Abertura do Ano C: São Lucas Evangelista 2021/2022

São Lucas Evangelista 2021/2022

São Lucas Evangelista 2021/2022

Instruções para a liturgia

– Coroa de Advento: feita com ramos verdes, geralmente, é envolvida por uma fita vermelha e nela quatro velas são fixadas. Ela simboliza e comunica que, naquela igreja, casa, naquele escritório ou em qualquer espaço em que ela esteja, vivem pessoas que se preparam com alegria para celebrar a vinda de Deus ao mundo, o Natal.

– O círculo da coroa: simboliza a nova aliança de Deus com a humanidade, celebrada no sacramento da Santa Ceia. O círculo da coroa pode ser relacionado à coroa de espinhos, colocada na cabeça de Jesus; a nova aliança foi feita pelo Jesus negado e rejeitado, com humildade e doação.

– Os ramos verdes: mesmo cortados, permanecem verdes por semanas: comunicam a esperança, que leva à perseverança, a uma entrega total da vida a Deus.

– A fita vermelha: a cor vermelha, na tradição litúrgica, está ligada à cor do fogo e do sangue. Simboliza a cor da vida, do amor e, ao mesmo tempo, o derramamento do sangue, o sacrifício. A nova aliança de Deus com a humanidade foi feita com amor, doação, sacrifício e trouxe a vida plena e eterna.

– As quatro velas: é acesa uma vela para cada domingo que antecede ao dia 25 de dezembro. Alguns registros históricos contam que a coroa de advento surgiu em uma instituição que abrigava crianças pobres. Inicialmente, ela continha entre 22 a 28 velas, uma para cada dia do tempo de advento. Devido aos custos, diminuiu-se o número de velas.

Cada vela da coroa, feita para iluminar a vigília do advento, simboliza a preparação para vinda de Jesus Cristo, luz do mundo, e também comunica a alegria da vida, que procede de Deus e vai além dos limites que a vida, no mundo, impõe. Suas cores são apenas uma convenção, pois todas podem ser de uma única cor. O importante é o sentido, o significado da LUZ.

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Reflexão e sugestão para a Missa do 33° Domingo do Tempo Comum 2021 do Ano B

Para o dia: 14/11/2021 – Novembro

Missa do 33° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Dn 12,1-3; SI 15; Hb 10,11-14.18; Mc 13,24-32

33° Domingo do Tempo Comum 2021

Viena, Áustria – 9 de janeiro de 2012: Detalhe de uma representação pintada da ressurreição de Jesus Cristo, parte do afresco do século XVIII no interior da cúpula principal da Karlskirche (Igreja de São Carlos) em Viena. O afresco foi pintado por Johann Michael Rottmayr e Gaetano Fanti.

Estamos acabando mais um Ano Litúrgico B. As leituras de hoje apontam para um futuro de esperanças, em que as forças do mal serão definitivamente derrotadas e a Luz de Deus triunfará. Na primeira leitura, tirada do livro apocalíptico de Daniel, a força de Deus, simbolizada no arcanjo Miguel, protegerá o povo das angústias e das dificuldades. O povo será salvo, e os justos, os que souberam perseverar na vivência dos mandamentos, serão como estrelas brilhantes no firmamento do céu. O Salmo de meditação rejeita os reinos dos senhores da terra e agradece a Deus, que aponta o caminho da vida. Também Jesus, no Evangelho de hoje, segue essa mesma reflexão. Ele diz que, depois de um período de muita violência, triunfará o Filho do Homem, vindo sobre as nuvens do céu, de junto de Deus.

Como entender tanta violência? Até quando essas coisas deverão acontecer? Jesus manda observar a figueira. O que ele nos pede é atenção aos acontecimentos da história humana. Precisamos saber discernir os sinais dos tempos. Nossa missão é testemunhar nossa fé, sem desanimar diante das crises, que buscam roubar nossa esperança. Temos de descobrir, para além dos fatos graves e violentos, o verdadeiro
rosto de Deus, que se manifesta no próprio Jesus Ressuscitado. Jesus é o símbolo de todos os momentos da vida humana. Ele também sofreu muito. A violência caiu pesadamente sobre ele. Mas ele venceu a violência e a morte, ressuscitando pelo poder de Deus. Essa é nossa esperança. Como lembra a carta aos Hebreus, Jesus mesmo se ofereceu em sacrifício e, agora, por sua doação e coragem, está assentado à direita de Deus. Sua vitória é total. A Aliança chegou a sua plenitude.

