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Lançado Paróquia Virtual, o aplicativo que ‘faz comunidade’ na rede

A comunicação entre as paróquias e os católicos ficou agora mais simples: chegou o aplicativo PARÓQUIA VIRTUAL. É a Igreja de portas abertas e na palma de sua mão. Com um toque você pode ter acesso a uma meditação sobre o Evangelho do dia; os párocos poderão postar seus avisos e se comunicar em tempo real com todos os paroquianos que tiverem o PARÓQUIA VIRTUAL em seu celular. A iniciativa é da Ordem dos Mercedários, da Congregação dos Dehonianos e da empresa de tecnologia 55Labs.

O aplicativo está disponível, gratuitamente, desde 10 de junho, fazendo ‘ comunidade’ na rede.

Quem traz a novidade à nossa redação é o Frei Rogério Soares, Provincial dos mercedários no Brasil:

“Nosso aplicativo é revolucionário, porque reunimos o app, que já é uma realidade nos celulares das pessoas, com a interação. As pessoas podem interagir. Será uma grande rede social, uma comunidade de intercessores, de pessoas que rezam umas pelas outras. Nós vamos fazer com que as pessoas se encontrem, para orar, pedir preces”.

“A ideia surgiu tem um ano. Estávamos num encontro, com o Padre Joãozinho em Salvador e neste encontro, o padre teve a iluminação de fazer um aplicativo. Desde então começamos a trabalhar nisso todos os dias. Nós nos encontramos só no dia em que nos conhecemos. Depois tivermos reuniões por Skype e o aplicativo saiu”.

“A Igreja vai ganhar muito com este aplicativo, as paróquias sobretudo. O aplicativo se chama PARÓQUIA VIRTUAL, porque é um trabalho feito a partir das paróquias com a colaboração dos párocos. Ali os católicos terão seu perfil, seguirão páginas que serão as paróquias, as paróquias terão seu seguidores ou seus ‘paroquianos virtuais’ e o pároco poderá enviar mensagens aos seus paroquianos virtuais, horários de missa, de confissão, avisos… tudo o que ele quiser vai poder administrar a partir de sua página”.

“Outro serviço que o app oferece é o mapa. A geolocalização das paróquias. Quando você ffor a uma cidade e quiser ir a uma missa e não sabe onde e nem os horários, você vai no aplicativo, localiza no mapa a paróquia mais próxima de onde você estiver, e vai clicar naquela paróquia para saber os horários, quem é o padre, o telefone… você tem todo um serviço na palma de sua mão: é a paróquia na palma de sua mão”.

“Além disso, você pode interagir: colocar mensagem, pedidos de missa. Todos os dias, um padre celebra uma missa pelas intenções das pessoas que colocam suas preces no app. Já começamos. Você que baixa o aplicativo neste momento, na loja, tanto para Android como para IOS, é muito simples… um cadastro de 2 minutos e você já está dentro do app. É totalmente gratuito. Nós queremos atingir o maior número de pessoas para que este aplicativo se torne o ‘Facebook dos católicos’.

Para mais detalhes visite o site do Paróquia Virtual.

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A graça de ser avô: Papa festeja 25 anos de ordenação

A graça de ser avô: Papa festeja 25 anos de ordenação

O Papa Francisco celebrou seus 25 anos de ordenação episcopal com uma missa concelebrada com os Cardeais na Capela Paulina, no Vaticano (27/06).

De brasileiros, estavam presentes os Cardeais João Braz de Aviz, Cláudio Hummes, Raymundo Damasceno Assis e Sérgio da Rocha.

Em sua homilia, comentando a primeira leitura, o Pontífice falou de três imperativos inseridos no diálogo entre Deus e Abraão: levantar-se, olhar e esperar. Expressões que marcam não só o caminho que Abraão deve percorrer, mas também a sua atitude interior.

Levantar-se significa não ficar parado, realizar a missão em caminho e o símbolo é a tenda. Olhar é fixar o horizonte, cuja mística consiste em estar cada vez mais distante enquanto se avança. Esperar é a força de ir avante, com o ânimo de um “escoteiro”. “A esperança não tem muros”, disse o Papa.

“O Senhor hoje nos diz o mesmo: levante-se, olhe e espere. Essa palavra de Deus vale também para nós, que temos quase a mesma a idade de Abraão”, brincou Francisco, que pediu aos Cardeais não fechem a sua vida e a sua história:

“Quem não nos quer bem, diz: ‘somos a gerontocracia da Igreja’. É uma zombaria, não sabe o que diz. Não somos gerontes, somos avôs. E se não sentimos isso, devemos pedir a graça de senti-lo. Avôs para quais os netos olham e esperam de nós a experiência sobre o sentido da vida. Avôs não fechados. Para nós, ‘levante-se, olhe e espere’ se chama sonhar. Somos avôs chamados a sonhar e dar o nosso sonho à juventude de hoje, que necessita disso, porque tirarão dos nossos sonhos a força para profetizar e levar avante a sua missão.”

