.
Local
Sala de catequese
Desenvolvimento
1º – Momento – Acolher os catequizandos ao som do hino da Campanha da Fraternidade;
2º – Momento – Momento orante: Fazer a oração da campanha da fraternidade 2020, o catequista fala e os catequizandos repetem. Depois leia para os catequizandos Mt 5, 38-48 e mostre para todos a importância do AMOR AO PRÓXIMO, até mesmo com os inimigos, pois hoje muitos julgam, mas amanhã quem julgou pode precisar daquele que foi julgado.
3º – Momento – O catequista convida os catequizandos a olhar para o altar e pergunta:
a) Hoje iremos refletir sobre o tema e o lema da campanha da fraternidade 2020. No altar tem escrito o tema e o lema da campanha, quem gostaria de ler em voz alta para todos?
b) Atrás do altar tem alguns símbolos. Quais são?
c) Qual ligação os símbolos tem com o lema da campanha da fraternidade? Observação: Se os catequizandos tiverem dificuldade, informe-os que os olhos ou rostos representam a palavra VIU. Os corações representam as palavras SENTIU COMPAIXÃO. As mãos representam as palavras CUIDOU DELE.
d) O que é COMPAIXÃO?
e) Na sociedade quais problemas devemos perceber (VER), SENTIR COMPAIXÃO e CUIDAR para amenizar a situação? Como podemos CUIDAR?
O bom Samaritano: tema da Campanha da Fraternidade 2020
4º – Momento – Contar a história de Santa Dulce dos pobres e depois explicar porque ela é conhecida como a intercessora dos pobres e mais necessitados. Perguntar os catequizandos quais exemplos ela nos ensina. Em seguida, montar um porta-retrato de EVA e colocar nele o desenho de Santa Dulce dos pobres que os próprios catequizandos vão colorir.
5º – Momento – Perguntar os catequizandos quais famílias, instituições, pessoas, entre outros, que eles conhecem e carecem de doações. Juntos escolham uma (ou todas) e façam uma campanha de arrecadação de doações. (Se possível)
Ação
Durante a semana pedir doações para seus amigos, vizinhos, parentes e comerciantes. Para no próximo encontro ir à entidade escolhida fazer a entrega. Lembre-se que não é só chegar e entregar e sim apresentar o tema da campanha da fraternidade 2020, realizar um momento orante com a palavra de Deus e evangelizar. (Se possível)
Momento final
Fazer juntos a oração de Santa Dulce dos Pobres.
Materiais do Encontro catequético sobre a Campanha da fraternidade 2020
Olhos – Rostos
Corações
Mãos
Mais materiais para atividades nas escolas e na catequese
Materiais do Encontro catequético CF 2020:
Oração da Campanha da Fraternidade 2020
Oração à Santa Dulce
Hino da CF 2020
Cartões do Encontro catequético CF 2020:
Na Área Especial
Cartões do Encontro catequético CF 2020 em alto resolução para imprimir:
Textos do Encontro catequético CF 2020 em word / pdf:
Cartaz oficial CF 2020
A História de Santa Dulce dos Pobres
Catequese com Crianças / Portal Kairós
Planejando e organizando as equipes para a CF 2020
Além de um compromisso pessoal, o cuidado com a vida é uma tarefa a ser cumprida comunitariamente. A proposta de conversão quaresmal da Campanha da Fraternidade 2020 (CF-2020), cujo tema é “Fraternidade e Vida: dom e compromisso”, pode ser colocada em prática a partir da articulação de uma equipe de animação na comunidade, paróquia, diocese ou regional.
O objetivo geral da CF 2020 é conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, a família, na comunidade, na sociedade e no planeta, nossa Casa Comum.
Para promover estas relações de mútuo cuidado, o texto-base da Campanha da Fraternidade 2020 resgata das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) o termo “comunidade-casa” e indica que este deve ser “o lugar do afeto, da ternura e do abraço, do encontro fraterno em torno da Palavra e da Eucaristia que geram vida”. Também indica que “a comunidade gera vida pela proclamação da Palavra e pela vivência da fraternidade”.
O texto fala do convite à construção de comunidades-casas – as comunidades eclesiais missionárias – que são enviadas a enfrentar “todo tipo de exclusão” e a promover ações concretas de solidariedade e de inclusão. “Essa comunidade é chamada a atuar no mundo como comunidade em saída rumo às periferias humanas e existenciais”.
Seja nestas comunidades ou num grupo específico de reflexão ou animação da Campanha da Fraternidade, alguns passos podem ser dados para esta articulação:
01 – Aprofundar o tema com a equipe
O primeiro passo é estudar o tema. As equipes podem aproveitar os vários materiais impressos e os encontrados aqui no Portal Kairós, com todo o aprofundamento da temática da Campanha da Fraternidade e as propostas de celebrações, retiros, círculos bíblicos. O texto-base é o principal material da Campanha. Nele estão elencados: a fundamentação bíblica do tema, as referências nos documentos da Igreja, o resgate da atuação da Igreja no Brasil na temática e as sugestões de iniciativas práticas a partir da CF.
