Baixe o cartaz do Círio de Nazaré 2018

Cartaz do Círio 2018

Baixe o cartaz do Círio de Nazaré 2018 em pdf:

O cartaz alusivo a 226ª edição do Círio de Nazaré que este ano traz como tema: “Uma jovem chamada Maria”, apresenta-se mais uma vez como importante ícone representativo da grande festa que homenageia a Rainha da Amazônia. O cartaz é também um meio de evangelização, seguindo o preceito principal do Círio como momento especial de levar a Palavra de Deus aos irmãos. Os elementos que compõem a peça foram pensados de forma a traduzir por meio da linguagem visual as mensagens propostas, tendo tradicionalmente a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré como destaque principal, uma forma de demonstrar a realeza da Mãe de Jesus, motivo pelo qual a festa acontece desde 1793.

As ondas

As ondas marrons que aparecem no rodapé da peça representam as águas dos nossos rios, que identificam nossa origem, proporcionando vida e movimento. Os rios representam, ainda, o caminho por onde passa a cortejo de fé, na Romaria Fluvial.

A água é fonte de vida. O Brasil tem 12% da reserva de água doce do mundo e mais de 70% dessa reserva hídrica se encontra na Amazônia. Eis então a responsabilidade que temos em preservar esse bem natural insubstituível para o ser humano! Um dom de Deus a nós confiado. O cuidado com o meio ambiente é dever e responsabilidade de todo cristão e faz parte da sua missão.

As borboletas

Presentes nas laterais do Cartaz, sinalizam a transformação de Maria jovem em Maria mulher, mãe. A Virgem Maria era uma moça judia, que esperava com todo o coração a redenção do seu povo. Mas naquele coração de jovem filha de Israel havia um segredo que ela mesma ainda não conhecia: o desígnio do amor de Deus estava destinada a tornar-se a Mãe do Redentor. Na Anunciação, o Mensageiro de Deus chama-a “cheia de graça” e lhe revela este projeto. Maria responde “sim” e daquele momento a fé de Maria recebe uma luz nova: concentra-se em Jesus, o Filho de Deus que dela se fez carne e no qual se cumprem as promessas de toda a história da Salvação.

O lírio é Maria

No hino mais cantado e mais emocionante em homenagem a Virgem de Nazaré, dizemos: “Vós sois o lírio mimoso, do mais suave perfume…”. Maria é reconhecida como “O Lírio Branco da Trindade”, pois participou mais do que ninguém das virtudes divinas, as quais jamais manchou com menor resquício de pecado. Em uma aparição, particular Nossa Senhora revelou-se na forma de um magnifico lírio de grande brancura. A folha erguida representava a onipotência do Pai e as duas inclinadas significavam a sabedoria do Filho e a bondade do Espírito Santo, virtudes as que a Santíssima Virgem possui em grau eminente.

As rosas

As rosas ao redor da Imagem Peregrina representam todos nós que em torno dela vivemos e com ela nos unimos. Maria é a Mãe da Igreja! Em torno dela nos reunimos como filhos. “Como na família humana, a igreja-família é gerada ao redor de uma mãe, que confere a ‘alma’ e ternura a convivência familiar” (Documento de Aparecida, 268). Maria nos ensina um jeito de sermos comunidade. Ela nos congrega e aponta para o seu Filho: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Uma comunidade cristã será sempre uma comunidade que celebra a Eucaristia, portanto, uma comunidade Eucarística e Mariana.

Silhueta da Catedral

A silhueta estilizada da Catedral de Belém (em amarelo) lembra o encontro de Maria com seus fiéis. “Maria nos ensina a estar sempre unidos a Jesus! Ela sempre foi uma mulher comum no meio de seu povo: rezava, trabalhava, ia à sinagoga. Porém, todas as suas ações eram realizadas sempre em união perfeita com Jesus e com a vontade do Pai” (Papa Francisco).

Maria é imagem e modelo da Igreja, como ensina o Documento do Concílio do Vaticano II que diz “Como Santo Ambrósio ensinava, a Mãe de Deus é a figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo”. (Lumen Gentium/Luz dos Povos)

 

Padre Luiz Carlos Nunes Gonçalves,
Reitor da Basílica Santuário e Presidente da Diretoria da Festa de Nazaré

Círio de Nazaré 2018 já movimenta Arquidiocese de Belém

“Uma jovem chamada Maria” é o tema da 226ª edição do Círio de Nazaré, realizado na Arquidiocese de Belém (PA)

No próximo dia 14 de outubro, milhares de pessoas devem ocupar as ruas da capital paraense para vivenciar o ponto alto do Círio de Nazaré 2018, festa que já começou e seguirá, pelo menos, até o dia 29 do próximo mês. O Papa Francisco também está em sintonia com a festividade e enviou uma mensagem.

