Liturgia católica – Anos A, B e C

Liturgia

Dezembro 2019 a Novembro de 2020 – Liturgia católica: ANO A

A Festa de Aparecida

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Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida é um título católico dedicado a Maria, mãe de Jesus de Nazaré. Ela é a Padroeira dos Católicos do Brasil, e celebramos sua festa no dia 12 de outubro de cada ano. Em 1717, três pecadores, moradores nas margens do rio Paraíba do Município de Guaratinguetá, desanimados por não terem apanhado peixe algum, depois de várias horas de trabalho, resolveram mais uma vez lançar a rede. Retiraram das águas o corpo de uma imagem sem cabeça e, num segundo arremesso, encontraram também a cabeça. Limparam a imagem de terra cozida e verificaram que se tratava duma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura. Construiu-se, em 1745, uma capela para a imagem no morro dos coqueiros, o mais vistoso e alto que margeiam o Rio Paraíba e, aí celebraram a primeira missa.

Aquela capela foi reformada várias vezes e substituída em 1888 por outra capela maior e mais artística. O bispo diocesano convidou os padres redentoristas em 1894 para cuidar do santuário. Em 1908 o papa elevou o santuário à dignidade de basílica menor. Em 1930 o papa Pio Xl a pedido dos bispos do Brasil proclamou N.S. Aparecida Padroeira do Brasil. Com o crescer contínuo das romarias a Basílica se tornara demasiadamente pequeno, por isso, em 1950 começou a construção de um novo e mais espaçoso templo mariano. A construção durou mais de vinte e cinco anos e, finalmente foi solenemente consagrado na histórica visita do papa São João Paulo ll ao Brasil em 1980. No mesmo ano, o então Presidente da República do Brasil, João Batista de Figueiredo, promulgou a Lei No. 6.802, de 30 de junho de 1980, declarando o dia 12 de outubro como feriado nacional público e oficial a Nossa Senhora Aparecida. Em 2007 o papa Bento XVl visitou a Basílica para abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. No dia 24 de junho de 2013, o Papa Francisco visitou e celebrou a Santa Missa na Basílica Nacional de Aparecida. Papa Francisco, como seu predecessor, ficou encantado pela beleza da Basílica e da fé dos peregrinos. Ele prometeu voltar novamente em 2017 para o trigésimo aniversário da retirada da imagem do Rio Paraíba.  O imponente santuário tem mais de 18.000 metros quadrados de área coberta e capacidade para 32.000 pessoas. Mais recentemente foi construído o Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida para a realização de Congressos, encontros shows, teatros, apresentações musicais e, obviamente, para as atividades das grandes romarias. O total da área construída é 15.289,96 m2 com capacidade para 8.600 pessoas. No ano 2013, aproximadamente treze milhões de romeiros visitaram a Brasílica que é a maior basílica mariana no mundo.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

Nossa Senhora Aparecida

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Maria, a mãe de Deus, o qual se fez homem em Jesus para nos salvar, é chamada por nós com muito carinho de Nossa Senhora. E ela, de fato é Nossa Senhora, não porque os poderosos deste mundo a fizeram poderosa, mas porque foi escolhida por Deus para uma missão especialíssima, ser a mãe do Salvador. Entretanto, mesmo tendo missão tão importante para realizar, a mãe de Jesus se destacou por duas atitudes importantes para todo ser humano, sobretudo para os cristãos: a humildade o serviço.

O primeiro gesto de humildade e serviço que prestou foi dizer ao mensageiro de Deus: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim como você me disse” (Lc 1,38). Para expressar o grande desejo de Maria de servir e a sua humildade, o evangelista Lucas narra também como, logo depois de receber a notícia do anjo, ela foi servir sua prima Isabel, grávida já havia seis meses. A beleza desse encontro e do serviço prestado por Maria é coroada com o cântico chamado “Magnificat”, no qual a mãe de Jesus louva a Deus que não se esquece dos humilhados e fez grandes maravilhas em sua vida. Nesse mesmo cântico aprendemos que devemos chamá-la “bem-aventurada”, feliz, agraciada.

Viva a Mãe de Deus e nossa!

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São Francisco de Assis

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Santo do dia

Com apenas 44 anos de idade, a 3 de outubro de 1226, morria no chão nu da Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, proximidades de Assis, o autêntico arauto da perfeição evangélica, são Francisco. Com a idade de 24 anos, tinha se despojado de tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade. Nascido numa cidade de comércio, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Aos vinte anos, quis alistar-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo.

Voltando a Assis, dedicou-se ao serviço dos doentes e pobres e num dia do outono de 1205, enquanto meditava extasiado na igrejinha de São Damião, pareceu-lhe ter ouvido uma voz saída do crucifixo: “Vá escorar a minha Igreja, que está desabando”. Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Na primeira etapa vemos Francisco em hábito de eremita, vivendo solitário e errante, até que uma frase luminosa do Evangelho impeliu-o à pregação e à constituição do primeiro núcleo da Ordem dos Frades Menores, cuja regra foi aprovada pelo papa Inocêncio III.

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A Novena e Festa da Padroeira de 2014

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Consagração a Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Ó Maria Santíssima, que em vossa Imagem milagrosa de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos servos, mas desejando participar dos benefícios da vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.
Consagro-vos a língua, para que sempre vos louve e propague a vossa devoção. Consagro-vos o coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número dos vossos servos. Acolhei-nos debaixo da vossa proteção. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora da nossa morte. Abençoai-nos, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possamos louvar-vos, amar-vos e render-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!

Já nos preparando para o grande Jubileu de 2017, comemorativo dos 300 anos do Encontro da Imagem da Mãe Aparecida no Rio Paraíba, meditávamos os mistérios gozosos do terço na Novena de 2012. Em 2013, os luminosos. Neste ano, queremos dedicar-nos aos dolorosos: “Com a Mãe Aparecida, ser solidário na dor!” Com Ela, reviver e morte de Jesus, iluminação para nossa própria vida!

Mãe Aparecida, fostes a grande presença materna – uma nova réstia de luz – na dor inclusive mortal de vosso Filho-Luz! Hoje somos vossos filhos e filhas . Sede hoje essa mesma luz sempre “de pé” aos pés de nossa dor, de nossa morte! Mas, principalmente, ensinai-nos a nos deixar iluminar – nessas circunstâncias doridas – pela Luz que é vossa e de todos nós, que é vosso Filho e nosso Irmão e Salvador, Jesus!

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  1. Com a Mãe Aparecida, somos solidários na dor Novena e Festa Padroeira do Brasil

Palavra oficial do Papa