Liturgia católica – Anos A, B e C

Liturgia

Dezembro 2019 a Novembro de 2020 – Liturgia católica: ANO A

Novena da Padroeira 2018 será um clamor pela restauração da vida

Novena da padroeira 2018
Novena da Padroeira 2018

O Santuário de Aparecida já vive a preparação para a Festa da Padroeira do Brasil nesse ano de 2018.

Os devotos já podem se organizar para as festividades de outubro, adquirindo o livrinho da Novena e Festa da Padroeira, disponível na Editora Santuário e na Loja Oficial.

Em virtude das comemorações dos 40 anos do restauro da imagem, a Festa da Mãe Aparecida terá o tema ‘Em Jesus, com Maria, restauramos a vida’.

De 3 a 12 de outubro as reflexões da Novena e Festa da Padroeira serão para motivar a oração pelo povo brasileiro, pedindo a intercessão da Mãe Aparecida para o restauro das vidas em sofrimento e pela recuperação da dignidade de filhos e filhas de Deus.

“Será um momento de celebração, mas também um grande clamor pelo povo brasileiro, os textos do livrinho vão nos ajudar a buscar essa restauração”, explicou o reitor do Santuário padre João Batista.

A novena e Festa da Padroeira também vai enfatizar o Leigo, em consonância como o Ano do Laicato, convocando os devotos para atitudes transformadoras e compromisso com a vida e os ensinamentos de Cristo.

Entre os dias 3 e 12 de outubro o tema geral será desdobrado em subtemas

1º – Com Maria e Jesus, obedecemos à vontade do Pai!

2º – Com Maria e Jesus, restauramos o Jardim do Éden!

3º – Com Maria e Jesus, buscamos a libertação!

4º – Com Maria e Jesus, somos servidores do Reino!

5º – Com Maria e Jesus, dialogamos com o mundo!

6º – Com Maria e Jesus, ser Igreja viva e participativa!

7º – Com Maria e Jesus, fazer-se Comunidade-Sacramento!

8º – Com Maria e Jesus, restaurar a dignidade da vida!

9º – Com Maria e Jesus, restaurar o rosto fiel e samaritano da Igreja!

12 de outubro – Solenidade de Nossa Senhora Aparecida
Em Jesus, com Maria, restauramos a vida!

Conheça a história de São João Paulo II

São João Paulo II levou a uma vida inteiramente dedicada a Deus, principalmente os seus mais de 25 anos de pontificado

São João Paulo II nasceu no dia 18 de Maio de 1920, em Wadowice, na Polônia. Foi batizado com o nome de Karol Wojtyła.
Em Outubro de 1942, entrou no seminário de Cracóvia clandestinamente, por causa da invasão comunista em seu país, e a 1º de Novembro de 1946, foi ordenado sacerdote. Em 4 de Julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo auxiliar de Cracóvia. Tendo em vista sua espiritualidade marcadamente mariana, Karol escolheu como lema episcopal a conhecida expressão Totus tuus, de São Luís Maria Grignion de Montfort, grande apóstolo da Virgem Maria. A ordenação episcopal de Wojtyla foi em 28 de Setembro do mesmo ano. No dia 13 de Janeiro de 1964, foi eleito Arcebispo de Cracóvia. Em 26 de Junho de 1967, foi criado Cardeal por Paulo VI. Na tarde de 16 de Outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa.

A espiritualidade mariana do grande São João Paulo II o levou a uma vida inteiramente dedicada a Deus, principalmente os seus mais de 25 anos de pontificado, um dos mais longos da história da Igreja. Olhando para a vida de João Paulo II, este santo dos nossos dias, podemos aprender a espiritualidade que o fez de um dos Papas mais extraordinários de todos os tempos e que o elevou rapidamente à glória dos altares.

Ainda seminarista, um livro clássico de espiritualidade mariana o ajudou a tirar as dúvidas que tinha em relação a devoção a Nossa Senhora e a centralidade de Jesus Cristo na vida e na espiritualidade católica.