A arquidiocese está envolvida em torno da temática do Círio 2018 e vivencia um “grande processo de evangelização, de encontros nas famílias”, conta o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira Corrêa. Cerca de 120 mil famílias devem ser atingidas com as visitas neste processo de evangelização.

Dom Alberto ressalta que o Círio é preparado com muita intensidade com o envolvimento das estruturas da Igreja e da sociedade no evento: “E o desejo nosso é que o Círio contribua, justamente para essa consciência a respeito do tema da juventude, a importância da Juventude na Igreja e os processos de evangelização que precisam ser percorridos”.

Dias de Festa

O Círio reúne multidões. No ano passado, foram 2,5 milhões de pessoas, segundo a Polícia Militar paraense. Dom Alberto ressalta, no entanto, que o Círio não é um dia só.
“Ao todo, na quinzena do Círio, que lá se chama de quadra nazarena, nós temos 12 procissões. E depois temos duas semanas em seguida que a gente convida bispos do Brasil inteiro, em um processo de pregações com temas marianos que percorre aqueles quinze dias, além das santas missas, das confissões”, explica.
O arcebispo chama atenção para uma especificidade interessante de Belém. Nesta festa dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, a Rainha da Amazônia, não acontece uma novena antecedendo o dia do padroeiro, como é de costume na piedade popular brasileira, mas sim uma tem quinzena após a celebração principal. “Ela começa no dia do Círio, daí para frente nós temos quinze dias de atividades, de basílica cheia”, projeta.

Visitas de Nossa Senhora

Além das visitas às famílias, nestes dias que antecedem o Círio, a imagem de Nossa Senhora visita vários locais. Dom Alberto e seus auxiliares, Dom Antônio de Assis Ribeiro e Dom Irineu Roman, levam a mística do Círio às penitenciárias. “Ao todo são 24 unidades penais de maiores e de menores. Nós vamos a essas unidades com a Pastoral Carcerária levando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, uma experiência muito bonita”, relata.
Também são realizadas celebrações em universidades, repartições públicas e escolas, que pedem a visita da imagem de nossa Senhora de Nazaré. “Se você chegar a Belém nesse período, toda hora você vê a comitiva com batedor, com tudo, com a imagem para lá e para cá, visitando. Muda tudo”, afirma Dom Alberto, que reforça o envolvimento de toda a população com o Círio de Nazaré.

Mensagem do Papa

O Papa Francisco enviou, em 21 de setembro, a tradicional mensagem aos fieis da arquidiocese de Belém e de outras partes do Brasil que irão participar da 226ª edição do Círio de Nazaré. No texto, Francisco lembra e pede oração pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos para a Amazônia: “saúda os fiéis reunidos na querida arquidiocese de Belém do Pará, vindos de todos os cantos da Amazônia, para agradecer e renovar aos pés da sua amada Padroeira, Senhora de Nazaré, seus pedidos, entre os quais a Sua intercessão pelos trabalhos preparatórios para o Sínodo Extraordinário dos Bispos para a Amazônia”.
O papa convida a seguir o exemplo de Maria e confiar em sua intercessão: “Ao dar-nos o Salvador do mundo, Maria é a fonte viva da esperança; portanto, a esta fonte possam voltar a cada dia, como peregrinos confiantes, para haurir fé e conforto, alegria e amor, segurança e paz”.

Feliz Círio com Nossa Senhora de Nazaré!

 

CNBB/ Portal Kairós

Na Terra Santa, cristãos celebram o dia de Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora do Rosário apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”.

Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas – por isso Rosário – é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

A Igreja celebrou, nesse domingo, o dia de Nossa Senhora do Rosário. Para a congregação que propaga esta devoção mariana, na Terra Santa, o dia de ontem foi especial.

 

Canção Nova/ Portal Kairós

Papa Francisco anuncia o desejo de visitar o Japão em 2019

Anúncio aconteceu no Vaticano, durante visita de membros de associação proveniente do Japão

Premiê japonês conversa com o Papa já em 2014

Na manhã desta quarta-feira, 12, o Papa Francisco anunciou a membros da Associação Tensho Kenoho Shisetsu Kenshokai, proveniente do Japão, seu desejo de visitar o Japão em 2019. O grupo foi recebido na antessala Paulo VI, no Vaticano, e estava acompanhado por dois sacerdotes: Renzo De Luca e Shinzo Kawamura. “Gostaria de anunciar-lhes a minha vontade de visitar o Japão no ano que vem. Espero poder fazê-lo”, foi a afirmação do Santo Padre.

Francisco fez elogios à Associação Tensho Kenoho Shisetsu Kenshokai, promotora de projetos de cultura e solidariedade; e encorajou os jovens a prosseguirem o esforço de criar um fundo de ajudas para a formação de jovens e órfãos, com a contribuição de empresas sensíveis a seus problemas.

