Hora da Vida – Semana Nacional da Vida

Hora da Família 2020: Eu e minha família serviremos ao Senhor

“Eu e minha família serviremos ao Senhor”

Esse título é uma frase do livro de Josué (cap. 24) e se constitui como tema da Semana da Família, a ser celebrada entre 9 e 15 de agosto. O objetivo é levar-nos a refletir sobre a vocação da família cristã, que é servir ao Senhor e à sua Igreja. Humanamente, falar em servir, tem uma conotação de submissão. Porém, servir a Deus tem uma dimensão de libertação. Quanto mais formos submissos a Deus, mais livres seremos. Deus nos concedeu o Espírito de seu Filho, que, em nós, clama Abbá, Pai. Se nos guiarmos por esse mesmo Espírito, serviremos a Deus como filhos e não como escravos. “Já não és escravo, mas filho” (Gl 4,7). Quando Jesus, o Filho por excelência (que tem a mesma natureza divina do Pai celeste) foi tentado pelo diabo, que lhe ofereceu a posse de todos os reinos do mundo se o adorasse, Jesus respondeu dizendo: “Ao Senhor teu Deus adorarás e somente a Ele servirás” (Mt.4,10). O serviço a Deus é um ato de amor filial e libertador.

No Antigo Testamento, servir a Deus tinha dupla conotação: servir no culto, ou seja, nos sacrifícios oferecidos e na manutenção do templo e, o segundo aspecto, servir a Deus por uma conduta conforme a sua vontade. Ainda no A.T. afirma-se que servir a Deus pela obediência se antepõe ao culto. No primeiro livro de Samuel (15,22), lemos: “O que o Senhor prefere? Que lhe ofereçam holocaustos e sacrifícios, ou que obedeçam à sua palavra? Obedecer vale mais do que oferecer sacrifícios. Ser dócil é mais importante do que a gordura de carneiros oferecida nos sacrifícios”. Jesus é o Filho obediente; Ele veio para fazer a vontade do Pai (cf. Lc.2,49). Essa fiel obediência de Jesus ao Pai o levou à cruz. Jesus foi obediente até à morte. Sua obediência nos salvou. A cruz é expressão de sua obediência até às últimas consequências. Assim Jesus serviu ao Pai fazendo-lhe a vontade, e a nós reparando nossa recusa em obedecer. Jesus expressa isso ao dizer: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc.10,45).

O único culto agradável a Deus, que prestamos como cristãos, é oferecer o sacrifício de Jesus Cristo que, pela obediência, entregou a vida por nós. Cada vez que celebramos a Eucaristia (a missa) é esse sacrifício de Jesus que é atualizado pelo Sacramento. No contexto da última ceia, ao instituir a Eucaristia, Jesus ensinou: “Eu vos dei o exemplo para que como eu fiz vós façais também” (Jo.13,15). Portanto, obedecer ao Pai e viver ou entregar a vida pelos outros é o que o Senhor espera de nós, seus discípulos.

Aqui temos uma importante indicação às famílias cristãs: devemos servir a Deus pela obediência, por uma vida que seja conforme à Sua vontade, seguindo assim o exemplo de Jesus, que foi obediente ao Pai e dedicou a vida pelos irmãos. Nas famílias cristãs, ainda no colo dos pais, os filhos devem aprender a fazer a vontade de Deus. Só poderemos fazer o que o outro quer se nos dispusermos a ouvir e a dar atenção ao que o outro tem a nos dizer. Assim também só poderemos fazer a vontade de Deus dando atenção e procurando conhecer, por meio de sua Palavra, o que Ele quer de nós. É no seio da família cristã que temos que aprender a amar e servir a Deus.

Como haverá quem escute e aprenda se não houver quem anuncie e ensine? Foi em função disso que Jesus incumbiu seus discípulos de ensinarem a todos tudo o que dEle aprendemos. “Ide, fazei discípulos … ensinai-lhes a observar tudo o que eu vos ensinei” (Mt.28,19). Serviremos ao Senhor atendendo ao que Ele nos pediu. Portanto, anunciar a Palavra, ensinar o que aprendemos do Senhor, ministrar catequese, realizar a leitura orante da Bíblia, transmitir a fé aos filhos, etc., constitui-se como serviço ao Senhor. Na carta aos Filipenses (cap. 2), o apóstolo Paulo diz: “Os outros buscaram seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. Mas ele (Timóteo), vós sabeis que prova deu: como um filho junto do pai, ele se pôs comigo ao serviço do evangelho”.