Em 2016, o papa Francisco, fechando o Ano da Misericórdia, instituiu no 33º Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial do Pobre. Neste domingo, nossas comunidades devem refletir sobre a pobreza de Cristo. Para o Papa, “a pobreza está no cerne do Evangelho, e devemos tomar consciência de que não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta de nossas casas”. Lembrar os pobres, os migrantes, os enfermos, ensina o Papa, é a melhor maneira de nos prepararmos para a Festa de Cristo Rei 2021.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 33° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

– Antes da procissão de entrada: motivar a celebração com elementos que apontem para a qualidade de vida, principalmente, para um ambiente de fraternidade na comunidade.

– Preces dá comunidade: fazer uma “prece” por todos os que jogam fora sua vida e por todos que são impedidos de ter acesso a uma vida digna.

– Ação de graças: cantar algum cântico que fale de nossa vida com Deus, em um clima de festa no céu, preparada na terra.

– Antes da bênção final: convocar a Comunidade para pensar um gesto concreto que envolva todos em um Natal solidário.

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Solenidade de Todos os Santos e Santas 2021 do Ano B

07/11/2021 – Novembro

Solenidade de Todos os Santos e Santas 2021 – Ano B

Ap 7,2-4.9-14; SL 23; lJo 3,1-3; Mt 5,1-12a

Todos os Santos e Santas 2021

Ao nos fazer esse convite, que soa como um verdadeiro mandato, Jesus nos coloca diante do único e absoluto sentido para a vida humana: a santidade. Essa é a vontade de Deus quando cria a pessoa humana: “Façamos o Homem à nossa imagem e semelhança” (Gn 1,26). Ao descrever a beleza e a harmonia de tudo que brota das mãos criadoras de Deus, o autor sagrado, inspiradamente, descreve não um passado perdido, mas o futuro, isto é, aquilo que Deus deseja e sonha para a pessoa humana e para toda a Criação. Em outra passagem do Antigo Testamento, Deus reafirma sua vontade sobre a pessoa humana: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2). Por isso o apóstolo Paulo conclui acertadamente: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4,3).

E santidade é isto: tornar-se, todos os dias, sempre mais imagem e semelhança de Deus. Então, não resta dúvida alguma: ser santo é o único e absoluto sentido da vida humana, e devemos fazer desse objetivo o centro de todas as nossas atenções e todos os nossos esforços. A festa de Todos os Santos vem nos lembrar isto: somos todos chamados à santidade. Conforta-nos e nos enche de alegria e coragem a visão do apóstolo João, relatada na primeira leitura: “Eis que vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas e com palmas na mão”. Santos não são somente os “canonizados”, isto é, aqueles que a Igreja oficialmente reconheceu, aprovando seu culto e sua veneração. Além desses, alegra-nos saber que uma imensa multidão, que ninguém pode contar, vive a realidade definitiva na glória do Céu.

Você sabe realmente o que é Advento?

No meio dessa multidão, poderemos certamente ver pessoas queridas de nossa família e Comunidade, que foram fiéis no testemunho de sua fé, perseverantes na prática do bem, solidários no sofrimento do próximo, misericordiosos no amor e fraternos no serviço aos irmãos.
Vivendo assim, podemos ter a certeza de nos juntar um dia àquela multidão celeste para cantar a glória e a santidade de Deus: “Amém. O louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem a nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém” (Ap 7,12).

Sugestões litúrgicas para a Solenidade de Todos os Santos e Santas 2021 – Ano B

– Antes da procissão de entrada: lembrar nossos santos, mesmo que não formalmente canonizados, que muito próximos de nós deram sua vida aos outros. Pode-se dar algum exemplo da própria Comunidade local.