“Vocês querem demonstrar que a religião, a cultura e as finanças podem colaborar pacificamente para criar um mundo mais humano e caracterizado pela ecologia integral. E isto concorda plenamente com os meus desejos para a humanidade de hoje e de amanhã, assim como escrevi na Carta Encíclica Laudato Si. É o caminho certo para o futuro de nossa Casa Comum”, comentou o Pontífice.

Despedindo-se do grupo, Francisco agradeceu a visita e pediu aos japoneses que levassem a seu maravilhoso povo e a seu grande país, a amizade do Papa de Roma e a admiração de toda a Igreja católica.

 

Vatican News / Portal Kairós

A restauração da imagem de Nossa Senhora Aparecida

No Domingo, 19 de agosto, foram lembrados os 40 anos da restauração da imagem original de Nossa Senhora Aparecida, depois de ela ter sido atacada, profanada e quebrada em mais de 200 pedaços, no dia 16 de maio de 1978. Uma artista habilidosa, Maria Helena Chartuni, fez o trabalho primoroso de restauro, devolvendo novamente à pequena e simples imagem de Nossa Senhora Aparecida o seu aspecto original.

O fato foi recordado numa Santa Missa celebrada na Catedral Metropolitana de São Paulo, antes que a imagem seguisse para a Basílica Nacional, acompanhada por festiva carreata de São Paulo até Aparecida (SP), exatamente como foi há 40 anos, após o restauro. Os Missionários Redentoristas organizaram o evento, contando com sua experiência de evangelização popular.

Antes da partida do cortejo, à frente da Catedral da Sé, foi apresentada a simbologia do restauro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a começar pela experiência da própria artista que executou o trabalho. Ela conta em seu livro “A história de dois restauros” (2018) como o processo da recuperação da pequena imagem significou para a sua própria vida um processo de recuperação de sua fé e do sentido de sua vida. Escreve ela: “espero que este depoimento ajude, de alguma forma, muitas pessoas perdidas, sem esperança, como fui um dia, e que a fé em algo maior que nós mesmos as ajude a encontrar paz e o equilíbrio necessários para caminhar com mais alegria e confiança neste mundo conturbado em que vivemos todos, no mesmo barco que ameaça naufragar, diante dos graves problemas atuais”.

A restauração da imagem da Padroeira do Brasil acaba sendo uma mensagem para os nossos tempos. A destruição dessa imagem simples e pequena, embora de imenso valor simbólico para nós e para nossa fé, causou enorme comoção entre católicos e não católicos. Sua restauração trouxe igualmente grande alegria ao coração dos milhões de devotos da Virgem Mãe Aparecida. Mas não devemos esquecer que existe uma imagem infinitamente mais preciosa em nós mesmos, que não deve ser descuidada, nem destruída. Cada pessoa traz em si a imagem e semelhança de Deus!

Essa imagem viva de Deus nos dá uma dignidade imensa e inimaginável. Quantas vezes esquecemos isso e desrespeitamos essa imagem em nós e no próximo! Quanta imagem de Deus profanada pelo pecado, aviltada pela discriminação e o desprezo, humilhada pela miséria e a violência! Imagens manchadas pelo pecado, pelos vícios, aviltadas pela degradação moral… Quanta imagem preciosa por aí necessitada de restauro para recuperar a sua beleza e dignidade originária!

Nossa Senhora Aparecida nos faz pensar em nossa Pátria, cuja imagem não anda boa por esses tempos. Muita violência, corrupção e injustiças sociais, perda dos valores morais, degradação social, humores agressivos e até ódio de grupos antagônicos, como nunca antes se viu no meio deste povo pacífico! Uns perdendo a paciência, outros a compostura, outros a fé e a esperança em dias melhores! Ficamos quebrados, não apenas política e economicamente, mas também moralmente! É preciso restaurar a imagem do Brasil! Todos nós podemos ser os artistas, que colocam mãos à obra para juntar os cacos dessa imagem quebrada e recuperar a autoestima perdida.

O Brasil tem urgente necessidade de recuperar a confiança em si mesmo, contando, para isso, com a participação generosa de todos os seus filhos. Vale parafrasear o conselho de um grande político: “não perguntes o que o Brasil pode fazer por ti. Pensa naquilo que tu podes fazer pelo Brasil!” O tempo da campanha eleitoral pode ser bem mais do que a busca de argumentos para superar um partido ou um candidato concorrente: este deveria ser um tempo de reflexão e de busca de convergência sobre aquilo que será útil para o Brasil e ajuda a construir a cidadania.

Que a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida nos ensine a fazer a nossa parte na recuperação da imagem do nosso Brasil! Que a “Mãe de Deus e nossa, nos ajude a cuidar bem da nossa dignidade de filhos e filhas de Deus e a promover o reconhecimento e respeito pela dignidade dos irmãos”. Que a Senhora Aparecida interceda por nós e pelo povo brasileiro!

 

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

CNBB / Portal Kairós