A obra que marcou profundamente a vida e consequentemente a espiritualidade de Karol Wojtyla foi o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Falando às Famílias Monfortinas, o Papa João Paulo II disse que o Tratado é um “texto clássico da espiritualidade mariana”, que teve singular importância em seu pensamento e em sua vida. Segundo o Santo Padre, o Tratado é uma “obra de eficiência extraordinária para a difusão da ‘verdadeira devoção’ à Virgem Santíssima”. São João Paulo II experimentou e testemunhou essa eficácia do Tratado em sua própria vida:

“Eu próprio, nos anos da minha juventude, tirei grandes benefícios da leitura deste livro, no qual “encontrei a resposta às minhas perplexidades” devidas ao receio que o culto a Maria, “dilatando-se excessivamente, acabasse por comprometer a supremacia do culto devido a Cristo”3. Sob a orientação sábia de São Luís Maria compreendi que, quando se vive o mistério de Maria em Cristo, esse risco não subsiste. O pensamento mariológico do Santo, de fato, “está radicado no Mistério trinitário e na verdade da Encarnação do Verbo de Deus”.

São João Paulo II, rogai por nós!

Cléofas / Portal Kairós

Novena e Suplica a Nossa Senhora desatadora dos nós

Novena a Nossa Senhora desatadora dos nós

A Novena a Nossa Senhora Desatadora dos Nós nos ajuda na oração e suscita em nós uma confiança filial em meio aos problemas, às dificuldades e adversidades da vida.

Rezar todos os dias

01- Faça o sinal da cruz;

02- Faça o Ato de Contrição e reflita sobre seus pecados:
“Meu Deus, eu me arrependo, de todo o coração, de vos Ter ofendido, porque sois tão bom e amável. Prometo, com a ajuda da vossa graça, nunca mais pecar. Meu Jesus, misericórdia!”

03- Reze o Terço (as três primeiras dezenas);

04- Faça a meditação de cada dia da novena;

05- Complete as duas dezenas finais do Terço;

06- Termine com a oração à Maria Desatadora.

1º Dia

Santa Mãe querida, Maria santíssima, que desata os nós que sufocam os teus filhos, estende tuas mãos de misericórdia para mim. Entrego-Te hoje este nó [colocar a intenção] e todas as consequências negativas que ele provoca em minha vida. Dou-te este nó, que me atormenta e me faz infeliz e tanto me impede de unir-me mais a ti e a teu Filho Jesus, meu Salvador. Recorro a ti, Maria Desatadora de Nós, pois confio e sei que nunca desprezas o filho pecador que vem pedir-te auxílio. Eu creio que tu podes desatar esse nó pois tudo te é concedido por Jesus. Eu creio que tu queres desatar o nó porque és minha Mãe. Eu creio que tu o farás porque me amas com eterno amor. Obrigado, Mãe querida.

2º Dia

Maria, Mãe amada, dispensadora de todas as graças, volto a ti meu coração, hoje, reconhecendo-me pecador e necessitado do teu auxílio. Muitas vezes, chego a perder as graças que me concedes por causa do meu pecado de egoísmo, de orgulho, rancor e falta de generosidade e humildade. Recorro a ti, hoje, Maria Desatadora dos Nós, a fim de pedir para mim a teu filho Jesus um coração puro, despojado, humilde e confiante. Viverei o dia de hoje praticando essas virtudes e ofertarei como sinal do meu amor por ti. Entrego em tuas mãos este nó [colocar a intenção], que me impede de refletir a glória de Deus.

3º Dia

Mãe Medianeira, Rainha do Céu, em cujas mãos se encontram as riquezas do Rei, volta os teus olhos misericordiosos para mim hoje. Confio nas tuas mãos santas este nó da minha vida, e todo o rancor, o ressentimento que ele me causa. Peço-te perdão, e a Deus Pai, pelo meu pecado. Ajuda-me, agora, a perdoar todas as pessoas que, consciente ou inconscientemente, provocaram esse nó. Dá-me também a graça de perdoar a mim mesmo por ter provocado esse nó. Só assim poderás desatá-lo. Diante de ti, Mãe querida, e em nome de teu Filho Jesus, meu Salvador, a quem tantas ofensas foram feitas, tendo sido concedido o perdão, eu perdôo agora essas pessoas e perdoo a mim mesmo para sempre. Obrigado, Maria Desatadora dos Nós, por desatar o nó do rancor em meu coração e o nó que agora te apresento. Amém.

4º Dia

Santa Mãe querida, generosa para com todos os que te procuram, tem piedade de mim. Confio em tuas mãos este nó que rouba a paz do meu coração, que paralisa a minha alma e impede-me de caminhar até o meu Senhor e servi-lo com a minha vida. Desata este nó da minha vida, Mãe, e pede a Jesus pela cura da minha fé paralítica, que se deixa abater pelas pedras do caminho. Caminhando contigo, Mãe querida, que eu veja essas pedras como amigas, que eu não murmure mais e aprenda a dar graças sem cessar e sorrir confiante no teu poder.