O Senhor, acrescentou o Papa, pede aos avôs da Igreja que tenham a vitalidade para dar aos jovens, sem se fechar, para oferecer à juventude o melhor, para levar avante a profecia e o trabalho.

“Peço ao Senhor que dê a todos nós esta graça, também para quem ainda não é avô, como o presidente do Brasil (referindo-se ao presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha), que é um jovenzinho, mas você chegará lá. A graça de ser avôs, a graça de sonhar e dar esse sonho aos nossos jovens, eles precisam disso.”

Ordenação em Buenos Aires

O Padre Jorge Mario Bergoglio soube que seria Bispo Auxiliar de Buenos Aires no 13 de maio de 1992, notícia que foi aprovada oficialmente por João Paulo II uma semana depois, no dia 20.

No dia 27 de junho daquele mesmo ano, 1992, recebeu a ordenação episcopal na Catedral de Buenos Aires das mãos do Cardeal Antonio Quarracino, então Arcebispo da capital argentina.

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Papa: câncer, famílias precisam ser acompanhadas no caminho de prevenção

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (26/06), na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 150 membros da Liga Italiana Contra o Câncer.

Segundo Francisco, essa instituição é uma riqueza para a sociedade italiana, pois com a variedade de seus serviços, “forma nas pessoas e nas famílias um estilo de prevenção, favorecendo a mentalidade de que a prevenção oncológica é primeiramente um estilo de vida”. Depois, junto com várias realidades na Itália, esse organismo “alimenta o voluntariado, expressão emblemática da gratuidade que deve incidir cada vez mais na vida cotidiana”.

Cultura da vida

“É necessário difundir uma cultura da vida, formada de atitudes, comportamentos. Uma verdadeira cultura popular, séria, acessível a todos, não baseada em interesses comerciais. As famílias precisam ser acompanhadas no caminho de prevenção. Um caminho que envolve as várias gerações num pacto solidário. Um caminho que valoriza a experiência de quem viveu, com os próprios familiares, o percurso cansativo da patologia oncológica.”

O Papa definiu como preciosa a colaboração de voluntariado da Liga Italiana Contra o Câncer com as estruturas de saúde, públicas e privadas, e também a ajuda oferecida às famílias na vida cotidiana muitas vezes marcada pelo estresse e assistência contínua aos doentes.

Periferia

Segundo Francisco, esse último aspecto é um testemunho em sintonia com a comunidade eclesial “chamada por vocação e missão ao serviço a quem sofre e a vivê-lo segundo o binômio tipicamente cristão da humildade e do silêncio. O bem que se cumpre é eficaz sobretudo quando é feito sem procurar recompensa e sem aparecer nas situações concretas da vida cotidiana”.

Nesse serviço, se exerce também um deslocamento rumo às periferias.

“A periferia, de fato, é cada homem e mulher que vive numa condição de marginalização. A periferia é toda pessoa obrigada a viver às margens da sociedade e das relações, sobretudo quando a doença quebra os ritmos habituais, como no caso das patologias oncológicas. A periferia chama em causa a responsabilidade de cada um de nós, porque todo cristão, como toda pessoa animada pelo desejo da verdade e do bem, é um instrumento consciente da graça.”

Riqueza

Segundo o Papa, o cuidar de um doente “é uma riqueza inestimável para a sociedade: recorda a toda comunidade civil e eclesial de não ter medo da proximidade, não ter medo da ternura, não ter medo de gastar tempo com laços que ofereçam e recebam apoio e conforto recíproco, espaços de solidariedade autênticos e não formais”.

O Papa ressaltou que a saúde é um bem primário e fundamental de cada pessoa, e desejou que a prevenção do câncer possa ser estendida a todos, através da colaboração entre os serviços públicos e privados, e iniciativas da sociedade civil e caritativas.

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Cristão não precisa de horóscopo

Cristão não precisa de horóscopo

O Papa Francisco celebrou a missa, na segunda-feira (26/06), na capela da Casa Santa Marta.

“O cristão verdadeiro não é aquele que se instala e fica parado, mas aquele que confia em Deus e se deixa guiar num caminho aberto às surpresas do Senhor”, frisou o Pontífice em sua homilia.

Citando a Primeira Leitura, extraída do Livro do Gêneses, Francisco refletiu sobre Abraão, pois nele “há o estilo da vida cristã, o estilo nosso como povo”, baseado em três dimensões: o despojamento, a promessa e a bênção. “O Senhor exorta Abraão a sair de seu país, de sua pátria, da casa de seu pai”, recordou o Papa:

“O ser cristão tem sempre esta dimensão do despojamento que encontra a sua plenitude no despojamento de Jesus na Cruz. Sempre há um vai, um deixa, para dar o primeiro passo: ‘Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai’. Se fizermos memória veremos que nos Evangelhos a vocação dos discípulos é um ‘vai’, ‘deixa’ e ‘vem’. Também nos profetas, não é? Pensemos a Eliseu, trabalhando a terra: ‘Deixa e vem’.”