– Glória: destacar a beleza que deve ser o louvor na eternidade, lembrando ainda a celebração de finados e unindo-se a alguém que fez parte de nossa vida e que agora está lá vibrando com a beleza de Deus.

– Ação de graças: pode-se rezar, mesmo em uma fórmula mais resumida, a ladainha de todos os santos.

– Após a bênção final: cantar “Eu louvarei, eu louvarei…” ou “Hoje é tempo de louvar a Deus…”, ou algum salmo de louvor.

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Celebração de Todos os Fiéis Falecidos 2021 – Ano B

02/11/2021

Celebração de Todos os Fiéis Falecidos 2021 – Ano B

Jó 19,1.23-27a; SI 24; Fl 3,20-21; Mc 15,33-39;16,1-6

Fiéis Falecidos 2021

A Igreja celebra a esperança da vida, ao recordar todos os Fiéis Falecidos 2021, vivendo em comunhão com todos os que já se foram. Desde o século XI, ela celebra esse dia, iniciado no mosteiro Benedito de Cluny, na França. Fiquemos com a bela meditação de Leão Dehon: “O amor ultrapassa o temor e a esperança. O amor não destrói o temor nem a esperança, mas retira-lhes o que o amor-próprio lhe pode misturar de visões mercenárias. O amor não conhece habitualmente outro temor senão o temor filiar, isto é, o medo de desagradar a um Pai bem-amado. Sendo filho do amor, esse temor é de uma atenção e delicadeza totalmente diferentes do medo da justiça divina e de seus castigos.

Leva a evitar as mínimas faltas, as mais pequenas imperfeições voluntárias. Em vez de comprimir e de gelar o coração, alarga-o e aquece-o. Não causa nenhuma perturbação, nenhum alarme; e, mesmo quando escapa alguma falta, reconduz docemente a alma a seu Deus por meio de um arrependimento tranquilo e sincero. Procura acalmar-se e reparar abundantemente da mágoa que se lhe pôde causar. De resto, não se inquieta nem perde a confiança. O amor tira também da esperança o que ela tem de demasiado pessoal. Aquele que ama não sabe outra coisa senão contar com Deus, nem fazer boas obras, principalmente com o objetivo de acumular méritos; e por este nobre desinteresse, merece incomparavelmente mais.

Esquecendo tudo o que fez por Deus, não pensa em outra coisa senão em fazer ainda mais. Não se apoia sobre si mesmo; visa à recompensa celeste, menos sob o título de recompensa do que como uma garantia de amar seu Deus com todas as suas forças e de ser por Ele amado durante a eternidade. Sem excluir a esperança, que lhe é natural, considera a felicidade mais do lado do bom agrado de seu Deus e de sua glória que lhe pertence do que do lado de seu próprio interesse. E, quando o amor está em seu ponto mais elevado de perfeição, estaria disposto a sacrificar sua felicidade própria à vontade divina, se exigisse dele esse sacrifício. Coloca sua felicidade no cumprimento dessa vontade. O coração dos Santos atingiu, mesmo sobre a terra, esse grau de pureza. É a disposição dos bem-aventurados no céu.

É preciso, portanto, que o amor seja purificado a esse grau neste mundo ou no outro pelas penas do purgatório. Há, portanto, que deliberar sobre essa escolha? E quando a via do amor não tivesse outra vantagem senão a de nos isentar do purgatório ou de lhe abreviar consideravelmente a duração, poderíeis hesitar em abraçá-la?” (João Leão Dehon, OSP 2, p. 16s.).

Sugestões litúrgicas para a Celebração de Todos os Fiéis Falecidos 2021 – Ano B

Fiéis Falecidos 2021 - Jesus

– A celebração nos confronta com uma realidade inerente a todo o ser vivo: a realidade da morte. Essa realidade, presente em nossa existência, não pode nos amedrontar, pois a morte é o caminho que nos leva à eternidade, a estar na presença de Deus; isso nos ensina a liturgia de hoje.

– Ambientação: preparar no local, onde for realizada a celebração, seja na igreja ou no cemitério, um ornamento com uma cruz, com um pano branco, tendo a seus pés flores com um cartaz com o seguinte dizeres: “Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele”.