Várias dioceses e regionais em todo o Brasil realizam, desde o ano passado, seminários para estudo do texto-base, oportunidade de maior articulação entre os diversos agentes de pastoral para a montagem de uma equipe de campanhas.
02 – Apresentar os materiais
A equipe de campanhas e as comunidades eclesiais missionárias, ao levarem a proposta da Campanha da Fraternidade para o seu local (bairro, comunidade, aldeia, condomínio, empresa, associação, etc), além de favorecerem o conhecimento acerca dos objetivos e iniciativas, também apresentam os materiais disponíveis para a vivência da CF nestes locais.
O Portal kairós é o mais completo local para encontrar materiais extras e subsídios gratuitos para a CF 2020.
03 – Conhecer ações práticas propostas no texto-base
Agir como o bom samaritano, que viu, sentiu compaixão e cuidou, é a principal motivação da Campanha da Fraternidade 2020. Neste sentido, o texto-base, em sua terceira parte, “Cuidou dele”, indica uma série de iniciativas que podem inspirar a ação das comunidades eclesiais missionárias em vista do cuidado com o próximo. Essas indicações, tomadas da exortação apostólica Evangelii Gaudium, estão no texto-base a partir dos verbos “Primeirar” – ter iniciativa; “Envolver” – intercâmbio de cuidado; “Acompanhar” – iniciar processos fundamentados no Evangelho; “Frutificar”; e “Festejar” – com momentos de confraternização.
Ainda são indicados outros quatro verbos inspirados na relação com os migrantes proposta pelo Papa Francisco: acolher, proteger, promover e integrar.
Leia mais
Agir como o Bom Samaritano, é possível hoje em dia?
A Quaresma é um tempo litúrgico no qual a Igreja faz um convite mais intenso à conversão. No Brasil, esse período é marcado pela Campanha da Fraternidade (CF), iniciativa proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que auxilia na busca de transformação e santificação por meio de uma realidade que se apresenta para ser refletida, meditada e rezada. Para além dessas atitudes, são várias as ações práticas que podem ser realizadas a fim de fazer com que a conversão gere transformação. Em 2020, a proposta é de cuidado e compromisso com o dom da vida. A CF refletirá, neste ano, sobre o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).
A inspiração para essa campanha, modelo motivador para o caminho de conversão quaresmal, é a imagem do Bom Samaritano, apresentado por Jesus no trecho do Evangelho de Lucas ao qual o lema da CF 2020 remete.
“O que fez o Bom samaritano interromper a rotina dele? Foi essa capacidade de parar, e essa pausa lança um olhar diferenciado para quem está à beira do caminho. Ele vê, não se contém e é a compaixão que faz com que ele se aproxime sem fazer julgamento, sem preconceito, porque a vida que grita por sobrevivência, é a vida que está ameaçada”, explica o secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista.
A perspectiva do cuidado perpassa as três formas indicadas por padre Patriky (foto abaixo) para viver-se a Campanha da Fraternidade 2020: conversão pessoal, renovação na família e ações em comunidade.
No horizonte da conversão pessoal, o convite é à reflexão: “O que me faz parar? O que me tem feito parar? O que é capaz de interromper a minha rotina? O que desperta o meu coração, a minha vida para cuidar daquilo que está à beira do caminho?”, sugere padre Patriky. O Bom Samaritano auxilia o caído à beira da estrada nos primeiros socorros e também oferece a montaria e conduz à hospedaria. “A Igreja é samaritana, a vida é essencialmente samaritana, por isso que o sentido da vida, diante da depressão, desse cenário todo em que a gente está vivendo, é a capacidade de cuidar”, ressalta o secretário executivo de Campanhas da CNBB.
Quem teve a capacidade de ser presença samaritana na realidade brasileira foi Santa Dulce dos Pobres: “As lágrimas enchiam meus olhos… O meu coração estava invadido pela dor em ver tanta miséria ao meu redor”, escreveu certa vez. A Santa foi marcante no atendimento das necessidades urgentes dos mais pobres de Salvador (BA) e sua obra de assistência à saúde é referência no Brasil inteiro. “Irmã Dulce é um grande símbolo para todos nós de como a gente deve ajudar, colocar-se no lugar do outro, ver a necessidade e sentir como se fossemos nós”, ressalta Maria Rita Pontes, sobrinha de Santa Dulce dos Pobres e presidente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).
Quando o olhar se volta para a família, o chamado é à renovação nas ações de cuidado. A primeira indicação no Texto-Base da CF 2020 é “reafirmar o valor da família e motivar, organizar, ainda mais, a Pastoral Familiar em todos os lugares e ambientes como resposta a esse desafio de tornar nossos lares, nossas casas comunidades de fé, de ternura e de cuidado para com a vida”.
Lugar de promoção e construção da cultura da vida, a família é o primeiro ambiente onde se acolhe a vida nascente e, também por isso, é alvo de “múltiplos ataques”. Em São José dos Campos (SP), a Associação Guadalupe atua com gestantes em situação de vulnerabilidade social e com atendimento e aconselhamento de mulheres que apresentam algum risco de interromper a gravidez.