5º Dia

Mãe Desatadora dos Nós, generosa e compassiva, venho a Ti, hoje, para renovar a entrega deste nó [colocar a intenção] em minha vida e te pedir a sabedoria divina para agir sob a luz do Espírito Santo neste emaranhado de problemas. Nunca ninguém te viu irada. Ao contrário, tão repassada de doçuras eram tuas palavras, que se reconhecia o Espírito Santo em tua boca. Tira de mim a amargura, a cólera, o ódio que esse nó me causou. Dá-me, ó Mãe querida, da tua doçura, da tua sabedoria, refletindo tudo em silêncio, no coração. E como estiveste em Pentecostes, roga a Jesus para que eu receba um novo sopro do Espírito Santo neste momento em minha vida. Espírito Santo, vem sobre mim!

6º Dia

Rainha de Misericórdia, confio a ti este nó da minha vida e rogo-te dar-me um coração de espera enquanto o desatas. Ensina-me a perseverar na palavra viva de Jesus, na Eucaristia, no sacramento da confissão. Enfim, fica comigo e prepara o meu coração para festejar com os anjos esta graça a mim já concedida. Amém. Aleluia!

7º Dia

Mãe Puríssima, venho a ti, hoje, para suplicar que desates este nó da minha vida e me livres das ciladas do Mal. Deus te concedeu grande poder sobre todos os demônios. Renuncio a todos eles, hoje, a toda ligação que tive com eles e proclamo Jesus como meu único Senhor e Salvador. Maria Desatadora dos Nós, esmaga a cabeça do maligno na minha vida e destrói as armadilhas que eles me fizeram provocando esse nó. Obrigado, Mãe querida. Sangue Preciosíssimo de Jesus, liberta-me!

8º Dia

Virgem Mãe de Deus, rica em misericórdia, tem piedade de teu filho e desata este nó na minha vida. Preciso de tua visita em minha vida, como visitaste Isabel. Traz-me Jesus, traz-me o Espírito Santo. Ensina-me a praticar as virtudes da coragem, da alegria, da humildade, da fé, e como Isabel, ficar cheio do Espírito Santo. Faz-me estremecer de alegria em teu seio, Maria. Consagro-te como minha Mãe, minha Rainha, minha amiga. Dou-te o meu coração e tudo o que me pertence (minha casa, minha família, meus bens exteriores e interiores). Sou teu para sempre. Coloca em mim o teu coração, para que eu possa fazer tudo o que Jesus me disser.

9 º Dia

Maria Santíssima, advogada nossa, Desatadora dos Nós, venho hoje para agradecer-te por desatares este nó na minha vida. Tu bem conheces os sofrimentos que ele me causa. Obrigado por vires, Mãe, com teus longos dedos de misericórdia, secar as lágrimas dos meus olhos, acolher-me em teus braços e me fazeres recebedor de mais uma graça divina.

Maria Desatadora dos Nós, Mãe querida, a ti agradeço por desatares os nós da minha vida. Cobre-me com teu manto de amor, guarda-me na tua proteção, ilumina-me com tua paz! Amém.

Súplica à Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Santa Maria Mãe de Deus, Tu que, como mulher e mãe, respondeste a Deus: “Que se faça a Tua vontade”, contagie-nos dessa força, a força da Tua Fé e de Teu Amor.

Maria, eu venho a Ti, cheia de dor, chorando meu sofrimento nos braços de uma Mãe que sempre escuta, que tudo suporta, que tudo crê.

Creia, minha Mãe, creia em minha dor e em minhas angústias; o que não faria uma mãe por seu filho; o que não farias Tu, Maria, minha Mãe, para mim?

Eu te peço somente para me escutares, que minhas súplicas cheguem a Ti, e Tu as leve até o Filho Bem Amado e que intercedas por mim. Que eu também possa dizer: “Sim, Senhor, que se faça a Tua vontade”. Dá-me, Maria, a capacidade de aceitar os desígnios que o Senhor tem para comigo.

