Liturgia católica – Anos A, B e C

Liturgia

Dezembro 2019 a Novembro de 2020 – Liturgia católica: ANO A

Nossa Senhora Aparecida

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Maria, a mãe de Deus, o qual se fez homem em Jesus para nos salvar, é chamada por nós com muito carinho de Nossa Senhora. E ela, de fato é Nossa Senhora, não porque os poderosos deste mundo a fizeram poderosa, mas porque foi escolhida por Deus para uma missão especialíssima, ser a mãe do Salvador. Entretanto, mesmo tendo missão tão importante para realizar, a mãe de Jesus se destacou por duas atitudes importantes para todo ser humano, sobretudo para os cristãos: a humildade o serviço.

O primeiro gesto de humildade e serviço que prestou foi dizer ao mensageiro de Deus: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim como você me disse” (Lc 1,38). Para expressar o grande desejo de Maria de servir e a sua humildade, o evangelista Lucas narra também como, logo depois de receber a notícia do anjo, ela foi servir sua prima Isabel, grávida já havia seis meses. A beleza desse encontro e do serviço prestado por Maria é coroada com o cântico chamado “Magnificat”, no qual a mãe de Jesus louva a Deus que não se esquece dos humilhados e fez grandes maravilhas em sua vida. Nesse mesmo cântico aprendemos que devemos chamá-la “bem-aventurada”, feliz, agraciada.

Viva a Mãe de Deus e nossa!

Nossa Senhora recebeu de Deus graças especiais, mas em sua humildade pôs essas graças a serviço dos irmãos e irmãs. O episódio da festa de casamento em Caná da Galileia (cf. Jo 2,1-12) é exemplo claro do serviço de Maria à Igreja. Ela é aquela que está atenta às necessidades das pessoas e se põe à frente para ajudar, de modo que as pessoas possam receber as graças de Jesus Cristo, seu filho. Quando chamamos por Maria, ela nos leva a Jesus. Ensina-nos a fazer tudo o que ele manda.

Pelo bem que nos fez e nos faz, a mãe de Jesus é honrada no mundo inteiro, recebendo nomes, títulos, coroas. No Brasil, nós a chamamos Nossa Senhora Aparecida, porque, por meio de uma simples imagem de terracota, encontrada por pescadores, ela expressou o cuidado que tem por seus filhos e filhas. A pesca milagrosa foi a primeira de muitas outras graças que o povo brasileiro receberia daquela que se tornou sua protetora, sua padroeira.

Que, olhando para a imagem de Nossa Senhora Aparecida, as lideranças do nosso povo possam aprender as virtudes da humildade e do serviço. Nossos políticos procurem, a exemplo de Maria, dizer sim a tudo que faz bem ao povo; os ministros da Igreja estejam atentos ao bem dos irmãos e irmãs; os pais e mães saibam cuidar dos filhos e filhas de modo que cresçam com saúde e sabedoria.
Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós!

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp

São Francisco de Assis

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Santo do dia

Com apenas 44 anos de idade, a 3 de outubro de 1226, morria no chão nu da Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, proximidades de Assis, o autêntico arauto da perfeição evangélica, são Francisco. Com a idade de 24 anos, tinha se despojado de tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade. Nascido numa cidade de comércio, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Aos vinte anos, quis alistar-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo.

Voltando a Assis, dedicou-se ao serviço dos doentes e pobres e num dia do outono de 1205, enquanto meditava extasiado na igrejinha de São Damião, pareceu-lhe ter ouvido uma voz saída do crucifixo: “Vá escorar a minha Igreja, que está desabando”. Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Na primeira etapa vemos Francisco em hábito de eremita, vivendo solitário e errante, até que uma frase luminosa do Evangelho impeliu-o à pregação e à constituição do primeiro núcleo da Ordem dos Frades Menores, cuja regra foi aprovada pelo papa Inocêncio III.

Esse segundo capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de paz e bem. Após ter-se aventurado a uma viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egito, em 1220 voltou para Assis e tratou de pôr em ordem a própria casa, redigindo a segunda Regra, aprovada por Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitên-cias, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.
Autor do Cântico do Irmão Sol, um dos santos mais amados pelo mundo inteiro, são Francisco foi canonizado dois anos após a morte. Em 1939, Pio XII tributou um ulterior reconhecimento ofi-cial ao “mais italiano dos santos e mais santo dos italianos”, proclamando-o padroeiro principal da Itália.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

A Novena e Festa da Padroeira de 2014

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Consagração a Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Ó Maria Santíssima, que em vossa Imagem milagrosa de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos servos, mas desejando participar dos benefícios da vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.
Consagro-vos a língua, para que sempre vos louve e propague a vossa devoção. Consagro-vos o coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número dos vossos servos. Acolhei-nos debaixo da vossa proteção. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora da nossa morte. Abençoai-nos, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possamos louvar-vos, amar-vos e render-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!

Já nos preparando para o grande Jubileu de 2017, comemorativo dos 300 anos do Encontro da Imagem da Mãe Aparecida no Rio Paraíba, meditávamos os mistérios gozosos do terço na Novena de 2012. Em 2013, os luminosos. Neste ano, queremos dedicar-nos aos dolorosos: “Com a Mãe Aparecida, ser solidário na dor!” Com Ela, reviver e morte de Jesus, iluminação para nossa própria vida!

Mãe Aparecida, fostes a grande presença materna – uma nova réstia de luz – na dor inclusive mortal de vosso Filho-Luz! Hoje somos vossos filhos e filhas . Sede hoje essa mesma luz sempre “de pé” aos pés de nossa dor, de nossa morte! Mas, principalmente, ensinai-nos a nos deixar iluminar – nessas circunstâncias doridas – pela Luz que é vossa e de todos nós, que é vosso Filho e nosso Irmão e Salvador, Jesus!

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  1. Com a Mãe Aparecida, somos solidários na dor Novena e Festa Padroeira do Brasil

Palavra oficial do Papa