– Preparar também uma mesa, com papel e caneta, para que as pessoas possam anotar as intenções das almas que desejam colocar na celebração. Essas intenções poderão ser colocadas em um cesto, ou em um outro recipiente, e em um local próprio no presbitério. O animador da celebração ou o presidente poderá, em um momento, dizer que a missa será rezada por essas intenções.

– Para este dia seria interessante organizar uma equipe para acolher as pessoas que participarão da celebração, dando especial atenção para aquelas que estão mais sensibilizadas.

– Durante a oração eucarística: pode-se guardar um instante de silêncio, na parte em que se reza pelos falecidos, para que a assembleia possa lembrar de seus entes queridos já falecidos.

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós

Reflexão e sugestão para a Missa do 31° Domingo do Tempo Comum 2021 do Ano B

Para o dia: 31/10/2021 – Outubro

Missa do 31° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

Dt 6,2-6; SI 17; Hb 7,23-28; Mc 12,28b-34

31° Domingo do Tempo Comum 2021

SAN GIMIGNANO, ITÁLIA – 11 de julho de 2017: Afresco da Renascença representando Jesus Cristo, como um menino entre os doutores no Templo de Jerusalém, na Collegiata de San Gimignano, Itália.

O fio condutor das leituras deste domingo é a vivência da Aliança. Esse pacto entre Deus e o povo pode ser entendido assim: Deus é o único do povo, e o povo será de Deus. Isso implica construir uma sociedade justa e igualitária, em que predomine a vontade de Deus, manifestada nos mandamentos. Essa é a profissão de fé narrada na primeira leitura. Ao longo da caminhada do povo de Israel, essa Aliança foi se firmando. Cada vez mais o povo percebia a presença de Deus, caminhando com eles. Deus sempre foi fiel a seu Nome.

Por outro lado, o povo nem sempre foi fiel a Deus. Muito cedo abandonou o compromisso de construir relações fraternas e igualitárias. E Deus, na tentativa de uma renovação total e definitiva, enviou seu próprio Filho para estabelecer uma Nova Aliança. É o que nos diz a leitura da carta aos Hebreus. Jesus é o único e verdadeiro sacerdote dessa nova Aliança. É o mediador perfeito por ser o Filho de Deus.

O Evangelho de hoje traz a proposta religiosa de Jesus. Ele retoma o antigo mandamento da Aliança, lembrando a passagem do Deuteronômio. Dessa forma, renova o antigo compromisso assumido pelo povo ainda no deserto: amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com todo o entendimento. Jesus também alerta que apenas essa parte do compromisso não é a totalidade da Aliança. O amor a Deus se revela nas relações fraternas. Não adianta amar, louvar e obedecer a Deus, se se abandonarem os irmãos de caminhada. Jesus ressalta a importância do segundo mandamento.

Isso implica construir relações fraternas, sem o desejo de dominação e de opressão. O compromisso cristão, assumido no dia do batismo, está em construir relações firmes com Deus e com pessoas, que são bem reais. Gente com quem convivemos e trabalhamos. Essas relações amorosas são mais importantes do que qualquer ritual litúrgico, como notou o doutor da Lei que dialogava com Jesus.

Ao perceber que tinha compreendido sua proposta, Jesus o elogia e confirma que ele entrou na dinâmica do Reino. A única porta para se chegar até Deus é o próximo e não há outra.

Sugestões litúrgicas para a Missa do 31° Domingo do Tempo Comum 2021 – Ano B

– Ato penitencial: ressaltar a necessidade de se ter um coração aberto à misericórdia divina e de sermos misericordiosos com os outros.

– Ofertório: pedir para um grupo de jovens levar as oferendas para o altar e permanecer junto dele até o início da Oração Eucarística. Essa procissão pode ser feita em silêncio. O comentarista pode dar o sentido do silêncio, para que, juntamente com as ofertas, façamos a oferta de nosso coração.

– Ação de graças: fazer um momento de louvor, com uma música cantada sem instrumento. Pode ser, por exemplo, a canção “É bom estar aqui mais uma vez, pra louvar e agradecer ao nosso Deus”.

 

Padre Anísio Tavares, C.Ss.R. / Portal Kairós