Atualmente, as ocupações da vida, o desejo de conquistar objetivos pessoais, a busca em saciar nossas necessidades materiais, facilmente, podem nos levar a viver movidos pelos nossos próprios interesses e a menosprezar o serviço ao Senhor. Por isso, Jesus faz um sério alerta aos seus discípulos (Mt.6, 24): “Ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro”, ou seja, servir a Deus e aos seus próprios interesses. Não permitamos que esse “rival” se interponha entre Deus e nós, distanciando-nos de servi-Lo como convém.

Tudo sobre a Semana Nacional da Família 2020

Em síntese, SERVIR A DEUS significa: participar e manter o culto, obedecer ao que o Senhor nos pede, sobretudo no amor a Deus e ao próximo, anunciar e ensinar a outros tudo o que do Senhor nós aprendemos. Assim agindo, cada cristão, consciente e decididamente, poderá reafirmar: EU E MINHA FAMÍLIA SERVIREMOS AO SENHOR.

Por que alguns “artistas” estão contra a família?

Dom Wilson Angotti – Bispo de Taubaté / Portal Kairós

Encerrando a Semana da Vida com o Dia do Nascituro

Esperamos você na Semana Nacional da Família 2020 (Hora da Família 2020) e na Semana Nacional da Vida 2020 (Hora da Vida 2020)

No dia 8 de outubro, no enceramento da Semana da Vida 2019, celebrada pela Igreja no Brasil, celebra-se também o dia do Nascituro. Segundo o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “muito além de um mero jargão, a vida é dom de Deus, inviolável. Deve ser cuidada e defendida, desde o momento primeiro, na concepção, até o último, na morte natural”.

Para a professora aposentada da Faculdade de Direito da UFMG e membro do Conselho Arquidiocesano Pró-Vida, Silma Mendes Berti, “nascituro é o ser concebido que se encontra no ventre da mulher e se prepara para nascer, seguindo uma trajetória porque passaram, passam e passarão todos os seres humanos”.

Em artigo publicado no site da Arquidiocese de Belo Horizonte, a professora destaca três áreas de conhecimento – religião, ciências médicas e ciências jurídicas – que buscam jogar luzes sobre o fenômeno da formação físico e psíquica do bebê que se desenvolve no ventre materno. Confira abaixo o que a professora destaca sobre as três áreas de saber e o que dizem sobre o Nascituro (que ou aquele que vai nascer).

Vozes das Ciências

Nos dias atuais, a tecnologia da Medicina moderna e avançadíssima revela que não existe mais qualquer segredo no útero da mulher. Fala-se até que o século XX descobriu o feto, graças ao diagnóstico pré-natal, conjunto de atos médicos que observam e trabalham o estado de saúde, atual ou futuro, do ser cujo nascimento é esperado, visando, sobretudo, a não prejudicar primum non nocere.

Vozes da Religião

Lembremo-nos do episódio da Visitação de Maria a Isabel, narrada por Lucas, situação especialmente bela, considerada por alguns estudiosos como primeiro esboço do diagnóstico- pré-natal.

Evoquem-se dois aspectos originais que aí se entrelaçam

01 – A solidariedade de Maria que saiu apressada para visitar a prima Isabel que estava grávida, seguramente atendendo à inspiração do Espírito Santo. Mas a atitude de Maria envolve um mistério, e mistério a gente não questiona, apenas respeita. Em sequência, há o belo diálogo entre as duas mulheres grávidas!

02 – A criança pulou de alegria em meu ventre. A primeira e única comunicação de que se tem registro na história da humanidade entre dois nascituros de mães diversas: João, filho de Isabel e Jesus, filho de Maria, tudo dentro de muita beleza e de mistério.

Vozes das Ciências Jurídicas

Não é simples falar de direitos do nascituro. Aqueles que se aventurarem a fazê-lo, num sentido ou noutro, correm o risco de deixar de lado aspectos bem relevantes, especialmente no terreno jurídico. Registre-se que há situações, inúmeras, em que a paternidade do nascituro não é reconhecida de modo voluntário, dando origem às mães celibatárias e aos efeitos nocivos ao novo ser.

Falar de direitos é referir-se a direitos patrimoniais e direitos extrapatrimoniais, ou seja, direitos de conteúdo patrimonial e direitos de conteúdo não patrimonial.