Maria, guia-me, protege-me, desata o emaranhado de meus problemas. Somente Tu liberta, somente Tu desatas, somente Tu e Teu Filho podem me libertar da opressão com que vivo, da qual estou consciente que somente nós, homens, somos os que tropeçamos no caminhar do dia a dia, e somos os que nos enredamos nos laços do orgulho, da soberba, da incompreensão, da falta de caridade e solidariedade.

Por isso, recorro a Ti, Maria, minha Mãe, para que me livres e desates os nós que me impedem de ser feliz e estar mais juntos de Ti e de Teu Filho. Para que, com a oração perseverante, dobremos os nossos duros corações e possamos elevar-nos a um mundo mais generoso.

Maria, escuta minhas preces.
Amém.

Saiba mais

O título de Nossa Senhora desatadora dos nós surgiu em 1700 com uma pintura do artista alemão Johann Schmidtner. A pintura, de 1,1 metro de largura por 1,82 metros de altura, encontra-se na capela de St. Peter am Perlach, em Augsburgo na Alemanha. O Papa Francisco, devoto, levou para Buenos Aires (Argentina) cartões-postais da imagem (conhecidos no Brasil por santinhos) onde há uma réplica da pintura na Igreja de San José del Talar.

Canção Nova / Portal Kairós

Que dia começa a Semana Santa 2018?

Confira as datas:

Dia 25/03/2018 – Domingo de Ramos e da Paixão

Dia 26/03/2018 – Segunda-feira Santa

Dia 27/03/2018 – Terça-feira Santa

Dia 28/03/2018 – Quarta-feira Santa

Dia 29/03/2018 – Quinta-feira Santa / Missa do Crisma / Missa da Ceia do Senhor / Vigília eucarística

Dia 30/03/2018 – Sexta-feira Santa (Celebração da Paixão)

Dia 31/03/2018 – Sábado Santo (Vigília Pascal)

Dia 01/04/2018 –  Domingo da Páscoa da ressurreição

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.

A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 – MT 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.


Os mais lindos e melhores Cantos para Semana Santa e Páscoa 2018

Mais músicas

Imagens para a catequese

Confira em breve a cobertura da Campanha da Fraternidade 2019:

Tema e lema da CF 2019:
Tema: Fraternidade e Políticas Públicas
Lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27)

Quinta-feira Santa

Hoje celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.
Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.
O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma – Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos – Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos – É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.

Sexta-feira Santa

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Ofício das Trevas

Trata-se de um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.

Sermão das Sete Palavras

Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte. As sete palavras de Jesus são: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.

Por volta das 15 horas celebra-se nas igrejas católicas a Solene Ação Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Jesus Cristo. À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão do Descendimento da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.

Sábado Santo

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.

A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos.

Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis.

Cordeiro

O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12).

Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).

Ovo

O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida. A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal. Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.

Coelho

Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.

Pão e vinho

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.
Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz

A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo.
No Conselho de Nicea em 325 d.c., Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo.
Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.

Círio Pascal

É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.

Entenda o motivo de Nossa Senhora ser Rainha e Mãe da fé

Maria como Rainha e Mãe da fé

Neste ano jubilar mariano, no qual celebramos os 300 anos de Aparecida e os 100 anos de Fátima, é significativo meditarmos sobre Nossa Senhora como Rainha e Mãe da fé, pois, se a incredulidade de Eva fez o pecado e a morte entrarem no mundo, por sua fé, a Virgem Maria fez com que o Filho de Deus, a vida (cf. Jo 14, 6) e a santidade (1 Pd 1, 14) se encarnassem no ventre da Virgem de Nazaré. Dessa forma, ao crer no anúncio do anjo e obedecer a vontade de Deus (cf. Lc 1, 26-38), nossa Rainha abriu as portas do Paraíso, que haviam se fechado pela desobediência de Eva.

A fé incomparável da Virgem Maria

A virtude teologal da fé em Maria é superior a de todos os homens e anjos, pois ela via tudo com olhar de fé:

“Via o Filho na manjedoura de Belém e cria-o Criador do mundo. Via-o fugir de Herodes, sem, entretanto, deixar de crer que era Ele o verdadeiro Rei dos reis. Pobre e necessitado de alimento, ela O viu, mas reconheceu Seu domínio sobre o universo. Viu-O reclinado no feno e confessou-O onipotente. Observou que Ele não falava, mas Lhe venerou a infinita sabedoria. Ouviu-O chorar e O bendisse como as delícias do paraíso. Viu, finalmente, como morria vilipendiado na cruz, e, embora outros vacilassem, conservou-se firme, crendo sempre que ele era Deus” 1 .