“Essa obra nasceu com o objetivo de salvar as crianças do abortamento. Hoje, muitas jovens procuram interromper a gravidez por falta de apoio, de cuidado, de amparo e nós decidimos fundar uma obra em que pudéssemos amparar essas jovens”, conta a presidente e fundadora da associação, Mariângela Consoli de Oliveira.
Contabilizando mais de 4,5 mil crianças salvas do aborto em cinco anos, a Associação Guadalupe oferece assistência médica, psicológica, espiritual e jurídica às gestantes, que podem também contar com auxílio na geração de renda e em oportunidades de trabalho.
“Muitas dessas meninas que nos procuram estão completamente afastadas das famílias, completamente desestruturadas. O que me levou realmente a fundar a Associação Guadalupe foi enxergar naquela gestante o desespero de não ter um lar”, conta Mariângela.
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Católico sempre informado: a pior praga no campo é a desinformação
A pior praga é a desinformação
Quando se fala sobre o uso de agrotóxicos no Brasil, logo vem à mente a imagem de veneno, de algo que faz mal, que prejudica a saúde. Isto não é verdade: se trata de um longo histórico da utilização do discurso para sedimentar uma imagem negativa de produtos que são amplamente utilizados na lavoura com a finalidade de proteger a plantação de pragas.
Então, eles de fato são nocivos, mas somente para aqueles grupos para os quais foram designados a ser, ou seja, agrotóxicos matam as pragas que existem nas lavouras, mas são seguros para à saúde humana. Para um novo produto chegar ao mercado, faz-se necessário dezenas de testes e avaliações rigorosas de sua aplicação. Buscando encontrar tudo aquilo que ele pode vir a fazer mal, seja ao meio ambiente ou aos seres humanos e, com o aval do Ministério da Agricultura, da ANVISA e do IBAMA.
Somente são utilizados agrotóxicos que não representem riscos à saúde da população ou ao meio ambiente. É através desta simples premissa que começamos este artigo, onde você descobrirá que realmente, quando se fala sobre o uso de agrotóxicos no país, a verdadeira praga é a desinformação acerca deste assunto.
Quem tem medo dos agrotóxicos?
É bastante comum que as pessoas temam aquilo que elas não entendem. Não sabem exatamente para que serve um agrotóxico, mas acreditam numa publicação da rede social dizendo que ele pode fazer mal à saúde.
É compreensível que temam, já que todas as medidas devem realmente ser tomadas para se preservar a saúde da família.
No entanto, em tempos de fake news, é sempre importante lembrar de verificar cada informação, muito antes de dizer se é favorável ou contrário a determinado produto, a determinada legislação, ou mesmo, a um tema tão amplo como a utilização os defensivos agrícolas no Brasil. Para exemplificar, imagine aquele clássico filme da Sessão da Tarde, onde as crianças muito ouviram falar da bruxa que mora na vizinhança, mas ninguém jamais teve coragem de conversar com ela.
Simplesmente tem medo daquela senhora e, por ouvirem outros dizendo, também passam a chamá-la de bruxa, sem saber que, na verdade, ela apenas preparava uma sopa para a janta em seu caldeirão. E os ingredientes desta sopa? Com certeza eram verduras e legumes que, para que pudessem crescer, foi necessário utilizar muito do chamado “agrotóxico” que, daqui para frente, chamaremos de “defensivos agrícolas”, visando dar o devido nome a estes produtos.
Mas então, quem tem medo dos defensivos agrícolas? Por que insistem em dizer que fazem mal à saúde?
Isto se trata de uma má compreensão da realidade por certos grupos sociais. Não existe produção agrícola em larga escala sem a utilização de agrotóxicos, sem que o agricultor possa defender a sua plantação dos mais variados tipos de pragas. E é assim que, por mais que existam opiniões divergentes a respeito do uso de agrotóxico no Brasil, todos concordam que ele é de suma importância para fazer com que se chegue a comida à mesa dos brasileiros.
Agrotóxicos e Fake News
Por tratar-se de um tema tão polêmico socialmente e amplamente estudado a nível acadêmico e técnico, os defensivos agrícolas geram muitas discussões em redes sociais, sendo que todos parecem sentir uma necessidade de se posicionar frente ao assunto.
Isto é natural e muito bom, afinal, faz parte do Estado Democrático de Direito. Porém, muitos grupos contrários aos agrotóxicos no Brasil acabam se utilizando de uma série de notícias falsas para perpetuarem os seus pontos de vista.
Geralmente em tom alarmante, do tipo “o veneno em sua mesa”, “alerta contra a sua família”, estes grupos tendem a se basear em apenas trechos de informações verdadeiras para, colocando ao seu ponto de vista, distorcerem a notícia de tal modo a demonizar a utilização de agrotóxicos no país. A seguir, separamos apenas três das muitas histórias que são compartilhadas diariamente que envolvem notícias falsas sobre a utilização de agrotóxicos no país.
Os alimentos estão envenenados pelos agrotóxicos
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