“Os cristãos”, acrescentou o Papa, “devem ter a capacidade de serem despojados, caso contrário não são cristãos autênticos, como não são aqueles que não se deixam despojar e crucificar com Jesus. “Abraão “obedeceu pela fé”, partindo para a terra a ser recebida como herança, mas sem saber o destino preciso:

“O cristão não tem um horóscopo para ver o futuro. Não procura a necromante que tem a bola de cristal, para que leia a sua mão. Não, não. Não sabe aonde vai. Deve ser guiado. Esta é a primeira dimensão de nossa vida cristã: o despojamento. Mas, por que o despojamento? Para uma ascese parada? Não, não! Para ir em direção a uma promessa. Esta é a segunda. Somos homens e mulheres que caminham para uma promessa, para um encontro, para algo, uma terra, diz a Abraão, que devemos receber como herança.”

No entanto, enfatizou Francisco, Abraão não edifica uma casa, mas “levanta uma tenda”, indicando que “está a caminho e confia em Deus”, portanto, constrói um altar “para adorar ao Senhor”. Então, “continuar a caminhar” é estar “sempre em caminho”:

“O caminho começa todos os dias na parte da manhã; o caminho de confiar no Senhor, o caminho aberto às surpresas do Senhor, muitas vezes não boas, muitas vezes feias – pensemos em uma doença, uma morte – mas aberto, pois eu sei que Tu me irás conduzir a um lugar seguro, a um terra que preparaste para mim; isto é, o homem em caminho, o homem que vive em uma tenda, uma tenda espiritual. Nossa alma, quando se ajeita muito, se ajeita demais, perde essa dimensão de ir em direção da promessa e em vez de caminhar em direção da promessa, carrega a promessa e possui a promessa. E não deve ser assim, isso não é realmente cristão”.

“Nesta semente de início da nossa família” cristã, observou o Papa, aparece outra característica, a da bênção: isto é, o cristão é um homem, uma mulher que “abençoa”, que “fala bem de Deus e fala bem dos outros” e que “é abençoado por Deus e pelos outros” para ir para frente. Este é o esquema da “nossa vida cristã”, porque todo mundo, “também” os leigos, devemos “abençoar os outros, falar bem dos outros e falar bem a Deus dos outros”. Muitas vezes, acrescenta o Pontífice, estamos acostumados “a não falar bem” do próximo, quando – explica – “a língua se move um pouco como quer”, em vez de seguir o mandamento que Deus confia ao nosso pai” Abraão, como “síntese da vida”: de caminhar, deixando-se “despojar” pelo Senhor e confiando em suas promessas, para sermos irrepreensíveis. Enfim, concluiu Francisco, a vida cristã é “tão simples”.

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Combate às drogas: não existem pessoas irrecuperáveis

Combate às drogas: não existem pessoas irrecuperáveis

“Considerar as pessoas irrecuperáveis é um ato de rendição que desmente as dinâmicas psicológicas prepostas para a mudança e oferece álibi ao descompromisso do toxicômano e às instituições que têm a tarefa de prevenir e de curar.”

É o veemente apelo contido na parte final da mensagem para o Dia internacional de combate ao abuso e ao tráfico ilícito de drogas, assinada pelo presidente do dicastério vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson.

Não à resignação

Não se pode aceitar que a sociedade metabolize o uso de drogas como um traço crônico da época atual, igualmente ao consumo de álcool e ao tabagismo, esquivando-se de um debate incisivo sobre os espaços de liberdade do Estado e do cidadão diante do uso de substâncias, observa.

Analogamente, não se deve minimizar as dependências que nascem e se desenvolvem com características complexas, ligadas a evidências clínicas pré-existentes ou consequentes ao uso de substâncias psicoativas: “é o caso da chamado ‘dúplice diagnóstico’, terreno do distúrbio psiquiátrico, que exige muito em fase de tratamento”, precisa o purpurado ganense.

Não podemos cair na injustiça de classificar o toxicômano como se fosse um objeto ou um mecanismo defeituoso”, adverte ele: “Toda pessoa deve ser valorizada e apreciada em sua dignidade para poder ser curada”.

Chamar em causa todos os atores sociais

“Políticas e estratégias de amplo alcance, fundadas na prevenção primária, não podem deixar de chamar em causa todos os atores sociais, partindo novamente do compromisso de educar”, lê-se na mensagem.

Superar rivalidades e isenção de responsabilidade

“Não é tempo de protagonismos, mas de ‘redes’ capazes de reativar as sinapses sociais e educativas superando as competições inúteis, as atribuições a outros e a formas de isenção de responsabilidade”, de modo a dar aos jovens a “guinada justa”, como nos exorta a fazer o Papa Francisco.

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