São João testemunha que a Mãe de Deus estava junto à cruz de Jesus no Calvário (cf. Jo 19,25). Embora todos vacilassem, ela permaneceu firme, na sua jamais abalada fé na divindade de seu Filho Jesus Cristo, e em tudo que Ele havia revelado, especialmente quanto à sua ressurreição. Em memória de seu ato de fé, no Ofício das Trevas tradicionalmente se conserva uma vela acesa. Por isso, São Leão atribuiu a Nossa Senhora a seguinte passagem do livro dos Provérbios: “A sua candeia não se apagará durante a noite” (31,18).

Santo Alberto Magno dizia que a Virgem Maria exercitou a fé por excelência. Enquanto até os discípulos vacilaram em dúvidas, ela permaneceu firme na fé. Por causa dessa grandiosa e inabalável fé, São Metódio atribuiu a ela o título de “Virgem da luz de todos os fiéis”. Por sua vez, São Cirilo de Alexandria a saudava como Rainha da fé.

Confira o Hino e cifra das músicas da Novena de Aparecida 2017

A Virgem Maria e a vivência da fé

Santo Ildefonso nos exorta a imitar a Virgem Maria na fé, ou seja, a viver conforme a nossa fé, pois já dizia São Tiago: “Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2,26). Sendo assim, não podemos nos dizer cristãos pela fé e pelas palavras, e não ser cristãos pelas obras. Ou mudamos de nome ou de vida. Se cremos que há uma eternidade feliz à espera dos bons e uma infeliz para os maus, não podemos viver como se não crêssemos nessa doutrina.

São Luís Maria ensina que um dos efeitos da consagração a Virgem Maria é a participação da sua fé:

“A Santíssima Virgem vos dará uma parte na fé, a maior que já houve na terra, maior que a de todos os patriarcas, profetas, apóstolos e todos os santos. Agora, reinando nos céus, ela já não tem esta fé, pois vê claramente todas as coisas em Deus, pela luz da glória. Com assentimento do Altíssimo, ela, entretanto, não a perdeu ao entrar na glória; guardou-a para seus fiéis servos e servas na Igreja militante” 2 .

Sendo assim, quanto mais ganhamos a benevolência desta Rainha e Mãe da fé, mais profunda será a nossa fé em toda a nossa conduta:

“…uma fé pura, que vos levará à despreocupação por tudo que é sensível e extraordinário; uma fé viva e animada pela caridade que fará com que vossas ações sejam motivadas por puro amor; uma fé firme e inquebrantável como um rochedo, que vos manterá firme e contente no meio das tempestades e tormentas; uma fé ativa e penetrante que, semelhante a uma chave misteriosa, vos dará entrada em todos os mistérios de Jesus Cristo, nos novíssimos do homem e no coração do próprio Deus; fé corajosa que vos fará empreender sem hesitações, e realizar grandes coisas para Deus e a salvação das almas; fé, finalmente, que será vosso fanal luminoso, vossa via divina, vosso tesouro escondido da divina Sabedoria e vossa arma invencível, da qual vos servireis para aclarar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, para abrasar os tíbios e os que necessitam do ouro candente da caridade, para dar vida aos que estão mortos pelo pecado, para tocar e comover, por vossas palavras doces e poderosas, os corações de mármore e derrubar os cedros do Líbano, e para, enfim, resistir ao demônio e a todos os inimigos da salvação” 3 .

Assim, se quisermos alcançar a salvação, imitemos a fé da Virgem Maria, Rainha e Mãe da fé. Mas se quisermos progredir na vida espiritual, buscar a santidade, a consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís, é um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro de chegar a Jesus Cristo 4. Por meio da consagração, cresceremos de fé em fé, pois não dependeremos somente de nossos esforços. Mas a Santíssima Virgem nos comunicará a sua fé e, consequentemente, produziremos bons frutos pela caridade.

Nossa Senhora, Rainha e Mãe da fé, rogai por nós!

Referências:
1 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Glórias de Maria, p. 424.
2 SÂO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, 214.
3 Idem, 214.
4 Cf. idem, 152.

https://formacao.cancaonova.com
Natalino Ueda
Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. É o autor do blog Todo de Maria, que tem como temas principais a devoção mariana e a consagração a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort

Palavra oficial do Papa