Direitos patrimoniais são os direitos que comportam para o titular, nascituro, uma vantagem apreciável em dinheiro.

Exemplificando

– Direito de suceder… legitima o nascituro a receber herança ou legado [CCB arts.1798, 1799, I]

– Ser donatário … [ CCB, art 542 ]

– Direito a alimentos… A Lei nº 11.804 de 05/11/2008 disciplina os chamados alimentos gravídicos que compreendem valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, cabendo à gestante promover a ação em nome próprio.

– Direito à saúde – pode ser paradoxal, mas ao mesmo tempo em que crescem os partidários de cultura de morte, desenvolvem-se técnicas altamente desenvolvidas de tratamentos ao ser in útero, via medicina fetal, fazendo dele um paciente especial.

– Direito à imagem – o direito à imagem da mãe grávida estende-se ao do filho concebido, mesmo se se tratar de filho natimorto. No entanto, fotos de embrião no ventre materno, em publicidade generalizada, é fato que já se tornou comum, constituindo total desrespeito ao direito à imagem do nascituro.

– Direito ao respeito à dignidade – a Convenção relativa aos Direitos da Criança, ratificada pelo Brasil em 1990, refere-se, no preâmbulo, à dignidade da criança, e a Declaração dos direitos da criança de 1959 dispõe sobre a proteção da criança tanto antes quanto depois do nascimento. Logo, deve-se respeitar a dignidade do nascituro.

– Direito à vida – A Constituição da República Federativa do Brasil, considerando ser inviolável o direito à vida, dispõe que todos, indistintamente, são dele titulares, e que o conceito de vida, em plenitude, deve abarcar não apenas a vida dos que nasceram, mas também a vida in utero. Acresce-se, por fim, o quinto mandamento das Leis de Deus: Não matarás.

CNBB / Portal Kairós

Materiais / subsídios pra a Hora da Vida 2019

Subsídios pra a Hora da Vida 2019

Downloads Hora da Vida 2019
Materiais de apoio: cartaz, imagens, roteiros e sugestões de animação…

O Dia do Nascituro celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio.

Cartaz especial Hora da Vida 2019:

Celebração do Nascituro 2019:

Capa Hora da Vida 2019:

Na Área Especial

Fotos originais Hora da Vida 2019:

Letras dos cânticos Hora da Vida 2019:

Roteiros da Hora da Vida 2019:

Livrinho Hora da Vida 2019:

Portal Kairós

É Hora da Vida: reflexão para nossas comunidades

Nosso “Hora da Vida” desse ano de 2019 traz a temática da defesa da vida. “Em família, defendemos a vida!”. Somos convidados a refletir sobre o lugar que a vida ocupa em nossas ações e relacionamentos. Esse tema está em sintonia com nosso Simpósio, no qual também refletimos sobre a família que defende a vida como a um grande dom recebido de Deus.

Sim, é “hora da vida“, é hora de estarmos atentos para mostrar ao mundo que valorizamos a vida desde sua concepção a seu declínio natural, porém não basta simplesmente defendermos, devemos nos tornar mensageiros da vida, proclamar como é belo cultivar a vida, como é importante contemplar Deus que nos fala a cada nascimento e a cada vez que a vida é valorizada, seja em qual estado for.

É hora de apresentarmos a necessidade de políticas públicas que defendam a vida, porque ela é dom precioso para todos, porque se quisermos uma sociedade mais desenvolvida, não basta simplesmente contar com os avanços da tecnologia, é necessário que ela seja mais humanizada e que encontre o próprio sentido a partir do sentido que dá à vida.

É no ambiente familiar que cada pessoa deveria aprendera valorizar a vida, por esse motivo os pais, quando acolhem a vida, são protagonistas da alegria de receber um ser que deve ser sempre fruto do amor porque demonstra o amor de Deus para com a humanidade.

Em um Brasil no qual percebemos a total desvalorização da vida humana como, por exemplo, o que aconteceu em Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, quando sabemos que uma gestação foi levada até o fim e que o filho foi esperado com amor e nasce, sendo carregado nos braços de seus pais com alegria, torna-se uma esperança de que ainda é possível acreditar na vida e lutar por ela.

A família, como defensora da vida será sempre convocada a levar seus filhos a valorizá-la. Os jovens devem ser orientados para viver as experiências juvenis, mas sem perder o foco na vivência da experiência de Deus em sua vida, porque essa experiência vai, com certeza, ajudá-los a fortalecer mais a convivência com os outros, porque terão a consciência de que sempre que estamos diante de alguém, estamos, na verdade, diante da possibilidade de contemplar no outro o Outro que é o Senhor da vida.

Quando falamos da defesa da vida é preciso entender que não falamos apenas de uma vida que está sendo gestada, mas da vida que se prolonga e se realiza, sobretudo, na vida de cada pessoa como dom. É possível perceber que é preciso ter mais coragem para defender a vida do que para desconsiderá-la. São muitas as situações que atentam contra a vida e, principalmente, são muitos os que usam até de argumentos filosóficos, porém não há argumentos que sejam maiores do que a própria vida, porque ela é o argumento maior.

Em um de seus pronunciamentos, em 13 de outubro de 1993, a CNBB, através da presidência, se pronunciou a favor da vida, dizendo: “A esse respeito, é necessário proclamar, sempre com firmeza, a doutrina em defesa do direito à vida, desde o primeiro momento da concepção. Provocar o aborto, eliminando a vida inocente e indefesa no seio materno, é grave diante de Deus e da própria consciência”.

Faço votos de que nosso subsídio “Hora da Vida” seja um bom instrumento de reflexão para nossas comunidades, para que se fortaleçam na defesa da vida e, como afirmou Nosso Senhor Jesus Cristo, possam proclamar a vida em plenitude. Deus ilumine a todos. Sejam felizes!

Pe. Jorge A. Filho
Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB e Secretário Executivo da Comissão Nacional da Pastoral Familiar – CNPF/SECREN

Em família celebramos a vida com alegria e esperança

A Igreja no Brasil celebra, a cada ano, na primeira semana de outubro, a Semana Nacional da Vida e o dia do Nascituro. A iniciativa é organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, através da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF). As celebrações da Semana Nacional da Vida ocorrem de 1° a 07 de outubro e terminam com as celebrações do Dia do Nascituro, no dia 08 de outubro. A Semana Nacional da Vida é uma ação que busca conscientizar os católicos sobre o direito à vida, desde o nascimento até seu fim natural.

O dente-de-leão simboliza muitas coisas benéficas! Ele é comumente associado à esperança na vida, à crença em um futuro melhor e o poder de cura de qualquer problema atual.

Com objetivo de ajudar as comunidades e famílias a se organizarem e viverem bem a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro, a CNPF prepara desde 2011 o subsídio “Hora da Vida”, que traz 7 temas para refletir como agir em relação aos direitos, deveres, e atitudes em relação à vida. Este ano o Hora da Vida traz como tema de reflexão ‘Em Família Defendemos a Vida! ’.

Como organizar a Semana Nacional da Vida 2019?

Em família defendemos a vida com gestos de ALEGRIA e ESPERANÇA!

Além das atividades previstas para Semana Nacional da Vida nas (Arqui)dioceses, paróquias ou comunidades, queremos propor duas ações públicas que possam acontecer em todo Brasil no mesmo dia e horário, demonstrando a força de mobilização em prol da vida, desde a concepção até seu fim natural.

Sinal da Alegria

No dia 01 de outubro, abertura da Semana Nacional da Vida, façamos ressoar os sinos de todas as Igrejas no Brasil, sempre às 12, 15 e 18 horas acompanhado da ‘Oração do Nascituro’, simbolizando assim a alegria em celebrar e valorizar a vida.

Sinal da Esperança

No dia 08 de outubro, dia do nascituro, em um gesto de propagação da ‘Luz de Cristo’ para que possa iluminar e proteger as vidas vulneráveis e indefesas, possamos acender o maior número de velas, e juntamente rezar a ‘Oração do Nascituro’. Um momento de devoção e unidade com toda a Igreja no Brasil.

O local poderá ser em frente a uma Igreja, praça pública ou lugar que seja oportuno. Sugere-se que a comunidade local se mobilize e realize ações adicionais, de acordo com a sua realidade, como procissões, passeatas, oração do Santo terço e outras, unindo-se às demais pastorais, movimentos e serviços presentes na comunidade.

Os horários e ações adicionais são definidos serão definidos pelos organizadores locais.

Todos que celebrarem esse momento poderão convidar os meios de comunicação local (Religiosos e seculares).
É importante também registrar e compartilhar fotos e vídeos nas redes sociais, sempre com a Hashtag #SimaVida para uma ampla divulgação nas redes sociais.

Pastoral Familiar CNBB / Portal Kairós